Paciente com Síndrome de Ondine ganha uma nova oportunidade - Hospital Pequeno Príncipe

Notícias

Paciente com Síndrome de Ondine ganha uma nova oportunidade

Menina que dependia de sistema mecânico para respirar à noite foi submetida a uma cirurgia para receber um marca-passo
30/12/2014

Após uma década convivendo com uma doença que pode causar a morte durante o sono, aos 17 anos, a jovem Karla Ribeiro Camargo passará a ter uma nova vida. No começo deste mês, ela foi submetida a uma cirurgia no Hospital Pequeno Príncipe para colocar um marca-passo no abdome, que ajudará a manter o funcionamento do sistema respiratório enquanto ela dorme. “A gente ficou muito mais feliz do que qualquer pessoa. Achávamos que seria impossível. Foi um presente de Deus. Estamos com esperança de que ela melhore bastante”, diz a mãe da garota, Isabel de Fátima Ribeiro.

Desde que a família de Karla descobriu que ela sofre da Síndrome de Ondine, passou a ter uma vida com restrições. As noites devem ser em casa, viajar não é possível e o sono só é tranquilo com o auxílio de respirador, tubo de oxigênio, sonda e outros equipamentos. “Temos a preocupação de não deixar ela sozinha”, conta Isabel, lembrando que a filha chegou a ficar internada no Pequeno Príncipe por sete meses. Karla vive com os pais em Quitandinha, na região metropolitana de Curitiba. “Ela é uma menina muito feliz. Não tem tristeza na vida. Ela ficou mais feliz ainda [com o marca-passo]”, diz a mãe.

A Síndrome de Ondine é provocada por uma deficiência no sistema nervoso central que compromete o controle da respiração, o que tem como principal consequência a apneia durante o sono. Isso faz com que parte dos pacientes dependa de ventilação mecânica.
A cirurgia de Karla veio como um presente de Natal. Em dois meses, a família conseguiu mobilizar as secretarias municipal e estadual para conseguir o marca-passo. “No início, parecia algo tão difícil de conseguirmos, mas foi muito rápido. Foi mais que um presente”, comemora Isabel. “Em breve, a Karla deverá ter uma grande melhoria na qualidade de vida”, afirma o cirurgião pediátrico Sylvio Avilla. Um equipamento desses chega a custar mais de R$ 500 mil.

Além de ser um marco na vida de Karla, a cirurgia também tem um significado importante para a medicina paranaense. Segundo o cirurgião, esse foi o primeiro procedimento desse tipo no estado e o quinto do Brasil – realizado graças ao apoio de profissionais de outros estados. Assim que a jovem estiver liberada pelos médicos e não precisar mais do respirador, a família de Karla deve realizar um sonho dela: ir para a praia.

Cirurgia_marcapasso_1

+ Notícias

25/11/2022

Hemodinâmica: cateterismo evita cirurgias de grande porte em neonatos

O serviço do Hospital Pequeno Príncipe é referência nacional em pediatria e, em 2021, realizou 297 cateterismos
24/11/2022

Pequeno Príncipe vence o Prêmio Líderes Regionais Paraná 2022

A instituição foi premiada na categoria ESG – Responsabilidade Social. O reconhecimento destaca empresas, organizações e empresários que contribuíram para o desenvolvimento do estado
23/11/2022

Câncer pediátrico: diagnóstico precoce pode salvar até 84% dos pacientes

Referência nacional no tratamento de doenças onco-hematológicas há meio século, Hospital Pequeno Príncipe alerta sobre sintomas
21/11/2022

Pequeno Príncipe atua na prevenção da resistência aos antimicrobianos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1,3 milhão de pessoas morram a cada ano devido aos efeitos dessa resistência  
20/11/2022

Dia Mundial da Criança chama atenção à defesa de direitos

Em sua trajetória centenária, o Hospital Pequeno Príncipe desenvolve uma série de iniciativas em favor da proteção integral de meninos e meninas  
18/11/2022

Eletrofisiologia: Pequeno Príncipe é pioneiro em pediatria e mapeamento do coração em procedimento cirúrgico

O serviço também é referência no Brasil na realização de procedimentos invasivos e colocação de dispositivos eletrônicos no público infantojuvenil
Ver mais