Complexo, Hospital

Pequeno Príncipe: 97 anos de uma trajetória construída por muitas mãos

Maior hospital exclusivamente pediátrico do Brasil oferece atendimento humanizado, integral e equânime, e busca fazer sempre mais e melhor por milhares de pequenos pacientes de todo o país

1O Hospital Pequeno Príncipe completa nesta quarta-feira, dia 26, 97 anos de uma história que tem sido construída a muitas mãos. Nesse tempo, o sonho de oferecer atendimento de qualidade, com cuidado humanizado, integral e equânime a crianças e adolescentes tornou-se realidade. A entidade firmou-se como a maior instituição de saúde exclusivamente pediátrica do país.

“Nossa organização é do tamanho de nossos sonhos. Com um trabalho marcado pela dedicação e paixão pelo que se faz, nossa equipe tem transformado esse sonho em realidade todos os dias. Temos o desafio de trabalhar a assistência, o ensino e a pesquisa de forma integrada. Os principais modelos de hospitais do mundo têm essa sinergia e, aqui, ainda incluímos uma dose de amor”, afirma a diretora executiva do Hospital, Ety Cristina Forte Carneiro.

Segundo ela, a instituição trabalha com um modelo virtuoso, necessário para que possam ser implantadas as melhores técnicas em benefício dos milhares de meninos e meninas recebidos para tratamento a cada ano. “Buscamos, ainda, novas técnicas de diagnóstico e de tratamento, além de disseminar esse conhecimento no Brasil e no mundo. Os olhares, os gestos e as palavras dos pacientes e seus familiares nos mostram que estamos no caminho certo e fazem tudo valer a pena”, completa.

O início
A história do Pequeno Príncipe iniciou em 1919, fruto da mobilização de um grupo de mulheres da sociedade de Curitiba pela estruturação de um hospital pediátrico. Com uma trajetória marcada pela compaixão, empatia e dignidade, a instituição acumulou diversas conquistas. Os serviços de saúde de qualidade, aliados à boa prática da Medicina, têm sido somados nesse tempo a ações que focam na garantia dos direitos dos pequenos pacientes.

Há 50 anos, a instituição passou a contar com o importante trabalho de Ety Gonçalves Forte, presidente voluntária da Associação de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro, mantenedora da entidade. Com o seu ativismo, Dona Ety, como é conhecida, tem inspirado todos os colaboradores a fazer mais e melhor pelas crianças e pelos adolescentes de todo o Brasil.

O presente
8Com o passar do tempo, o Pequeno Príncipe cresceu em estrutura, em quantidade de serviços oferecidos e em capacidade de atendimento. Tudo isso com o apoio de cidadãos e empresas que vestiram a camisa da causa da saúde infantojuvenil. Com 360 leitos – sendo 60 deles nas suas quatro UTIs –, o Hospital destina 70% da sua capacidade a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Muita gente chega ao Hospital e fica encantado. ‘Que maravilha de hospital’, falam. Só que a geração de agora pensa que a instituição nasceu da terra, que brotou. E não é assim. A instituição tinha curativo no joelho, curativo na mão, muita lágrima. Coragem, obstinação e uma coisa que vou ousar dizer: esperança. Nunca percam a esperança”, ressalta Ety Gonçalves Forte.

Berço da Pediatria no Paraná, a instituição forma especialistas em diferentes especialidades há mais de 45 anos. O Pequeno Príncipe é referência em atendimento de alta e média complexidade, e oferece tratamentos em 32 especialidades, como Cardiologia, Ortopedia, Nefrologia, Oncologia, Transplante de Medula Óssea e Cirurgia Pediátrica.

A dimensão do trabalho do Hospital pode ser expressa em números. Somente em 2015, foram realizados 311 mil atendimentos ambulatoriais, 23 mil internações, 20 mil cirurgias e 781 mil exames laboratoriais e de imagens. Também foram registrados 180 transplantes de órgãos, tecido ósseo e medula óssea.

O futuro
2O Pequeno Príncipe vive o presente com vistas ao futuro, sempre em busca de métodos de diagnóstico precoce e dos melhores tratamentos para seus pequenos pacientes. Assim, diversos projetos já estão em andamento e aliam conhecimento técnico-científico e tecnologia de ponta. “Nosso foco é na pesquisa e na inovação, associadas à gestão da instituição”, destaca o diretor corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, José Álvaro da Silva Carneiro.

“Os próximos passos do Hospital envolvem a utilização da telemedicina, a estruturação de um Centro de Simulação Realística, a continuidade e o fortalecimento das ações do comitê permanente de Bioética – somos o 7º hospital brasileiro a ter um comitê permanente –, a inauguração do primeiro Biobanco do Paraná e a abertura do nosso Laboratório Genômico. Tudo para contribuir com mais vida e saúde à nossas crianças e aos nossos adolescentes”, conclui o diretor.

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