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Pequeno Príncipe integra movimento mundial em prol de soluções tecnológicas para a saúde

O hospital abriga os trabalhos do Hacking Health – Curitiba, ação colaborativa que une talentos de diferentes áreas

Os participantes do primeiro encontro do Hacking Health – Curitiba: tecnologia em prol da saúde.

O Hospital Pequeno Príncipe é parceiro do movimento Hacking Health em Curitiba. A ação colaborativa, que teve início em 2012 no Canadá, reúne agentes da saúde (hospitais, médicos e outros profissionais), desenvolvedores, administradores e demais interessados em buscar soluções tecnológicas que beneficiem os trabalhos na área.

O primeiro encontro, realizado na noite do dia 7 de março, trouxe ao Pequeno Príncipe, além de profissionais e estudantes da área da saúde, representantes do Hacking Health na capital paranaense, Londrina, Santa Catarina e especialistas em tecnologia dispostos a contribuir com inovações. “O projeto já está em 45 cidades do mundo e cresce rapidamente no Brasil. Somos o quarto país em número de participantes e ações, atrás apenas do Canadá, França e México. É uma iniciativa que busca o empoderamento da área da saúde e esse encontro é o pontapé inicial para a formação de uma comunidade engajada nesse objetivo”, analisa Gib de Medeiros, embaixador do movimento no país e que participou do encontro por videoconferência.

Médicos e profissionais de diferentes áreas do Pequeno Príncipe também participaram do primeiro evento, que tinha o intuito de gerar relacionamento e sensibilizar os participantes sobre os objetivos do Hacking Health. “É importante que a comunidade médica traga os seus problemas, o que é mesmo relevante, para que possamos juntos buscar essas soluções”, avalia Ezequiel Kwasnicki, líder da ação na capital paranaense.

O médico Fernando Carbonieri, criador do portal Academia Médica e diretor de marketing da Associação Brasileira de Startups de Saúde, fez uma reflexão sobre o tema “Saúde 2020 – Um breve olhar para uma saúde em transformação”. “A medicina muda rapidamente e há muita coisa a ser feita”, diz o especialista.

Trabalho

O médico Fábio Motta é uma das lideranças do Hacking Health no Pequeno Príncipe. “Queremos engajar não só a comunidade interna, mas também outros profissionais da saúde e instituições que possam colaborar com esse processo. Os nossos desafios vão além do hospital”, comenta.

Seguindo a metodologia do movimento, o Hacking Health – Curitiba promoverá novos encontros e imersões até a realização do Hackaton – momento em que os participantes unem esforços para desenvolver as soluções propostas. “Há alguns anos, quando fizemos a proposta para que nosso setor de TI buscasse a integração entre as áreas clínica, econômica e financeira, percebemos que havia uma certa dificuldade de compreensão dos trabalhos realizados pela equipe de tecnologia. É muito importante esse momento que estamos vivendo na instituição e tenho certeza que será fundamental para a evolução das nossas atividades”, comenta o diretor corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, José Álvaro da Silva Carneiro.

Para mais informações, acesse a página do Hacking Health – Curitiba no Facebook: www.facebook.com/HHCWB/

Geração Z também se integra à ação

Nicholas e o pai, Fredy, participam do Hacking Health – Curitiba.

O primeiro encontro do Hacking Health – Curitiba, realizado no Hospital Pequeno Príncipe, contou com a participação de um jovem apaixonado por tecnologia. Aos 12 anos, Nicholas Bassani Schaible dá os primeiros passos para criar sua própria startup (empresa iniciante de tecnologia).

Inspirado pelo pai, Fredy Artur Schaible, que também participa do evento e atua na área de tecnologia, Nicholas está entusiasmado para trazer contribuições em prol da saúde. “Quero participar sim. Vai ser muito importante essa iniciativa”, fala.

Apaixonado por jogos eletrônicos, Nicholas se dedica aos estudos para a criação de um projeto batizado como Minecraft Education. A ideia é mostrar como o game independente mais popular dos últimos anos pode fazer a diferença na escola e até em hospitais pediátricos, como o Pequeno Príncipe. “Pretendo ter a minha primeira startup até os 14 anos, colaborando com a educação principalmente, que segue um modelo ultrapassado”, reitera.

 

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