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Prevenção é a palavra de ordem no combate ao coronavírus

Alguns cuidados com as crianças – grupo de risco para infecções dessa natureza – também são fundamentais para evitar outras doenças

Os casos de coronavírus exigem atenção mundial.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou nesta quinta-feira, dia 30 de janeiro, um alerta de emergência sanitária global por conta dos casos de coronavírus registrados até o momento, sobretudo na China. Estima-se que cerca de 6 mil pessoas já foram diagnosticadas com o vírus e outras 9 mil estão em observação no país asiático.

Para a direção da OMS, o mundo inteiro precisa estar em alerta, preparado e adotar ações. O Hospital Pequeno Príncipe reforça aos pais, cuidadores, educadores e toda a sociedade a necessidade de uma atenção especial às crianças. “Elas transmitem muito mais infecção por via respiratória pelo contato com outros meninos e meninas, além da proximidade que têm com os adultos. É um grupo de risco e por isso devemos ficar atentos”, salienta o vice-diretor técnico da instituição, o médico infectologista pediátrico Victor Horácio de Souza Costa Júnior.

O médico infectologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe, Victor Horácio de Souza Costa Júnior, reforça os cuidados necessários com as crianças.

Para proteger as crianças, algumas medidas são essenciais. “É preciso estimular a ingestão de líquidos, a adoção de bons hábitos alimentares, de sono e, sobretudo, tornar rotina a higienização das mãos e também ao tossir”, completa.

O médico infectologista pediátrico lembra que o álcool gel deve ser usado sempre que a criança tocar em qualquer objeto, ao cumprimentar uma pessoa e quando retornar de atividades habituais do dia a dia – como os momentos de lazer em parques, nas áreas comuns de recreação de prédios/condomínios, shoppings, entre outros locais. “Também é fundamental que, ao tossir, coloque o antebraço na boca. Jamais as mãos, pois elas favorecem o contágio dessas doenças”, observa.

Informação

A informação faz a diferença na compreensão e prevenção ao coronavírus. “Atualmente, com o surto presente na China, o vírus ganhou uma notoriedade muito maior.  Não é uma gripe, esse termo utilizamos apenas para a infecção causada pelo influenza. O coronavírus é responsável por um quadro de insuficiência respiratória com pneumonia, por isso a transmissão por via respiratória acaba sendo mais comum”, alerta Victor  Horácio de Souza Costa Júnior.

Com enorme repercussão na mídia, indícios apontam a cidade chinesa de Wuhan como o local de surgimento do vírus. Um mercado de animais – possível foco de transmissão aos humanos – foi interditado para averiguação.

O coronavírus, tipo de organismo RNA que causa doença pulmonar, com sintomas como febre, tosse, falta de ar e dificuldade em respirar, recebe esse nome por causa de sua aparência que, quando observada em microscópio, remete a uma coroa (corona significa coroa em italiano e espanhol).

Prevenção

Contagioso, o coronavírus normalmente é transmitido por meio de gotículas expelidas quando tossimos. A prevenção, em áreas de risco, é feita evitando o contato (sem proteção) com animais e com pessoas que apresentam sintomas semelhantes aos do resfriado e da gripe.

O médico infectologista pediátrico Victor Horácio de Souza Costa Júnior lembra que o coronavírus pode se expandir, principalmente, pelo contato com pessoas que viajam pelo mundo todo. “Temos que ficar atentos a pelo menos três sintomas: febre, dor pelo corpo e insuficiência respiratória. Por conta disso, toda pessoa que veio do Oriente Médio, da Ásia e que volta com esse tipo de sintoma deve procurar atendimento para que seja feito o diagnóstico”, reitera. Infelizmente, até o momento não há nenhum remédio ou vacina específica para combater esse vírus.

* Confira o vídeo especial com as dicas e informações do médico infectologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe, Victor Horácio de Souza Costa Júnior:

 

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