Nota de repúdio à decisão do TJ-MG

Notícias

Nota de repúdio à decisão do TJ-MG

O Hospital Pequeno Príncipe, há mais de cem anos, atua pela defesa da proteção integral de crianças e adolescentes
24/02/2026

O Pequeno Príncipe, instituição de proteção à infância que há mais de cem anos atua pela defesa de crianças e adolescentes, manifesta profunda preocupação com a decisão da 9.ª Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), que deixou de reconhecer como estupro de vulnerável a relação entre um homem de 35 anos e uma menina de 12 anos. O tribunal entendeu tratar-se de vínculo afetivo consensual, fundamento utilizado para absolver o acusado e a mãe da criança.

Diante desse fato, o Pequeno Príncipe não pode silenciar-se após decisões que fragilizam a proteção assegurada à infância. O artigo 217-A do Código Penal caracteriza como estupro de vulnerável qualquer prática sexual com menor de 14 anos, independentemente de alegado “consentimento”.

Crianças não possuem maturidade psíquica e emocional para consentir, sobretudo em relações marcadas por desigualdade de poder entre adulto e criança. A aparente aceitação não configura consentimento válido e é juridicamente irrelevante, pois a lei reconhece a presunção de vulnerabilidade nessa faixa etária. Cabe ao sistema de justiça assegurar a proteção integral prevista na Constituição federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente, sem relativizar essa condição.

Vínculo afetivo entre pais, mães e filhos pressupõe cuidado e proteção e não legitima exploração sexual.

Há mais de 20 anos, mobilizamos a sociedade sobre o tema e, como hospital de referência na rede de proteção de Curitiba, acolhemos e atendemos, em média, 500 casos por ano de suspeita de violência contra crianças e adolescentes. A violência sexual é uma das formas mais graves e recorrentes.

A proteção integral e a prioridade absoluta são princípios constitucionais inegociáveis. Decisões que não protegem e revitimizam crianças e adolescentes não são admissíveis.

Nenhuma criança pode ser responsabilizada pela violência que sofre. Seguiremos atuando com responsabilidade e compromisso técnico para que o cuidado, a ética e a legalidade prevaleçam sempre que a infância estiver em risco. Como instituição, continuaremos contribuindo para transformar essa realidade e mobilizar a sociedade.

Amar é cuidar e proteger!

Para entender melhor juridicamente o caso, clique aqui e leia a nota do Conanda na íntegra.

Acompanhe também as redes sociais do Hospital Pequeno Príncipe (FacebookInstagram, LinkedIn, YouTube e TikTok) e fique por dentro de informações de qualidade!

+ Notícias

24/08/2026

Quando levar a criança ao pediatra?

Consultas de rotina e atenção às mudanças no comportamento são importantes para cuidar da saúde em todas as fases da infância e da adolescência
17/08/2026

Conecta Criança 2026 reúne mais de 400 profissionais para atualização pediátrica

Evento do Pequeno Príncipe promoveu três dias de troca de conhecimento e experiências em otorrinolaringologia e fonoaudiologia pediátrica
17/08/2026

Qual é o jeito mais seguro para o bebê dormir?

Dormir de barriga para cima, em superfície firme e sem objetos ao redor, está entre as principais medidas para reduzir riscos
10/08/2026

Entenda os riscos do vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês

Vacinação e medidas preventivas são fundamentais para reduzir o perigo de formas graves da doença na infância
05/08/2026

Infância além das telas: por que o equilíbrio é essencial para o desenvolvimento?

Especialistas esclarecem como o uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode afetar o desenvolvimento e apontam atitudes para fortalecer os vínculos
04/08/2026

Uso excessivo de telas causa TDAH em crianças?

As tecnologias digitais em excesso ou sem supervisão afetam diretamente funções cognitivas, como atenção, memória, raciocínio e capacidade de interação interpessoal
Ver mais