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Entenda os riscos do vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês

Com a chegada dos meses mais frios, quando as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados, aumenta também a circulação do vírus sincicial respiratório (VSR). O VSR é um dos principais agentes de infecções respiratórias nos primeiros meses de vida. Segundo o Ministério da Saúde, ele está associado a cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% de pneumonia em crianças menores de 2 anos.
Por que o VSR em bebês preocupa tanto?
Embora a maioria das crianças apresente sintomas leves, bebês, prematuros e crianças com doenças crônicas têm maior risco de desenvolver formas graves da infecção. E, assim, evoluir rapidamente para quadros de dificuldade respiratória, exigindo atendimento médico imediato e, em alguns casos, internamento.
Sinais e sintomas de alerta do VSR em bebês
A pediatra Simone Borges, responsável pelo Serviço de Emergência Convênios e Particular do Hospital Pequeno Príncipe, orienta que pais e cuidadores devem ficar atentos aos sinais e sintomas de alerta, como:
- dificuldade para respirar;
- respiração acelerada;
- afundamento das costelas ao respirar;
- pausas na respiração;
- dificuldade ou recusa para alimentar-se;
- sonolência excessiva;
- piora do estado geral.
Nesses casos, é importante procurar avaliação médica imediatamente.
Prevenção por meio da vacinação
Em 2026, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer gratuitamente a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28.ª semana de gravidez. O imunizante pode ser administrado ao mesmo tempo que outras vacinas recomendadas no pré-natal, facilitando a adesão e ampliando a proteção materno-infantil.
“Ao se vacinar, a gestante recebe estímulo para a produção de anticorpos específicos contra o VSR e, durante a gestação, principalmente no terceiro trimestre, ocorre a passagem dos anticorpos para o feto por meio da placenta. Essa proteção é temporária, mas protege os bebês nos primeiros meses de vida, justamente os de maior risco para bronquiolite grave pelo vírus”, ressalta a pediatra e coordenadora do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Garcia Giamberardino.
Além da vacinação materna, algumas crianças com maior risco para complicações também podem receber o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal para prevenção de infecções graves causadas pelo VSR. A injeção intramuscular possui os anticorpos formados em sua composição. Assim, logo após a aplicação, a criança recebe os anticorpos de defesa em sua corrente sanguínea. Ele é disponibilizado pelo SUS para grupos específicos, como recém-nascidos prematuros (até 36 semanas e seis dias de gestação) e crianças de até 23 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas e doenças pulmonares crônicas, de acordo com o Ministério da Saúde.
Outro ponto importante é que não existe, até o momento, tratamento específico (antiviral) para a bronquiolite, sendo o manejo baseado mais frequentemente em suporte clínico. Por isso, a prevenção por meio da vacinação se torna uma das estratégias mais eficazes para reduzir casos graves.
Outros cuidados para proteger os bebês
Além da imunização, alguns cuidados simples fazem diferença para reduzir a circulação do vírus, principalmente durante os meses mais frios.
Entre as principais recomendações estão:
- higienizar as mãos antes de tocar o bebê, com água e sabão ou álcool em gel;
- limitar visitas, evitar o contato do bebê com pessoas com sintomas respiratórios e utilizar máscara quando cuidadores ou irmãos estiverem gripados;
- manter os ambientes bem ventilados e evitar aglomerações sempre que possível;
- amamentar, sempre que possível, pois o leite materno fornece anticorpos e outros componentes de defesa que fortalecem o sistema imunológico do bebê;
- manter a vacinação em dia de toda a família.
O Pequeno Príncipe é participante do Pacto Global desde 2019. E a iniciativa presente neste conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e Bem-Estar (ODS 3).