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Complexo, Hospital, Instituto de Pesquisa

Pequeno Príncipe apoia Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias

Em parceria com a Fundação Jeffrey Modell, instituição promove ações de conscientização a pais e profissionais de saúde para auxiliar o diagnóstico precoce desse tipo de doença

As imunodeficiências primárias atingem um em cada 8 mil nascidos vivos. No mundo todo, acredita-se que 6 milhões de pessoas tenham esse tipo de doença, porém, de 70% a 90% permanecem sem diagnóstico. No Brasil, de uma estimativa de 170 mil portadores, apenas 1.400 integram o Registro Latino-americano de Imunodeficiências Primárias.

Os dados são preocupantes, pois quanto mais tarde a doença é identificada, maiores são os prejuízos para a saúde e qualidade de vida do paciente, incluindo risco de morte. “Crianças com imunodeficiência primária estão mais suscetíveis a infecções, predisposição para determinados tipos de cânceres e podem desenvolver doenças autoimunes ou autoinflamatórias. Em quadros mais graves, as infecções podem levar à morte nos primeiros anos de vida”, adverte a médica e pesquisadora do Pequeno Príncipe, Carolina Prando.

Nesta segunda-feira, dia 18, o Complexo Pequeno Príncipe e a Associação Eunice Weaver do Paraná – em parceria com a Fundação Jeffrey Modell – promoveram uma palestra que marcou a abertura da Semana Mundial de Imunodeficiências Primárias. O evento contou com a participação de profissionais de saúde da instituição de diversas áreas, que puderam se atualizar sobre métodos de identificação desse tipo de doença e tratamentos.

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Balões roxos são usados pelos profissionais de saúde para chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce das imunodeficiências primárias

Como algumas formas de imunodeficiência primária precisam de transplante de medula DSC_0057óssea, a equipe do TMO do Hospital Pequeno Príncipe, representada pelo chefe do setor Euripides Ferreira e pela médica Cilmara Cristina Kuawahara também estiveram presentes e destacaram a importância do diagnóstico precoce para esse tipo de doença. “Quando a criança é submetida ao transplante antes de apresentar muitas infecções, o tratamento fica mais fácil e eficaz”, aponta doutor Euripides.

Além dos profissionais de saúde, os pais também têm um papel fundamental para identificar a doença cedo. Por isso, é imprescindível a atenção para alguns sinais:
• Duas ou mais pneumonias no último ano.
• Quatro ou mais infecções de ouvido no último ano.
• Estomatites de repetição ou sapinho na boca por mais de dois meses.
• Infecções de pele ou de órgãos internos (baço, fígado, rim).
• Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite ou infecção generalizada).
•  Infecções intestinais de repetição/diarreia crônica.
•Asma grave ou doenças autoimunes.
• Reação à vacina BCG e/ou infecção por micobactéria.
• Infecções de difícil tratamento, que precisam com frequência de internamento para uso de antibióticos pela veia.
• História de imunodeficiência primária ou de infecções de repetição na família.

(Adaptados da Fundação Jeffrey Modell, Cruz Vermelha Americana e Grupo Brasileiro de Imunodeficiências Primárias)

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