Sífilis congênita: doença transmitida durante a gravidez pode colocar em risco a vida do feto e recém-nascido - Hospital Pequeno Príncipe

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Sífilis congênita: doença transmitida durante a gravidez pode colocar em risco a vida do feto e recém-nascido

Infectologista do Pequeno Príncipe ressalta a importância dos exames pré-natais para detecção e tratamento precoces da infecção
20/10/2021
A sífilis congênita pode resultar em alterações no desenvolvimento do bebê, como a prematuridade.

A sífilis, doença que atinge mais de 12 milhões de pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), possui cura, mas se não for diagnosticada e tratada pode desenvolver-se de forma grave. Uma das manifestações mais danosas é a sífilis congênita, com 1,6 milhão de casos, que é transmitida durante a gravidez para o bebê ou no momento do parto, caso a mulher tenha lesões na região genital causadas pela bactéria. O Hospital Pequeno Príncipe ressalta a importância dos exames pré-natais para detecção e tratamento precoces da infecção.

O infectologista pediátrico Victor Horácio de Souza Costa Júnior, do Hospital Pequeno Príncipe, explica que a sífilis congênita pode resultar em alterações no desenvolvimento do bebê, prematuridade, aborto espontâneo, baixo peso ao nascer ou morte fetal, quando gravemente infectado. “Por isso, é imprescindível que a gestante realize o exame pré-natal e, caso seja confirmado o diagnóstico de sífilis, inicie o tratamento de acordo com a orientação do médico o quanto antes”, salienta.

Entretanto, conforme o especialista, na maioria das vezes, o bebê nasce aparentemente saudável, e os sintomas aparecem nos primeiros meses de vida. “Alguns sinais bem comuns da sífilis congênita após o nascimento são a pneumonia, feridas no corpo, alterações nos ossos, problemas no desenvolvimento mental, surdez e cegueira”, completa. A transmissão da infecção da mãe para o bebê pode acontecer em qualquer momento da gestação.

Sobre a sífilis

Sífilis, ou lues, é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. É curável e exclusiva do ser humano, tendo como principal via de transmissão o contato sexual, seguido pela transmissão para o feto durante o período de gestação de uma mãe com sífilis não tratada ou tratada inadequadamente. Também pode ser transmitida por sangue contaminado. Quem possui sífilis pode apresentar diversas manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que no Brasil, em 2020, foram registrados 115.371 casos de sífilis adquirida, 61.441 de sífilis em gestantes e 22.065 de sífilis congênita, com 186 óbitos. Além disso, 56,4% das crianças que nasceram com sífilis congênita vieram de mães com idade entre 20 e 29 anos.

  • Confira, no vídeo a seguir, quais são os riscos da sífilis para o bebê:

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