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Complexo, Hospital

Debate sobre a dengue reúne corpo clínico do Hospital Pequeno Príncipe

A mesa-redonda contou com três profissionais da área de infectologia e epidemiologia para discutir o manejo clínico, diagnóstico, tratamento da doença e a situação epidemiológica

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A noite da última quarta-feira, dia 27, foi marcada por uma troca de conhecimentos e experiências sobre um dos assuntos que mais repercute no Brasil: a dengue, transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. Só no Paraná, 2.693 casos foram registrados desde agosto de 2015 até essa semana. Neste ano, cinco óbitos foram compilados no estado, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SESA).

O debate contou com o infectologista, vice-diretor-técnico e coordenador da Emergência do Hospital Pequeno Príncipe, Victor Horácio de Souza Costa Jr., com a coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar do Pequeno Príncipe (SECIH), Heloisa Giamberardino, e com o infectologista e intensivista do Hospital de Clínicas e do Hospital Trabalhador, Marcelo Ducroquet.

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O principal objetivo da mesa-redonda foi atualizar os profissionais do Hospital Pequeno Príncipe com relação às novas informações e discutir a melhor forma de tratamento e de condutas a serem adotadas dentro da instituição.  A ocasião reuniu aproximadamente 40 profissionais do corpo clínico, entre médicos, enfermeiros, residentes, farmacêuticos e bioquímicos.

Dentre os assuntos abordados, destacaram-se os critérios de internação, febre hemorrágica, diagnóstico diferencial, formas clínicas, febre diferenciada, dengue clássica, exantema, prova do laço, manifestações hemorrágicas, gravidade e sinais de alerta da dengue, grupos de gravidade (A, B, C e D), além da apresentação de dados oficiais sobre a doença.

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“É uma doença que todos estão aprendendo agora, uma nova patologia que estamos aprendendo a manejar. Então, é importante estudarmos a situação clínica e difundir conhecimentos para melhorar a forma de tratar, diagnosticar e manusear”, destacou Heloisa Giamberardino. A especialista lembra que a ANVISA já licenciou a vacina contra a dengue na segunda quinzena de janeiro de 2016. A vacinação estará disponível para a rede particular e foi licenciada para ser utilizada dos nove até 45 anos.

A ideia é que a próxima mesa-redonda discuta sobre a Zika, um vírus que também é transmitido pelo Aedes Aegypti e que foi identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015, e sobre os casos de microcefalia, uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada.

Números no Hospital Pequeno Príncipe

* Casos de pacientes procedentes de Curitiba e outras regiões

2015: 16 casos notificados de dengue.

2016: 32 casos notificados de dengue, sendo 7 confirmados com teste rápido – até o dia 27 de janeiro.

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