Efluente hospitalar: primeira coleta é realizada para análise biológica

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Efluente hospitalar: primeira coleta é realizada para análise biológica

A ação foi coordenada pelo Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe em parceria com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar)
04/09/2024
primeira coleta efluente hospitalar
A coleta de efluente hospitalar foi coordenada pelo Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe em parceria com a Sanepar.

Em uma ação coordenada pelo Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (IPP) em parceria com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), foi realizada a primeira coleta de efluentes no Hospital Pequeno Príncipe no fim de agosto, dia 26. A ação foi idealizada e executada em conjunto por técnicos da Sanepar, pela equipe de pesquisa da Microbiologia do IPP e pelas equipes de Engenheira Ambiental e Manutenção do Hospital.

Parte da amostra foi analisada na Microbiologia do IPP, pela equipe coordenada pela pesquisadora Libera Maria Dalla Costa. E outra parte foi devidamente acondicionada e transportada para ser estudada na Sanepar, em uma unidade no bairro Tarumã, em Curitiba, e foi submetida a diferentes processos de tratamento. A eficiência será biologicamente avaliada por meio de um trabalho coordenado pela equipe da Microbiologia.

primeira coleta efluente hospitalar
Parte da amostra foi analisada na Microbiologia do IPP, pela equipe coordenada pela pesquisadora Libera Maria Dalla Costa.

Sobre o estudo de efluente hospitalar

O estudo prevê quatro coletas de efluentes, uma em cada estação do ano: inverno, primavera, verão e outono. O objetivo é traçar um diagnóstico detalhado da presença de micropoluentes no efluente hospitalar, com foco nos antimicrobianos e bactérias resistentes eliminados por meio das fezes e urina. Muitos desses medicamentos são parcialmente metabolizados pelos pacientes internados submetidos a tratamentos e acabam atingindo a rede de esgoto, o que pode representar riscos ambientais e à saúde pública.

Segundo Libera, o projeto permitirá entender melhor os impactos dos resíduos hospitalares no meio ambiente, contribuindo para a formulação de diretrizes que possam mitigar esses efeitos. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que mais de 50% das infecções bacterianas fatais em 87 países são causadas por bactérias resistentes ao tratamento com antimicrobianos. Isso destaca a urgência de medidas que controlem o uso e a presença desses fármacos na natureza.

Atualmente, o Brasil não possui uma legislação específica que regulamente o descarte de micropoluentes no esgoto hospitalar. Mas a expectativa é a de que os resultados obtidos no Paraná sirvam de referência para o desenvolvimento de futuras iniciativas.

Histórico

O projeto teve início em 2012 e compreendeu o mestrado e doutorado de Danieli Conte, resultando em vários artigos publicados em revistas científicas internacionais de alto impacto. Os resultados e a relevância do tema vão ao encontro dos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS), que representam um conjunto global de objetivos e metas destinadas a abordar desafios globais e a problemática da saúde única, motivando outros projetos do grupo de pesquisas da Microbiologia do IPP. A continuidade do estudo de amostras ambientais possibilitou vários outros projetos de pesquisa, como iniciação científica, mestrado, doutorado de outros estudantes e o pós-doutorado da Danieli.

O Pequeno Príncipe é signatário do Pacto Global desde 2019. A iniciativa presente nesse conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e Bem-Estar (ODS 3), Indústria, Inovação e Infraestrutura (ODS 9) e Parcerias e Meios de Implementação (ODS 17).

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