Vacina: segurança na produção, autorização e liberação garante eficácia

Notícias

Vacina: segurança na produção, autorização e liberação garante eficácia

A vacinação em massa salva ao menos quatro vidas por minuto no mundo, segundo a OMS
22/02/2022
vacina
As vacinas são submetidas a testes e padrões severos de qualidade que garantem a sua segurança e eficácia.

A vacinação é uma das principais formas de prevenir doenças: no mundo, de dois milhões a três milhões de mortes a cada ano são evitadas com a imunização em massa, e ao menos quatro vidas são salvas por minuto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A importância da vacina, um dos maiores avanços da ciência, tornou-se ainda mais evidente com a pandemia de COVID-19.

Imunizantes que evitam complicações de doenças causadas por vírus e bactérias são submetidos a testes e padrões severos de qualidade que garantem a sua segurança e eficácia. Antes de serem introduzidas nos programas de vacinação, as vacinas passam por fases de pesquisas, testes, produção, aprovação e então liberação pelas agências reguladoras governamentais.

Para a pediatra Heloisa Ihle Garcia Giamberardino, coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar (SECIH) da instituição e responsável pelo Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, as vacinas são seguras, e os benefícios existem tanto para a saúde individual como para a saúde coletiva. “Pesquisas de excelência e tecnologias promissoras garantem a eficácia de imunizantes que foram responsáveis pelo aumento de cerca de 30 anos na expectativa de vida no mundo”, ressalta.

Como funcionam as vacinas

vacinaDoenças infecciosas podem ser causadas por microrganismos que invadem as células e se multiplicam, causando a infecção. Os imunizantes são antígenos que estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos, glóbulos brancos ou leucócitos que atuam na defesa contra vírus, bactérias e outros microrganismos. A resposta imune do corpo humano é desencadeada por antígenos, que podem corresponder a fragmentos inativos ou enfraquecidos de um microrganismo, ou proteínas que estimulam a produção de anticorpos. O corpo humano, por meio do seu sistema imunológico, desenvolve assim os leucócitos de memória contra a infecção, impedindo de forma rápida e eficiente que os microrganismos penetrem ou se multipliquem nas células humanas.

Fases de produção de imunizantes

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), no Brasil, para que produtos biológicos como a vacina sejam aprovados para registro e liberação, fases de desenvolvimento são exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da Resolução (RDC) nº 55, de 16 de dezembro de 2010. As etapas obrigatórias são similares às determinadas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

As etapas de desenvolvimento de vacinas incluem pesquisas iniciais, testes em animais e humanos – seguindo regulamentos éticos – até a avaliação de resultados para liberação. São elas:

  • Fase laboratorial: a fase inicial envolve pesquisas e estudos de avaliação que identificam o antígeno a ser usado na vacina.
  • Fase pré-clínica: após a definição da composição do imunizante, testes em animais são realizados para avaliação de segurança e comprovação de dados.
  • Fase clínica: os ensaios clínicos em humanos começam se a vacina desencadear resposta imunitária. Essa etapa é dividida em outras três:
    – Fase 1: um pequeno grupo de voluntários recebe a vacina para avaliação de segurança, determinação da dosagem certa e análise de resposta do sistema imune.
    Fase 2: a vacina é inoculada em centenas de pacientes. Normalmente são realizados diversos ensaios para avaliar diferentes grupos etários. O objetivo é qualificar a eficácia e adquirir informações mais precisas de segurança do imunizante.
    – Fase 3: a vacina é administrada a milhares de voluntários, em diferentes países. Nessa fase, são avaliadas a eficácia e a segurança do imunizante contra a doença que se destina a combater.
  • Após o laboratório fabricante comprovar a segurança e a eficácia por meio de resultados, órgãos regulatórios e de saúde pública de cada país analisam os ensaios clínicos e decidem se devem autorizar a produção e a distribuição do imunizante. No Brasil, a avaliação é realizada pela Anvisa, correspondente ao FDA americano. O Ministério da Saúde, na sequência, acompanha por meio do Sistema de Vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV) do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Quando introduzidas no programa de imunização, as vacinas continuam monitoradas, não havendo dúvidas quanto a eventos adversos.

As vacinas contra a COVID-19

Erroneamente denominadas, as vacinas contra a COVID-19 não são experimentais, pois já cumpriram todas as etapas de desenvolvimento para seu uso nas populações em geral. Elas são imunizantes que foram inicialmente liberados para uso emergencial, devido ao impacto avassalador da pandemia COVID-19 no mundo. Os produtos aprovados passam por todas as etapas estabelecidas e necessárias para aprovação e liberação – realizadas pela Anvisa e entidades supranacionais como a Organização Mundial da Saúde. Nos estudos, o percentual de eficácia, a quantidade de doses indicadas para aplicação e a avaliação de eventuais reações adversas foram avaliados.

Os investimentos financeiros e intelectuais na ciência auxiliaram no acelerado desenvolvimento e disponibilização das vacinas contra a COVID-19. “Nova para nós, mas há mais de dez anos cientistas já estavam desenvolvendo novas tecnologias. Diversos estudos comprovam a eficácia, a qualidade e a segurança das vacinas aprovadas para adultos, adolescentes e crianças com faixa etária de 5 a 11 anos. No público infantojuvenil, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, e, por esse motivo, estudos e testes são ainda mais rigorosos”, reitera a especialista.

Centro de Vacinas Pequeno Príncipe

O Centro de Vacinas Pequeno Príncipe oferece mais de 20 imunizantes diferentes para crianças de 0 a 10 anos, 11 para adolescentes de 11 a 19, 13 para adultos de 20 a 59 anos e dez para pessoas com 60 anos ou mais. Saiba mais ao acessar o perfil do Centro de Vacinas no Instagram.

– Endereço: Rua Desembargador Motta, 913, Água Verde
– Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h. Aos sábados, das 8h às 18h
– Contato: (41) 3310-1414 e (41) 3310-1141

+ Notícias

12/08/2022

Vacinação contra a COVID-19 é fundamental para proteção de crianças de 3 a 5 anos

Especialista do Pequeno Príncipe, maior hospital exclusivamente pediátrico do Brasil, reforça pontos positivos para os responsáveis que adotam essa medida de prevenção
10/08/2022

“Nosso meio ambiente”: pacientes do Projeto Integra participam de ação ambiental

A iniciativa, realizada na sede que abrigará o Pequeno Príncipe Norte, proporcionou a experiência de explorar o vasto universo do ecossistema presente no local
08/08/2022

Colesterol pode ser prevenido com consumo de alimentos saudáveis

O Hospital Pequeno Príncipe ressalta a importância da adoção de bons hábitos para melhor qualidade de vida desde a infância
05/08/2022

Cirurgia de correção de malformação rara é realizada no Pequeno Príncipe

A reparação da extrofia de cloaca foi feita com a técnica de Kelley, considerada inovadora
04/08/2022

Cientistas estão desenvolvendo gel bucal para tratar mucosite

Principal reação adversa da quimioterapia, a mucosite oral causa intensa dor e pode ser porta de entrada para outras infecções
02/08/2022

Doenças raras é tema de mesa-redonda organizada pelo Pequeno Príncipe

A iniciativa fez parte da programação da 74.ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
Ver mais