Radiologia Intervencionista trata doenças em procedimentos minimamente invasivos

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ALTA COMPLEXIDADE | Radiologia Intervencionista trata doenças de alta complexidade

O serviço realiza procedimentos minimamente invasivos e atua em conjunto com outras áreas do Pequeno Príncipe
16/01/2023
Serviço de Radiologia Intervencionista trata doenças de alta complexidade em procedimentos minimamente invasivos
No Pequeno Príncipe, o Serviço de Radiologia Intervencionista foi formalizado no final de 2019.

A radiologia intervencionista é uma especialidade que utiliza métodos de imagem para guiar procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, realizados por meio de agulhas e cateteres (dispositivos médicos em forma de tubo), com o objetivo de tratar e diagnosticar doenças de alta complexidade de diversas áreas da medicina. O Serviço de Radiologia Intervencionista do Hospital Pequeno Príncipe é o único exclusivamente pediátrico do Brasil, realizando por ano, aproximadamente, 400 procedimentos.

Atualmente, a equipe é formada por dois médicos radiologistas intervencionistas e um radiologista, que trabalham com outros profissionais em conjunto com os serviços de Transplante Hepático, Cirurgia Pediátrica, Nefrologia, Oncologia e Hematologia e Ortopedia. No Brasil, somente cincos médicos são associados à Sociedade Mundial de Radiologia Intervencionista Pediátrica e dois deles estão no Pequeno Príncipe.

“Grande parte dos casos que nós atendemos são complexos, envolvem abordagem multidisciplinar e necessitam de um plano terapêutico. Além disso, realizamos diversos procedimentos, como biópsias percutâneas, acessos venosos de longa duração, intervenções esofágicas, intervenções biliares, drenagens profundas, entre outros. É um trabalho delicado e de alta complexidade”, explicou Helder Groenwold Campos, um dos médicos responsáveis pelo serviço do Pequeno Príncipe.

O Serviço de Radiologia Intervencionista do Hospital Pequeno Príncipe
Para guiar os cateteres, stents, molas e drenos, são utilizados métodos de imagem, como aparelhos de tomografia e ultrassom.

Como os procedimentos são feitos

Para guiar os cateteres, stents, molas e drenos, são utilizados métodos de imagem. No Pequeno Príncipe, eles podem ser realizados em aparelhos de tomografia e ultrassom. A escolha do equipamento varia de acordo com o diagnóstico de cada paciente e conforme cada procedimento, analisando partes do corpo em tempo realde de forma minimamente invasiva.

A radiologia intervencionista utiliza dois métodos de acesso: via percutânea (punção na pele para acessar órgãos e tecidos) e via endovascular (nos vasos sanguíneos). O grande diferencial do serviço, além de garantir um procedimento minimamente invasivo, é permitir que criança ou adolescente saia da cirurgia sem grandes cicatrizes, além de reduzir o tempo de recuperação, com menos dor no pós-operatório e menor risco de complicações.

Radiologia intervencionista
A paciente Yasmin Garcia e os médicos Helder Groenwold Campos e Pedro Santini.

Áreas de atuação

Uma das áreas de atuação da radiologia intervencionista é o tratamento de malformações vasculares, como linfangioma, caso da paciente menina Yasmin Garcia, que desenvolveu a doença no olho direito, empurrando o globo ocular para a frente. A menina, de Cascavel (PR), chegou ao Hospital com um inchaço que comprometia a visão.

Durante a cirurgia, a redução de líquido foi superior a 75% e, no pós-operatório, não foram observadas novas formações de alterações, além disso a visão de Yasmin ficou preservada. O caso da menina foi a primeira cirurgia no Brasil desse tipo.

O serviço auxilia também no diagnóstico assertivo de doenças oncológicas e hematológicas, por meio da quimioembolização. “Nesse procedimento o profissional guia o medicamento no vaso sanguíneo com uso de cateteres até a artéria que alimenta o tumor, e injeta a quimioterapia diretamente no alvo. Dessa maneira, o tumor tende a regredir”, de acordo com o médico Pedro Santini, um dos médicos responsáveis pelo serviço do Pequeno Príncipe.

Já nas doenças ortopédicas, o serviço realiza biópsia de osso para diagnóstico de tumores como o osteossarcoma, e infiltrações articulares em pacientes com diagnóstico de artrite e artrose. “É um método mais apurado e assertivo de tratamento”, realça Pedro Santini.

Transplante de fígado

O Sistema Único de Saúde (SUS) exige a presença de um radiologista intervencionista para que transplantes de fígado sejam feitos. Antes do procedimento cirúrgico, os radiologistas intervencionistas realizam biópsias para identificar distúrbios ou doenças no fígado. No pós-operatório, são eles os responsáveis pelas drenagens feitas com o objetivo de retirar o líquido acumulado em excesso no órgão.

Outro procedimento que pode ser feito, em alguns casos, depois do transplante, é a dilatação de vasos entupidos (angioplastia). No Hospital Pequeno Príncipe, aproximadamente 50% dos procedimentos realizados pelo Serviço de Radiologia Intervencionista são vinculados a pacientes de transplante hepático.

“A fila de transplantes sempre é grande, por isso não podemos perder nenhum órgão. A radiologia intervencionista, em conjunto com a equipe de transplante hepático, exerce papel fundamental nos resultados positivos dos procedimentos”, pontua o médico Helder Groenwold Campos.

A equipe da instituição é formada por dois médicos radiologistas intervencionistas e um radiologista (da esquerda para a direita).

O Pequeno Príncipe é signatário do Pacto Global desde 2019. A iniciativa presente nesse conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e Bem-Estar (ODS 3). 

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