Cirurgia Pediátrica é referência em procedimentos complexos

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ALTA COMPLEXIDADE | Serviço de Cirurgia Pediátrica

A especialidade é referência em procedimentos neonatais e oncológicos. Saiba mais sobre o serviço na série de alta complexidade
02/01/2023
Serviço de Cirurgia Pediátrica do Pequeno Príncipe
Em 2021, o Serviço de Cirurgia Pediátrica do Pequeno Príncipe realizou quase quatro mil cirurgias e 6.973 consultas ambulatoriais.

 

A cirurgia pediátrica é uma especialidade cirúrgica que tem ampla área de desempenho, que vai desde o sistema digestivo, respiratório, urogenital e vascular até musculoesquelético e tegumentar (pele). No Pequeno Príncipe, o serviço se divide em quatro áreas de atuação: cirurgia neonatal, cirurgia geral, cirurgia oncológica e cirurgia urológica, e é responsável por tratar desde recém-nascidos até adolescentes.

Em 2021, a especialidade realizou quase quatro mil cirurgias e 6.973 consultas ambulatoriais. Entre os procedimentos realizados estão os de pequeno porte, como fimose, correção de hérnias inguinais e testículos diatópicos, e cirurgias mais complexas, como malformações torácicas, abdominais e do trato urinário, além dos transplantes hepático e renal.

Cirurgia Pediátrica no Pequeno Príncipe
A especialidade também é destaque por ser o maior centro brasileiro em volume de cirurgias pediátricas.

“Em um mês, por exemplo, atuamos em diversas doenças de tratamento complexo no Centro Cirúrgico justamente por sermos referência no Paraná e no país em enfermidades que demandam tempo, técnica e profissionais de várias áreas. Isso, claro, realizado em paralelo aos procedimentos cirúrgicos de baixa complexidade e emergências”, detalha o cirurgião pediátrico João Carlos Garbers, chefe do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Pequeno Príncipe.

O Serviço de Cirurgia Pediátrica do Pequeno Príncipe é referência nacional em procedimentos cirúrgicos neonatais e oncológicos, como a atresia de esôfago, megacólon congênito e extrofia de bexiga. A equipe é composta por 15 cirurgiões pediátricos com ampla experiência e oito residentes, que contribuem para o êxito dessa atuação, em conjunto com outros profissionais como anestesiologistas, enfermeiros, instrumentadores, psicólogos, além de toda uma estrutura de Centro Cirúrgico e UTIs.

A especialidade também é destaque por ser o maior centro brasileiro em volume de cirurgias pediátricas, assim como seu programa de residência, que atrai médicos de todo o Brasil e países vizinhos, aliando excelência técnico-científica e trabalho multidisciplinar em mais de 30 especialidades médicas.

Confira algumas das doenças de alta complexidade tratadas pelo Serviço de Cirurgia Pediátrica do Pequeno Príncipe:

Atresia de esôfago

Ocorre devido a uma malformação no sistema digestivo que impede a passagem do leite corretamente. Existem vários tipos de atresia do esôfago, mas em quase todos os casos o esôfago é separado em duas partes, que não se comunicam, fazendo com que o alimento não consiga chegar ao estômago.

A atresia de esôfago é malformação congênita, e o tratamento é cirúrgico. No procedimento, o cirurgião pediátrico precisa restabelecer a ligação entre as partes e desfazer possíveis conexões irregulares.

Megacólon congênito

O megacólon congênito, ou doença de Hirschsprung, consiste na ausência de células nervosas na parede intestinal de uma parte ou da totalidade do intestino grosso, e pode envolver inclusive o intestino delgado em alguns casos. Se não diagnosticada e tratada corretamente, a doença pode ser fatal.

A técnica usada para correção pode variar em cada caso. Em alguns, a remoção das células nervosas é feita em um único procedimento, realizado por via transanal que não deixa cicatrizes. Outra possibilidade de correção é por meio da colostomia temporária, no momento de emergência, e depois de alguns meses a cirurgia definitiva para a correção definitiva do problema.

Especialidade de Cirurgia Pediátrica no Pequeno Príncipe.
A cirurgia pediátrica é uma especialidade cirúrgica que tem ampla área de desempenho, que vai desde o sistema digestivo até musculoesquelético e tegumentar (pele).

Invaginação intestinal

Ocorre quando uma parte proximal do intestino delgado entra na parte distal, promovendo obstrução intestinal e interrompendo o fluxo de sangue, podendo causar perfuração e morte dos tecidos. O tratamento para a desobstrução completa pode ser radioscópico (pressão hidrostática) ou cirúrgico, fazendo-se a desinvaginação manual. Em casos nos quais não se possa desinvaginar, será necessário fazer a ressecção do intestino e enteroanastomose, que é restabelecer novamente o trânsito do intestino.

Onfalocele

Quando órgãos como intestino, fígado ou baço estão fora da cavidade abdominal por um defeito congênito, que ocorre pelo cordão umbilical. Essa alteração pode ser identificada ainda no útero, e a correção pode ser realizada nas primeiras horas de vida, a depender da gravidade e do tamanho do defeito. Para a correção da onfalocele, a equipe de cirurgiões reintroduz os órgãos no abdômen da criança e fecha a parede. Em alguns casos, a correção total é realizada em etapas, já que não é possível acomodar todos os órgãos por conta do tamanho do defeito e da criança.

