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Complexo, Hospital, Instituto de Pesquisa

Pequeno Príncipe estoura as bolhas das imunodeficiências primárias

Diferentes atividades desenvolvidas pela instituição marcam a Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias, de 22 a 29 de abril, celebrada em diferentes países

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Nesta segunda-feira, dia 25, bexigas e bolhas de sabão tomaram conta do Pequeno Príncipe. Familiares, médicos, colaboradores e até as crianças do Centro de Educação Infantil (CEI) do Hospital Pequeno Príncipe foram envolvidos pela Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias. A ação, que aconteceu em parceria com a Associação Eunice Weaver do Paraná e a Fundação Jeffrey Modell, buscou conscientizar o público sobre esse grupo de doenças que atinge cerca de 6 milhões de pessoas ao redor do mundo.

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A sensibilização acontece pelo país inteiro com o apelo de diagnosticar e tratar esse grupo de doenças que atinge um a cada 8 mil nascidos vivos. “Em 2015, a International Union of Immunological Societies (IUIS), registrou cerca de 300 genes associados a esse grupo de doenças, que resultam em fenótipos diversos, incluindo infecções, neoplasias, alergias, autoimunidade e autoinflamação”, ressalta a médica imunologista e alergista e pesquisadora, Carolina Prando.

Quando uma pessoa tem imunodeficiência primária, o sistema que defende o corpo fica incompleto e não funciona direito. Essa falha no sistema imunológico faz com que os pacientes desenvolvam uma série de infecções de repetição. Quanto antes é feito o diagnóstico, maiores são as chances de um tratamento específico que aumente a expectativa de vida, com qualidade para o paciente.

Sinais de alerta

Além dos profissionais de saúde, os pais também têm papel fundamental na percepção de alguns sinais de alerta para alguma imunodeficiência primária. Veja:

  • Duas ou mais pneumonias no último ano.
  • Quatro ou mais infecções de ouvido no último ano.
  • Estomatites de repetição ou sapinho na boca por mais de dois meses.
  • Infecções de pele ou de órgãos internos (baço, fígado, rim).
  • Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite ou infecção generalizada).
  • Infecções intestinais de repetição/diarreia crônica.
  • Asma grave ou doenças autoimunes.
  • Reação à vacina BCG e/ou infecção por micobactéria.
  • Infecções de difícil tratamento, que precisam com frequência de internamento para uso de antibióticos pela veia.
  • História de imunodeficiência primária ou de infecções de repetição na família.

– Adaptados da Fundação Jeffrey Modell, Cruz Vermelha Americana e Grupo Brasileiro de Imunodeficiências Primárias.

Serviço de Imunologia do Pequeno Príncipe

Desde 2012, o Complexo Pequeno Príncipe oferece atendimento para crianças e adolescentes com deficiência congênita no sistema imunológico. O Ambulatório de Imunologia atende pelo SUS, pacientes encaminhados pelos médicos do Hospital e Convênios. O Complexo realiza também o projeto 150 mil chances de vida, que oferece testes para diagnóstico precoce de imunodeficiências primárias.

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