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Conecta Criança 2026 reúne mais de 400 profissionais para atualização pediátrica

Mais de 400 profissionais da saúde participaram da primeira edição do Conecta Criança 2026 — Congresso Internacional de Otorrinolaringologia em Pediatria e Fórum de Fonoaudiologia. O evento científico do Hospital Pequeno Príncipe, com apoio do Multiplica PP, reuniu especialistas do Brasil e do exterior nos dias 13, 14 e 15 de agosto. O objetivo foi compartilhar experiências, discutir avanços e ampliar o olhar sobre os desafios que impactam diretamente a saúde infantojuvenil.
Ao longo dos três dias, profissionais que atuam no Pequeno Príncipe dividiram espaço com convidados nacionais e internacionais. Nesse contexto, a programação foi dedicada à atualização científica e à discussão de situações presentes na prática assistencial. Na primeira edição, o Conecta Criança teve como foco a otorrinolaringologia e a fonoaudiologia. As duas especialidades desempenham papel fundamental no desenvolvimento, na comunicação e na qualidade de vida durante a infância e a adolescência.
Multidisciplinaridade no Conecta Criança 2026
A realização do Conecta Criança 2026 reforça uma das diretrizes do Pequeno Príncipe: produzir, compartilhar e multiplicar conhecimento. Dessa forma, a iniciativa contribui para a qualificação da assistência à saúde infantojuvenil.
Para o diretor-corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, José Álvaro Carneiro, o congresso materializa esse compromisso. “A realização deste congresso reforça nosso compromisso em trazer para as ciências da saúde conhecimentos cada vez mais contemporâneos e atualizados. Nossa instituição tem como propósito democratizar o conhecimento científico por meio do ensino, da pesquisa e da assistência. E sempre tendo em mente o futuro e o bem-estar de nossas crianças e adolescentes.”

Segundo o coordenador do Conecta Criança 2026 e vice-diretor de Ensino e Bioética do Hospital Pequeno Príncipe, Victor Horácio de Souza Costa Júnior, o evento reuniu profissionais de diferentes regiões do Brasil, como Rondônia, Pernambuco e Maranhão. Além disso, o encontro promoveu, em diversos momentos, a integração entre otorrinolaringologistas, pediatras, infectologistas, cirurgiões e fonoaudiólogos. “Teve muita novidade, mas, principalmente, a discussão da multidisciplinaridade dentro de doenças que são comuns no dia a dia do pediatra”, destacou.
Realizado até o meio-dia de sábado, o evento também recebeu retorno positivo dos participantes. Como resultado, alguns já procuravam a organização para saber quando será a próxima edição. “O resultado foi motivo de comemoração, especialmente pelo número de inscritos, pela participação da indústria farmacêutica no patrocínio e, principalmente, pela qualidade das aulas, que foi, com certeza, o ponto alto do Conecta Criança 2026”, complementou o coordenador.

Atualização para o pediatra
A programação proporcionou conhecimentos relevantes para a prática pediátrica. Segundo Costa Júnior, o evento contribuiu para a educação continuada dos pediatras por meio de situações frequentes na rotina desses profissionais, desde quadros como amigdalite, otite e sinusite até casos que podem demandar indicação cirúrgica. Também foram discutidos o manejo de crianças com dificuldades alimentares e as manifestações alérgicas relacionadas às doenças otorrinolaringológicas. Ainda mais, atualizações sobre indicação de medicamentos, procedimentos cirúrgicos e cuidados no pós-operatório.
Um olhar atento às crianças e adolescentes autistas
Entre os temas que ganharam espaço na programação esteve o cuidado de pacientes autistas. As discussões aproximaram otorrinolaringologia, fonoaudiologia e desenvolvimento infantil. Foram abordados aspectos como os desafios sensoriais e clínicos no atendimento de pessoas autistas e a relação entre autismo e surdez, bem como a avaliação fonoaudiológica no autismo. Com isso, os temas colocaram em evidência situações que exigem um olhar individualizado dos profissionais de saúde.
Diante desse cenário, a abordagem é especialmente relevante, porque questões auditivas, comunicacionais, sensoriais e otorrinolaringológicas podem apresentar-se de maneiras particulares em crianças e adolescentes autistas. Assim, ampliar o conhecimento dos profissionais contribui para avaliações mais cuidadosas e para a diferenciação de manifestações clínicas.