Vacinação em recém-nascidos e na família fortalece a proteção

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Estratégia “casulo”: vacinação protege recém-nascidos

Hospital Pequeno Príncipe reforça a importância da imunização logo após o nascimento
25/08/2023
vacinação em recém-nascidos
Hospital Pequeno Príncipe reforça a importância da vacinação em recém-nascidos e também da família que convive com o bebê.

Nos primeiros meses de vida, o sistema imunológico dos bebês ainda está em desenvolvimento.  Mesmo com os anticorpos recebidos da mãe durante a gestação ou pelo leite materno, são as vacinas que garantem a primeira linha de proteção aos recém-nascidos.

No Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, são aplicados dois imunizantes recomendados para os primeiros dias de vida. A BCG protege contra a tuberculose, uma das doenças infectocontagiosas que mais causam mortes no mundo. Já a vacina da hepatite B oferece proteção contra o vírus VHB, que afeta o fígado. Seu esquema vacinal completo é de três doses, aplicadas aos 2 e 6 meses de vida.

A pediatra e coordenadora da unidade, Heloisa Ihle Garcia Giamberardino, realça a importância da vacinação de toda a família – uma estratégia conhecida como “casulo” (no inglês, denominada cocoon). “Mesmo que a criança receba algumas vacinas no nascimento, a maioria dos imunizantes só serão aplicados a partir dos 2 meses. Mesmo assim, o esquema vacinal ainda não estará completo. Por isso, é muito importante que quem esteja em contato com a criança também esteja vacinado, sejam os familiares ou até mesmo a babá”, reitera a especialista.

Vacinação em recém-nascidos e na família

Para as pessoas que irão conviver com recém-nascidos, são recomendadas as seguintes vacinas:

  • influenza;
  • COVID-19;
  • DTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular);
  • tríplice viral contra sarampo, caxumba e rubéola;
  • varicela;
  • pneumocócica, se acima dos 50 anos ou se apresentar alguma comorbidade pulmonar;
  • meningite meningocócica ACWY e tipo B;
  • herpes-zóster, se acima dos 60 anos.

Esses imunizantes se referem às doenças respiratórias e com transmissão por gotículas respiratórias. Tire suas dúvidas também com um pediatra ou médico de confiança.

Vacinação de prematuros

A médica destaca que, em geral, os prematuros precisam adquirir pelo menos 2kg para receber as primeiras vacinas. A partir do ganho de peso, o calendário vacinal deve ser seguido normalmente. “Alguns pais confundem a idade gestacional com a cronológica. O correto é seguir o cronograma de imunização considerando a idade cronológica”, ou seja, a partir da data do nascimento da criança, explica.

Proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR)

O VSR é o principal agente causador de infecções respiratórias em crianças menores de 2 anos. Por isso, sua proteção é essencial. No momento há disponibilidade de uma imunoglobulina, denominada de palivizumabe – um anticorpo específico contra o vírus. O número de doses depende da recomendação médica, principalmente durante a sazonalidade da doença. Esse anticorpo pode ser aplicado pelo Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, de forma agendada.

O palivizumabe também é ofertado pela saúde pública para prematuros: com menos de 1 ano de idade, nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 32 semanas, e crianças menores de 2 anos de idade com doença pulmonar crônica ou doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica. Atualmente seu uso tem sido recomendado também para crianças previamente saudáveis, nos períodos de sazonalidade de circulação do vírus, entre os meses de abril e setembro.

Em geral, a recomendação é aplicar em:

  • prematuros até 32 semanas gestacionais, no primeiro ano de vida;
  • bebês com doença pulmonar crônica da prematuridade;
  • bebês portadores de cardiopatia congênita, até o segundo ano de vida.

O Pequeno Príncipe é signatário do Pacto Global desde 2019. A iniciativa presente nesse conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e Bem-Estar (ODS 3).

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