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Dia Mundial da Hipertensão: aferir a pressão na infância é fundamental para diagnosticar doenças

A ausência de sintomas dificulta a identificação da enfermidade e a falta de tratamento adequado pode causar problemas cardíacos e renais

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a hipertensão arterial um problema crônico, uma vez que o número de casos não para de crescer. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão, estima-se que a doença atinja em torno de, no mínimo, 25% da população brasileira adulta. Em homens e mulheres com mais de 60 anos, esse índice chega a 50% e os dados dão conta de que 5% das crianças e adolescentes brasileiros sejam acometidos por essa enfermidade.

Por ser uma questão de saúde pública, neste 17 de maio, quando é lembrado o              Dia Mundial da Hipertensão, é preciso uma atenção especial à pressão alta na infância, sobretudo por conta dos poucos sintomas verificados nesta fase. “Normalmente, ela é assintomática. Em alguns casos, os meninos e meninas podem apresentar irritabilidade e sono agitado”, destaca a nefrologista pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe, Lucimary de Castro Sylvestre.

Por conta disso, a pressão arterial deve ser aferida com frequência para que o diagnóstico possa ser feito. Grande parte das ocorrências de hipertensão nos meninos e meninas são secundárias a alguma doença renal, cardíaca, endocrinológica, neurológica, entre outras. Algumas também podem ser hereditárias. “O tratamento é feito com dietas específicas, com redução na quantidade de sal; mudanças de hábito de vida, como a prática de exercícios físicos; e o uso de medicamentos. Tudo sempre com a devida orientação médica”, aponta a especialista. “Quando não tratada, ela pode causar problemas cardíacos e renais nos meninos e meninas”, reitera a nefrologista.

 

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