Dengue em crianças: sinais de alerta e como prevenir

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Dengue em crianças: sinais de alerta e como prevenir

Hospital Pequeno Príncipe aponta cuidados especialmente abaixo dos 2 anos de idade
09/01/2024
dengue em crianças
A febre alta é um dos sinais de alerta da dengue em crianças. Por isso, precisa de atenção dos pais e responsáveis.

O Brasil é o país com o maior número de casos de dengue no mundo, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Somente em 2023, foram 2,9 milhões de casos – mais da metade dos cinco milhões registrados globalmente. O Hospital Pequeno Príncipe alerta sobre a atenção especial da dengue em crianças, principalmente abaixo dos 2 anos, pois pode haver um agravamento súbito de sintomas se a doença não for identificada precocemente.

O infectologista Victor Horácio, vice-diretor de Assistência e Ensino da instituição, destaca que as doenças virais costumam gerar manifestações mais exuberantes em crianças, devido à baixa imunidade. “Em pacientes de pouca idade, a febre alta gerada pela dengue pode ocasionar aumento da frequência respiratória e cardíaca, sudorese mais intensa, além de acarretar quadros de desidratação”, explica.

Sinais da dengue em crianças

A dengue em crianças possui um agravamento súbito de sintomas, que podem levar a sequelas graves ou a óbito, caso não seja tratada adequadamente. O sangramento (na gengiva, na pele, na evacuação ou no vômito) indica a dengue hemorrágica, que exige um atendimento médico emergencial. Veja os principais sinais da doença em crianças:

– febre alta [39°C a 40°C];
– dores musculares e nas articulações;
– dor de cabeça e atrás dos olhos;
– manchas pelo corpo;
– fraqueza em geral; e
– sonolência, choro e irritação excessivos.

Como os sinais podem confundir-se com as viroses, que são muito comuns na infância, o diagnóstico médico por meio de análise clínica, epidemiológica e de exames laboratoriais é essencial.

dengue em crianças
O mosquito transmissor (Aedes aegypti) se reproduz em regiões quentes e com água parada.

Cuidados para evitar a proliferação do mosquito

A crise climática é apontada como uma das causas do aumento da dengue. Isso porque o mosquito transmissor (Aedes aegypti) se reproduz em regiões quentes e com água parada. Por isso, o especialista reforça que o principal cuidado é com a higienização dos ambientes. Confira os cuidados:

– não deixe água parada e acumulada;
– mantenha as lixeiras fechadas e protegidas da chuva;
– mantenha os vasos de plantas limpos e utilizar areia até a borda;
– guarde baldes, garrafas e outros recipientes com a boca para baixo;
– cubra os reservatórios de água; e
– retire a água dos pneus e reservá-los em ambientes protegidos.

Vacina da dengue para crianças

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda a vacina QDENGA contra a dengue preferencialmente para imunizar crianças e adolescentes. Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o imunizante é aplicado em duas doses, com intervalo de três meses, e destinado a indivíduos de 4 a 60 anos de idade.

“A vacina da dengue é extremamente eficaz e já na primeira dose atinge mais de 80% de proteção. O Brasil é continental e é muito difícil acabar com o foco do mosquito no país todo, por isso a vacina QDENGA é uma importante aliada no combate à doença”, complementa Victor Horácio.

O Ministério da Saúde incorporou a vacina ao Sistema Único de Saúde (SUS) e irá priorizar a faixa etária de 6 a 16 anos na aplicação que iniciará a partir de fevereiro. O público prioritário foi recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização.

O Centro de Vacinas Pequeno Príncipe oferece o imunizante para todas as faixas etárias recomendadas. Para mais informações, basta entrar em contato via WhatsApp: (41) 99972-3909.

  • Confira, no vídeo a seguir, tudo o que você precisa saber sobre a dengue:

O Pequeno Príncipe é signatário do Pacto Global desde 2019. A iniciativa presente nesse conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e Bem-Estar (ODS 3).

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