Constipação intestinal: causas mais comuns estão na primeira infância

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Constipação intestinal: causas mais comuns estão na primeira infância

Hospital Pequeno Príncipe orienta pais e familiares para prevenção com mudanças simples na rotina das crianças
05/07/2023
constipação intestinal
Em geral, a constipação intestinal requer mudanças no estilo de vida, como inclusão de alimentos com fibras na dieta.

A maioria das doenças que atingem o trato gastrointestinal de adultos também pode afetar as crianças – e a constipação intestinal é uma delas. A condição caracteriza-se pela dificuldade nos momentos de necessidade de ir ao banheiro, causando desconfortos e prejuízos à saúde da criança.

Durante a primeira infância (período de 0 a 6 anos de vida), casos de constipação são comuns – principalmente durante as fases da introdução alimentar e do desfralde. Por isso, o Pequeno Príncipe orienta pais e familiares para a observação de possíveis sintomas no dia a dia.

Causas da constipação intestinal

A constipação intestinal é uma condição que está, na maior parte dos quadros, ligada à alimentação. Maria Emília Suplicy, nutricionista do Pequeno Príncipe, conta que a constipação é comum na fase de introdução dos alimentos, pois pode ocorrer a seletividade alimentar. Ou seja, em alguns casos, a criança recusa comer frutas, legumes e verduras – os quais contêm mais fibras e auxiliam na evacuação.

Em outros casos, uma situação pontual e negativa anterior faz a criança reter voluntariamente as fezes, por medo de dor ou desconforto em usar o vaso sanitário – como no momento do desfralde. A situação pode, inclusive, estender-se para o ambiente escolar e, por isso, merece atenção de pais e profissionais da educação. “É preciso tratar o assunto com naturalidade, sem pressão ou castigos. Livros educativos podem ajudar de forma lúdica”, completa a nutricionista.

O médico e chefe do Serviço de Gastroenterologia Pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe, Mário Vieira, explica que a constipação intestinal raramente está associada a doenças mais graves que afetam o trato gastrointestinal. “Caso o pediatra da criança note a presença de sintomas associados, como anemia, distensão abdominal e baixo crescimento em estatura e peso, exames complementares devem ser solicitados para investigação de outras causas”, ressalta.

Tratamento

Em geral, a constipação requer mudanças no estilo de vida. Nos quadros em que as causas são funcionais, mudanças na alimentação e no comportamento podem melhorar a situação. Isso pode envolver inclusão de mais fibras na dieta, redução de alimentos ultraprocessados, hidratação com a ingestão de água adequada e adoção de atividade física para que o trânsito intestinal volte ao normal.

Em outros casos, além de alterações na rotina, é fundamental o acompanhamento com equipe multidisciplinar para verificar sintomas e tratamento adequado. Para isso, após a investigação de causas mais graves, o pediatra da criança pode solicitar o encaminhamento do paciente para serviços especializados – como o do Pequeno Príncipe.

O Pequeno Príncipe é signatário do Pacto Global desde 2019. A iniciativa presente nesse conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e Bem-Estar (ODS 3).

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