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Complexo, Hospital

Pequeno Príncipe participa de mobilização em defesa de crianças desaparecidas

Membros do Conselho Federal de Medicina estiveram no Hospital para uma ação de conscientização. Panfletos foram entregues a pais de pacientes, médicos e demais colaboradores da instituição, que receberam orientações sobre o tema

IMG_6641Como evitar que uma criança desapareça e o que fazer caso isso ocorra. Essas orientações foram dadas a pais de pacientes nesta quarta-feira, dia 25, no Hospital Pequeno Príncipe, por membros da Comissão de Projetos Sociais do Conselho Federal de Medicina (CFM). Eles deram, ainda, conselhos a médicos e demais colaboradores da instituição sobre como identificar sinais de violência no exame físico, além de como denunciar os casos ao Conselho e às autoridades policiais. Também entregaram panfletos com recomendações à classe médica e à população.

A ação de conscientização faz parte da Semana de Mobilização Nacional para a Busca e Defesa da Criança Desaparecida, que segue até 31 de março. A programação também inclui atos em Curitiba, na Boca Maldita, e em São Paulo, na Praça da Sé, em parceria com a Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABCD), conhecida como “Mães da Sé”.

Segundo o médico Ricardo Paiva, membro da Comissão do CFM e diretor-fiscal do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), o grupo misto existe há três anos e tem trabalhado no treinamento de médicos, na busca pela formalização de políticas públicas de enfrentamento ao desaparecimento de crianças e adolescentes, e no apoio a trabalhos de excelência. Ele destacou os resultados da atuação do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), da Polícia Civil do Paraná, e a parceria com o Pequeno Príncipe. “Para nós é uma alegria estar aqui no Estado e no Hospital, que é voltado ao âmbito social e é um importantíssimo parceiro nosso”, disse.

Por ser a maior instituição de saúde exclusivamente pediátrica do Brasil, o Pequeno Príncipe foi escolhido para representar os demais hospitais e ainda por atuar na proteção do público infantojuvenil. “Há 95 anos, buscamos desenvolver um trabalho que garanta melhores condições de vida aos pequenos pacientes. Apoiar uma ação como essa faz parte da nossa missão e, agora, os médicos também terão a oportunidade de mostrar que estão preocupados com o tema ‘crianças desaparecidas’”, destacou o diretor-técnico do Hospital e conselheiro estadual do CFM, Donizetti Giamberardino Filho.

Outros membros da Comissão do Conselho que estiveram presentes foram o médico Henrique Batista, secretário-geral do CFM, e a assistente social Paula Peixoto.

Orientação aos médicos
Em 2014, o Conselho Federal de Medicina publicou uma recomendação específica que alerta os médicos e as instituições de tratamento clínico, ambulatorial ou hospitalar para que, ao atender um paciente, fiquem atentos a procedimentos que auxiliam na busca por crianças desaparecidas. Dentre as orientações, estão:

– Observar como a criança ou o adolescente se comporta com o acompanhante. Se demonstra medo, choro ou aparência assustada.
– Observar se existem marcas físicas de violência, como cortes, hematomas ou até abusos.
– Solicitar a documentação ao acompanhante. Conforme a resolução do CFM, “a criança deve estar acompanhada dos pais, avós, irmão ou parente próximo. Caso contrário, pergunte se a pessoa tem autorização por escrito”.
– Desconfiar se o acompanhante fornecer informações desencontradas, contraditórias ou não souber responder perguntas básicas.

Clique aqui e confira a recomendação na íntegra.

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