Visita do representante do St. Jude Global e da Aliança AMARTE no Brasil

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Pequeno Príncipe recebe representante do St. Jude Global e da Aliança AMARTE no Brasil

O Hospital integra o esforço global do St. Jude para combater o câncer, especialmente em países pobres e em desenvolvimento, e participa da Rede AMARTE no Brasil, com o mesmo propósito
19/07/2024
Visita do representante do St. Jude Global e da Aliança AMARTE no Brasil
O idealizador e coordenador da Aliança AMARTE e representante para o Brasil do St. Jude Global, o pediatra e oncologista Luiz Fernando Lopes, foi recebido pelas equipes do Hospital.

O pediatra e oncologista Luiz Fernando Lopes, idealizador e coordenador da Aliança AMARTE (Apoio Maior Aumentando Recursos e Treinamento Especializado), e representante para o Brasil do St. Jude Global, esteve em visita ao Pequeno Príncipe na terça-feira, dia 16. A iniciativa global norte-americana visa a apoiar a assistência e a combater o avanço de câncer no mundo. Inspirada no mesmo propósito, foi criada a Rede AMARTE no Brasil, da qual o Pequeno Príncipe participa desde 2020.

Além de conhecer o Hospital, que – segundo ele – era um sonho antigo, Luiz Fernando apresentou como funciona a aliança global do St. Jude Children’s Research Hospital, de Memphis (EUA), e mostrou uma visão geral sobre câncer no mundo. Estima-se que, em 2050, serão 13 milhões de crianças atingidas pela doença no planeta. “Em 2016, quando nos reunimos em Boston e Memphis (EUA), estimávamos que havia 200 mil novos casos de câncer em crianças no mundo. Ao formarmos a nossa rede global, e considerando a pesquisa de mapeamento mundial, percebemos que são 400 mil. Isto porque há subnotificação. Em média, 40% dos doentes não sabem que têm câncer, não são diagnosticados e não aparecem nas estatísticas de atendimento”, mencionou.

Para convencer os países a investir no diagnóstico e tratamento de câncer, esse movimento propôs, de forma inédita, um indicador que contabiliza as estatísticas de vidas perdidas. “Pelo estudo, o que o Estado investe para tratar as crianças com câncer poderia gerar de três a quatro vezes, podendo chegar até dez vezes o que o país investiu naquela criança se a curasse. Atualmente, 6,2 milhões de óbitos poderiam evitados.”

Há uma diferença muito grande entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos quanto ao diagnóstico e tratamento. “Em países ricos, a taxa de cura chega em 80%. Em países subdesenvolvidos, está em 21%. No Brasil, está na casa dos 50%”, ressaltou Luiz Fernando. Reduzir essa diferença apoiando centros de tratamento em países em desenvolvimento foi a forma que o St. Jude encontrou de contribuir para diminuir essa desigualdade, e assim foi criada a Rede AMARTE no Brasil.

“Atualmente, a AMARTE no Brasil não repassa dinheiro direto, mas financia formação com apoio do St. Jude, estimula as trocas por meio de organizações que estejam dispostas a colaborar”, explicou. O trabalho está estruturado em: equalizar diagnóstico, homogeneizar o cuidado, e realizar estudos epidemiológicos e de sobrevida, tudo com um trabalho em rede e participação dos centros envolvidos.

Participação do Pequeno Príncipe na Aliança AMARTE

Para a diretora-executiva do Hospital, Ety Cristina Forte Carneiro, a adesão e participação do Pequeno Príncipe na Aliança AMARTE e na iniciativa global são enriquecedoras. “As estatísticas e a reunião de dados são um desafio para nós também, mas com dedicação e formação evoluímos para ter um serviço cada vez melhor.”

Na prática, para este biênio de agosto de 2024 a agosto de 2026, serão os 31 hospitais integrantes da Aliança AMARTE (em que próximo de cinco mil novos casos serão diagnosticados anualmente em um desses centros) que têm seus profissionais participando em diferentes grupos de trabalho e de estudo, além de subcomitês. Dessa forma, dialogam, produzem materiais e compartilham conhecimento e experiências. Atualmente, o Hospital Pequeno Príncipe também compõe o Comitê Gestor, que é a instância de gestão estratégica, junto a outros quatro hospitais.

Visita do representante do St. Jude Global e da Aliança AMARTE no Brasil
A visita foi de muita troca entre diferentes profissionais.

Sobre a visita

Luiz Fernando cumpriu agenda completa no Pequeno Príncipe. Além disso, a visita teve um caráter motivacional, para agradecer a todos os profissionais que já participam das agendas, bem como estimular o envolvimento dos demais. Na ocasião, ele se reuniu com a diretoria. Na sequência, visitou a instituição, incluindo o Laboratório Genômico e o Biobanco. E, no final da manhã, participou de reunião no auditório com profissionais de diferentes setores do Hospital.

O cirurgião pediátrico Sylvio Ávilla fez questão de compartilhar a experiência de participar do encontro com Luiz Fernando. “Nós, cirurgiões pediátricos, ficamos no Centro Cirúrgico e não temos ideia do tamanho e da expressividade desse trabalho. Foi muito importante para ter noção do quanto é grande e quanto podemos aproveitar isso.”

A assessora da diretoria, Thelma Alves de Oliveira, em nome do Hospital, destacou a importância de Luiz Fernando para o desenvolvimento da rede. “O Luiz foi responsável por conceber e é o grande dinamizador dessa rede. É uma rede generosa que vai crescendo a partir da participação. O espírito é de inclusão.”

Para a médica responsável pelo do Serviço de Oncologia e Hematologia do Pequeno Príncipe, Flora Watanabe, a presença do representante da Rede AMARTE é motivadora, porque possibilita uma visão ampliada e global. “A participação nesse fórum traz um crescimento não só para a oncologia, mas para o Hospital todo. São sementinhas de qualidade e de técnica que estamos plantando. E tudo vai reverter para nós, mas, acima de tudo, para as crianças”, finalizou.

O Pequeno Príncipe é signatário do Pacto Global desde 2019. A iniciativa presente nesse conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Parcerias e Meios de Implementação (ODS 17).

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