Tumor de Wilms

Conhecido como nefroblastoma, é o tumor renal mais comum na infância e pode acometer um ou ambos os órgãos. O procedimento cirúrgico é essencial para o tratamento, aliado à quimioterapia e/ou radioterapia, dependendo do caso. Na maioria das vezes, é preciso retirar o rim afetado em um procedimento cirúrgico. Quando o tumor de Wilms afeta os dois rins, existe a possibilidade de fazer uma retirada parcial de cada rim – removendo apenas a parte acometida pela doença –, preservando a parte saudável.

Válvula de uretra posterior

É uma malformação que ocorre durante o desenvolvimento do feto e causa obstrução completa do aparelho urinário. Essa doença atinge majoritariamente meninos e pode apresentar-se em recém-nascidos e crianças. Hoje em dia, a correção da válvula de uretra posterior pode ser minimamente invasiva e ocorrer por meio da passagem de endoscópio pelo canal da uretra, fazendo a membrana que causa o bloqueio ser destruída por fibras de laser, preservando o aparelho urinário.

Programa de residência Pequeno Príncipe
O programa de residência atrai médicos de todo o Brasil e países vizinhos, aliando excelência técnico-científica.

Extrofia de bexiga

Quando a bexiga (em casos mais simples) ou os órgãos dos tratos genital, urinário e intestinal (em casos mais graves) estão abertos em uma placa na parede abdominal. A cirurgia de correção de extrofia de bexiga pode ser feita a partir de duas técnicas:

– dividida em etapas, sendo necessários dois ou três procedimentos para o reparo completo;

– pela técnica de Kelley, mais moderna, que repara o defeito em um procedimento que pode durar até 12 horas e corrige o problema sem modificar a estrutura da pelve.

“São doenças raras e complexas, e como poucos médicos têm experiência com esse tipo de malformação, os casos vão para grandes centros, como o Pequeno Príncipe. Nossa equipe tem muita experiência nessa correção, principalmente pela técnica mais inovadora, que permite uma melhor exposição das estruturas, beneficiando o paciente em relação à continência e funcionamento da região”, explica o chefe do Serviço de Urologia Pediátrica, Antonio Carlos Moreira Amarante.

Transplante hepático e renal

O transplante é uma cirurgia que consiste na transferência de órgão de uma pessoa (doadora) para outra (receptora) com a finalidade de restabelecer as funções normais do organismo. Por tratar-se de um procedimento complexo, a estrutura de suporte precisa ser diferenciada, principalmente em transplantes pediátricos. O Pequeno Príncipe, que realizou no ano passado 23 transplantes hepáticos e 18 transplantes renais em crianças e adolescentes, conta com um grupo de atenção aos pacientes composto por profissionais de diversas áreas: enfermagem, nutrição, fisioterapia, fonoaudiologia, farmácia, psicologia e assistência social.

A realização de um transplante é um procedimento de alta complexidade porque exige uma equipe multidisciplinar, médicos experientes e estrutura hospitalar diferenciada – como centro cirúrgico bem equipado e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Nos casos de transplantes pediátricos, a peculiaridade aumenta, já que os pacientes estão em crescimento e desenvolvimento. Além do procedimento cirúrgico ser mais delicado, pois as estruturas dos órgãos são menores e a quantidade sanguínea corpórea é menor, os aspectos nutricionais e imunológicos também são importantes.

Na instituição, os casos são amplamente discutidos por uma equipe antes da indicação cirúrgica, e o planejamento anestésico e cirúrgico é individualizado para cada criança e adolescente, levando em consideração todas as peculiaridades que englobam o caso. No Pequeno Príncipe, os transplantes hepáticos e renais – equipe do médico José Sampaio Neto e equipe do médico Antonio Carlos Moreira Amarante, respectivamente – são realizados pelo Serviço de Cirurgia Pediátrica. Entretanto, o Hospital também realiza transplante cardíaco, de tecidos e de medula óssea.

Pequeno Príncipe.
A equipe é composta por 15 cirurgiões pediátricos com ampla experiência e oito residentes.

Serviço de Cirurgia Pediátrica do Pequeno Príncipe é referência em malformações das vias biliares

A atresia das vias biliares e o cisto de colédoco são duas das malformações das vias biliares mais tratadas pelo Serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe. As duas malformações necessitam de diagnóstico rápido, devido às graves alterações do fígado que podem causar, chegando a casos avançados até ao transplante hepático. Os procedimentos cirúrgicos para o tratamento dessas doenças são realizados, hoje, por intermédio da videolaparoscopia, conseguindo-se a correção total com mínimas incisões cirúrgicas. No caso da atresia das vias biliares, o tratamento cirúrgico precisa ser feito até oito semanas de vida, pois ultrapassando esse período existe grave comprometimento do fígado.

Na atualidade, a maioria das malformações cirúrgicas pediátricas é tratada por meio das cirurgias minimamente invasivas – laparoscopia e toracoscopia –, estando o serviço da instituição habilitado para esses tratamentos via equipes de videocirurgias.

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Em 2021, o Serviço de Cirurgia Pediátrica do Pequeno Príncipe realizou quase quatro mil cirurgias e 6.973 consultas ambulatoriais.

A equipe é composta por 15 cirurgiões pediátricos com ampla experiência e oito residentes

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