TDAH é tema do Pequeno Príncipe Conhecimento

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TDAH é tema do Pequeno Príncipe Conhecimento

O encontro abordou sinais de alerta, tratamento, perspectivas e pesquisas sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
29/08/2022
TDAH
O Pequeno Príncipe Conhecimento abordou sinais de alerta, tratamento, perspectivas e pesquisas sobre o TDAH.

 

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio do neurodesenvolvimento e demonstra um padrão de comportamento caracterizado por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Para discutir esse tema, o Pequeno Príncipe promoveu uma aula com diferentes especialistas que abordaram os sinais de alerta, tratamento, perspectivas e pesquisas.

O encontro, que faz parte do projeto Pequeno Príncipe Conhecimento, foi mediado pela neurologista e coordenadora do Ambulatório de Doenças Raras do Hospital, Mara Lucia Schmitz Ferreira Santos. A iniciativa contou com a presença da psiquiatra e coordenadora do Projeto Integra, Jaqueline Cenci; do neuropediatra Anderson Nitsche, do Hospital Pequeno Príncipe; e da coordenadora de pesquisas em neuropediatria no Instituto Pelé Pequeno Príncipe, Mara Lúcia Cordeiro.

TDAH

O TDAH está mais presente em crianças e adolescentes em idade escolar e influencia diretamente o funcionamento social, acadêmico, laboral e pessoal. “Na infância, os sintomas diferem do esperado para o período de desenvolvimento. Quando o comportamento começa a destoar muito do que parecia normal, é preciso entender o que pode estar acontecendo”, explicou a psiquiatra Jaqueline Cenci.

A especialista também alerta os pais ou responsáveis a prestarem atenção em todos os sinais. “Os sintomas são pervasivos, ou seja, ocorrem em mais de um ambiente. Por isso, é fundamental observar se os professores, médicos ou até mesmo familiares não estão apontando os mesmos comportamentos, que são padrão do TDAH”, completou.

Tratamento

Ter o acompanhamento de um especialista e o tratamento adequado é fundamental para uma boa qualidade de vida. “As principais formas de intervenção comportamental em pacientes com o transtorno são a psicoeducação, o treinamento parental, a intervenção escolar e as funções executivas. Todas são importantes e podem auxiliar no tratamento”, pontuou o neurologista Anderson Nitsche.

É importante ressaltar também que a utilização de medicamentos controlados como primeira opção de tratamento depende de cada caso. O médico deverá analisar qual a melhor forma para o paciente.

Perspectivas em pesquisas sobre o TDAH

Muitas pesquisas abordam o transtorno, assim o avanço relacionado a diagnóstico e tratamento é cada vez maior. Entre as pesquisas realizadas, o padrão de herança genética está presente entre 60% e 90% dos casos. Os estudos também revelam que 57% das crianças com TDAH têm pais com o transtorno.

“Além dos fatores genéticos, percebemos que a hiperatividade-impulsividade e o comportamento opositivo estão diretamente ligados com o uso do álcool, tabagismo e a presença de doenças e infecções durante a gestação. As crianças também apresentam desregulação emocional, cerca de 40% dos casos, e os adultos também, de 35% a 70% dos pacientes”, contou a neurocientista Mara Lúcia Cordeiro.

Principais sinais de alerta do TDAH

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é dividido em três tipos:

– TDAH tipo combinado: quando os critérios de desatenção, hiperatividade e impulsividade são observados.

– TDAH predominante desatento: quando o critério de desatenção é observado, mas o de hiperatividade e impulsividade não é predominante.

– TDAH predominante hiperativo-impulsivo: quando o critério de hiperatividade e impulsividade é predominante, em vez do de desatenção.

Para as crianças, seis sintomas presentes na área de desatenção e seis sintomas em hiperatividade e impulsividade já são suficientes para o diagnóstico. No caso dos adultos, cinco sintomas já podem diagnosticar o transtorno.

Desatenção

  • Dificuldade para iniciar, manter e completar uma tarefa.
  • Parecem não ouvir quando se fala com eles.
  • Dificuldade para planejar e executar ações.
  • Cometem erros por estarem distraídos.
  • Esquecem facilmente o que iriam fazer ou ordens dadas.
  • Perdem ou danificam objetos.
  • Subestimam o tempo necessário para realizar uma tarefa.
  • Tendem a procrastinar.
  • Dificuldade para manter atenção em atividades da rotina.

Hiperatividade e impulsividade

  • Atividade física excessiva.
  • Constante sensação de inquietude.
  • Atividade motora não direcionada a objetivos.
  • Movem-se ou se contorcem na cadeira.
  • Dificuldade de brincar sem fazer barulho.
  • Falam demais.
  • Correm ou escalam em excesso.
  • Dificuldade para postergar uma ação mesmo sabendo que haverá consequências negativas.
  • Necessidade de gratificação imediata mesmo sabendo que se postergada teria melhor resultado.
  • Dificuldade para esperar a sua vez de falar, para jogar ou brincar, ou no trânsito, no caso de adultos.
  • Tendência a agir sem pensar.
  • Dar respostas precipitadas ou sem esperar o término de uma pergunta.

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