Nadia Almeida: legado na dermatologia pediátrica do Paraná

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Nadia Almeida: legado na dermatologia pediátrica do Paraná

“Sou uma fã do Pequeno Príncipe! Gosto de falar que eu trabalho aqui, sinto orgulho de fazer parte dessa organização. Amo minha profissão, atender cada paciente e ter esse contato com as crianças. Não saberia trabalhar nem fazer outra coisa que não fosse a dermatologia.”
25/03/2024
Nadia Almeida
Há 40 anos atuando no Hospital Pequeno Príncipe, a médica Nadia Almeida foi essencial nos avanços da dermatologia pediátrica.

A conexão de Nadia Almeida com a área da saúde foi estabelecida de forma sólida, influenciada pelo exemplo familiar e pelo desejo intrínseco de seguir na medicina. Nascida em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Nadia se mudou para Curitiba ainda criança. Logo no quinto ano da faculdade de medicina, ela se envolveu como voluntária no Hospital Pequeno Príncipe. E foi por meio desse trabalho que descobriu sua paixão pela dermatologia, fascinada pela objetividade e raciocínio complexo da especialidade. Ao longo de quatro décadas, a médica contribuiu significativamente para o avanço da dermatologia pediátrica no Paraná. Sua jornada é marcada por inúmeras histórias e compromisso com o bem-estar das crianças e dos adolescentes que atende.

Origens e ligação com o Pequeno Príncipe

“Sou de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, mas vim para Curitiba bem pequena, aos 8 anos de idade. Meu irmão foi o primeiro da família a fazer medicina, e meu pai era farmacêutico, então já tinha a área da saúde presente na família. Sempre quis fazer medicina – não via outra possibilidade da minha vida que não fosse isso. E minha ligação com o Pequeno Príncipe, que na época ainda era o César Pernetta, é desde o quinto ano de medicina. No começo, tive mais contato com a área de pediatria. Mas, depois, me encantei com a dermatologia. E, desde então, estou na instituição.”

O encantamento pela dermatologia

“A dermatologia me chama atenção porque é uma especialidade muito objetiva. Apesar de ser algo que você vê na pele, pode dar sinais de questões internas. É um sinalizador de doenças, desde hepáticas, reumatológicas, cardiológicas e neurológicas. A minha formação de especialização é da dermatologia, pois não existe a formação de dermatologia pediátrica. Após conseguir tirar o título, surgiu a oportunidade de estabelecer formalmente o Serviço de Dermatologia no Pequeno Príncipe, que tinha surgido inicialmente com a iniciativa do professor Luiz Carlos Pereira.”

Crescimento e visibilidade da dermatologia pediátrica

“Com a formalização do serviço, comecei a fazer jornadas de dermatologia pediátrica com especialistas da área de renome nacional. E também começamos a expor, ser nomeados e até homenageados em simpósios, além de ter trabalhos científicos publicados em revistas médicas. Isso porque temos casos raros, interessantes, que ensinam muito. Olhando para trás, recordo-me que quando eu comecei, há 40 anos, a dermatologia pediátrica praticamente não existia. E hoje é gratificante saber que todos os serviços de dermatologia têm uma área pediátrica. E entendo isso como um grande legado. A partir da raiz aqui, da semente do Pequeno Príncipe, a dermatologia pediátrica aqui no Paraná começou a existir.”

Desafios e satisfações

“Aqui é um hospital de referência, recebemos pacientes do Brasil inteiro e, às vezes, até de fora do país. O que admiro é que temos uma resolutividade boa. Na dermatologia, infelizmente, como é uma especialidade que tem muita doença crônica, às vezes não tem cura. Mas a gente procura dar o melhor controle da doença para que a pessoa tenha uma qualidade de vida. Outra questão que fazemos hoje é o mapeamento genético de doenças raras – somos um centro de referência, e a dermatologia caminha junto. Na dermatologia, não trabalhamos direto com a pesquisa, mas a possibilidade de estar ligado a quem trabalha. Evoluímos muito nesse sentido.”

Histórias

“Tem histórias muito boas. Uma ex-paciente, por exemplo, faz aniversário no mesmo dia que eu. E atendo ela desde os 6 meses de idade. Hoje ela já está com 20 anos e ainda me manda feliz aniversário. Tem outras crianças também que eram bem graves, que eu atendi na UTI, e ficaram bem. Hoje mandam presente e sempre quando me veem me dão abraço. Outras que eu já atendo os filhos delas. E essa é a delícia de ser médico, de fazer dermatologia pediátrica.”

“Sou uma fã do Pequeno Príncipe! Gosto de falar que eu trabalho aqui, sinto orgulho de fazer parte dessa organização. Amo minha profissão, atender cada paciente e ter esse contato com as crianças. Não saberia trabalhar nem fazer outra coisa que não fosse a dermatologia.”

Sentimento de pertencimento e gratidão

“Por meio de todo o trabalho da Dona Ety, que tem toda minha admiração, além da atuação de voluntários, médicos e vários outros profissionais, o Hospital se transformou. As crianças são muito bem atendidas, as pessoas são contentes e o ambiente é muito agradável. Todos ficam impressionados com a estrutura, organização e beleza desse lugar. Sou uma fã do Pequeno Príncipe! Gosto de falar que eu trabalho aqui, sinto orgulho de fazer parte dessa organização. Amo minha profissão, atender cada paciente e ter esse contato com as crianças. Não saberia trabalhar nem fazer outra coisa que não fosse a dermatologia.”

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