Gastão Pereira Cordeiro Filho: primeiro diretor-técnico do Hospital

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Gastão Pereira Cordeiro Filho: primeiro diretor-técnico do Pequeno Príncipe

“Doei parte da vida para o Hospital Pequeno Príncipe, e isso foi importante para mim. Compartilhar minha trajetória de vida ao lado de tantos profissionais competentes e ver a instituição crescer e se tornar referência na pediatria é muito gratificante.”
18/10/2022

 

Gastão Pereira Cordeiro Filho
O pediatra Gastão Pereira Cordeiro Filho foi o primeiro diretor-técnico do Hospital Pequeno Príncipe e atuou por 25 anos na instituição.

 

Ao finalizar sua residência em pediatria em 1971, o médico Gastão Pereira Cordeiro Filho teve um desafio: atuar como primeiro pediatra do Hospital Pequeno Príncipe e, ainda, ser convidado a assumir a Diretoria Técnica da instituição. Em alusão ao Dia do Médico, conheça a história do profissional que deixou o seu legado ao dedicar-se por 25 anos ao cuidado, com amor e excelência, de milhares de crianças e adolescentes do Brasil.

A escolha pela pediatria

“Me formei em Medicina em 1969 pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Durante a faculdade, fiz vários estágios e acompanhava todas as especialidades. Num primeiro momento, pensei em fazer cirurgia, até perceber que o que eu gostava mesmo era atender crianças. Na pediatria há empatia dos dois lados, tanto do lado do médico como do lado do paciente. Ver os olhos deles nos olhando e a troca é sem igual. Acredito que a vocação para o exercício da medicina já nasce com a pessoa, já a vocação para a pediatria vem de uma afinidade com a criança. Então fui para o Rio de Janeiro fazer pediatria e, quando estava no segundo ano, o pediatra Dr. Plínio Mattos Pessoa me chamou para iniciar a pediatria do Hospital Pequeno Príncipe.”

A chegada ao Pequeno Príncipe

“Por ser um hospital exclusivamente pediátrico, não pensei duas vezes em aceitar o convite. Logo depois do Natal de 1971, comecei a atuar no Hospital Pequeno Príncipe. No início, a instituição era bem pequena, com poucas enfermarias e com o foco em consultas, sem tantos internamentos. Junto com o Dr. Plínio, conversei com a Dona Ety, e ela me chamou para trabalharmos juntos, então assumi a Diretoria Técnica até 1975. Na época, fazia um pouco de tudo. Atendia as crianças, fazia plantões, mas também cuidava de situações estruturais como verificar a bomba da caixa-d’água, por exemplo, quando ocorria algum problema. Fazia um pouco de tudo!”

A junção com o Hospital César Pernetta

“Com o passar do tempo, os internamentos e atendimentos aumentaram muito. E, logo em 1972, ao invés de cinco e sete, passamos a ter uma média de 50 crianças internadas. Na época, eu era o único pediatra do prédio do Pequeno Príncipe, e vinham uns dois ou três médicos do César Pernetta me ajudar. Até que no final deste mesmo ano estava sozinho no Hospital, vinham uns dois ou três, chegou o pediatra Waldecir Veodato para dividir os atendimentos comigo. Passado um tempo, a instituição também passou a receber residentes médicos e acadêmicos. Um deles, inclusive, foi o atual diretor-técnico do Hospital Pequeno Príncipe, o Donizetti Dimer Giamberardino Filho. Na época, muitas crianças chegavam desnutridas e ficavam por longos períodos internadas. Não tínhamos a estrutura que há hoje, e os médicos e equipes de enfermagem precisavam de um esforço ainda maior para oferecer um atendimento digno. Depois de um tempo, o Hospital passou a ter Centro Cirúrgico, teve início a primeira UTI pediátrica, iniciou o serviço de onco-hematologia, além de tantas outras especialidades. Foi uma evolução lenta e, ao mesmo tempo, rápida. Tudo isso aconteceu por incentivo e forte atuação da Dona Ety, que dizia que o ‘Hospital tem que ser em benefício das crianças, isso é o mais importante’.”

“Doei parte da vida para o Hospital Pequeno Príncipe, e isso foi importante para mim. Compartilhar minha trajetória de vida ao lado de tantos profissionais competentes e ver a instituição crescer e se tornar referência na pediatria é muito gratificante.”

Gratidão em fazer parte

“Atuei no Hospital Pequeno Príncipe por 25 anos, atendendo plantão, depois crianças internadas em enfermaria. Em todos esses anos, vivenciei muitas histórias. Lembro de um garoto que veio do interior, era filho único e tinha uma cardiopatia muito grave e tinha doença de Chagas. Infelizmente, naquela época não havia muito o que fazer para salvá-lo, mas o garoto encantava, era esperto, fazia todos rirem. Jamais esquecerei… Hoje, atuo no meu consultório, mas sempre que preciso indicar um hospital de referência, é aqui que eu indico. Será sempre minha primeira escolha. Doei parte da vida para o Hospital Pequeno Príncipe, e isso foi importante para mim. Compartilhar minha trajetória de vida ao lado de tantos profissionais competentes e ver a instituição crescer e se tornar referência na pediatria é muito gratificante.”

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