Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias: cuidados integrados garantem qualidade de vida aos pacientes - Hospital Pequeno Príncipe

Notícias

Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias: cuidados integrados garantem qualidade de vida aos pacientes

Referência no tratamento dessas doenças raras, o Hospital Pequeno Príncipe se destaca por promover o trabalho conjunto de inúmeros profissionais da saúde em prol de diagnósticos precoces e tratamentos assertivos
20/04/2018


Com 32 especialidades médicas e referência em procedimentos de alta e média complexidade, o Hospital Pequeno Príncipe destaca-se também no diagnóstico e tratamento das chamadas imunodeficiências primárias. As doenças raras, de origem genética, atingem uma criança para cada oito mil nascidas vivas.

Na Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias, celebrada de 22 a 29 de abril, os cuidados integrados, ou seja, o trabalho coeso de diferentes profissionais da saúde, faz toda a diferença para garantir o diagnóstico precoce, que garante qualidade de vida aos pacientes. O Pequeno Príncipe, por exemplo, é referência e oferece atendimento para crianças e adolescentes com deficiência congênita no sistema imunológico desde 2012.  “Na prática, o médico vai levantar a suspeita diagnóstica de acordo com a história de cada criança e solicitar os exames necessários. Na sequência, técnicos de laboratório e biomédicos atuam na realização dos exames”, comenta a médica imunologista da instituição, Carolina Prando.

Existem mais de 300 tipos de imunodeficiências primárias (IDP). Por afetarem o sistema imunológico, esses problemas genéticos provocam constantes infecções. Estima-se que, no Brasil, 170 mil pessoas tenham IDP.

A médica Carolina Prando lembra que o diagnóstico precoce faz a diferença no tratamento das imunodeficiências primárias.

Trabalho conjunto
No Pequeno Príncipe, diferentes especialidades e profissionais trabalham em conjunto para assegurar o melhor atendimento aos pacientes. No caso das infusões de imunoglobulina, que oferece anticorpos e protege de muitas infecções, o médico faz a avaliação clínica e prescrição. Os enfermeiros, por sua vez, têm papel preponderante no processo, assim como os farmacêuticos (que fazem o controle da medicação e são responsáveis pelas medidas de prevenção e notificação de eventos adversos).

No que diz respeito ao ambulatório clínico e resposta à solicitação de avaliação para pacientes internados, o trabalho multiprofissional mais uma vez se destaca: médico (consulta médica, solicitação e interpretação dos exames para diagnóstico e acompanhamento clínico); farmacêutico (observação de efeitos colaterais de medicamentos e conciliação medicamentosa); e  biomédico (controle dos exames laboratoriais). “Há ainda a articulação com a equipe de transplante de medula óssea para encaminhamento de casos com indicação do transplante”, reitera a médica Carolina Prando.

A especialista lembra que os residentes da Pediatria, da Farmácia e Biomedicina acompanham as atividades de Imunologia no Pequeno Príncipe. “Diferentes especialidades são consultadas quando necessário – Nutrologia, Nutrição, Psicologia, entre outras”, observa Carolina Prando.
Para a Semana Mundial de Imunodeficiências Primárias em 2018, o desafio ainda é o diagnóstico. “Precisamos que sejam feitos o mais precocemente possível. Cerca de 90% das pessoas que têm uma IDP ainda não foram diagnosticadas”, finaliza a médica.

Sinais de alerta

Além dos profissionais da saúde, os pais também têm papel fundamental para identificar a doença cedo. Por isso, é imprescindível a atenção para alguns sinais. Caso a criança ou adolescente apresente dois ou mais desses quadros, é importante o encaminhamento para um médico imunologista:

  • Quatro ou mais otites no último ano.
  • Duas ou mais pneumonias no último ano.
  • Estomatites de repetição ou sapinhos na boca por mais de dois meses.
  • Abscessos de pele ou órgãos internos.
  • Um episódio de infecção grave (meningite, infecção nos ossos, infecção generalizada).
  • Infecções intestinais de repetição/diarreia crônica.
  • Asma grave ou doença autoimune.
  • Efeito adverso à BCG e/ou infecção por micobactéria.
  • Infecções de difícil tratamento, que precisam de internamento para uso de antibióticos pela veia.
  • Histórico de IDP ou de infecções de repetição na família.

* Informações adaptadas de materiais da Fundação Jeffrey Modell, Cruz Vermelha Americana e Grupo Brasileiro de Imunodeficiências Primárias

+ Notícias

29/11/2022

Dia de Doar: renúncia fiscal tem potencial de arrecadar até R$ 8 bilhões

Data criada há 20 anos nos Estados Unidos pretende fortalecer cultura de doações no Brasil. Doações via Imposto de Renda podem ser feitas até dia 29 de dezembro
25/11/2022

Hemodinâmica: cateterismo evita cirurgias de grande porte em neonatos

O serviço do Hospital Pequeno Príncipe é referência nacional em pediatria e, em 2021, realizou 297 cateterismos
24/11/2022

Pequeno Príncipe vence o Prêmio Líderes Regionais Paraná 2022

A instituição foi premiada na categoria ESG – Responsabilidade Social. O reconhecimento destaca empresas, organizações e empresários que contribuíram para o desenvolvimento do estado
23/11/2022

Câncer pediátrico: diagnóstico precoce pode salvar até 84% dos pacientes

Referência nacional no tratamento de doenças onco-hematológicas há meio século, Hospital Pequeno Príncipe alerta sobre sintomas
21/11/2022

Pequeno Príncipe atua na prevenção da resistência aos antimicrobianos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1,3 milhão de pessoas morram a cada ano devido aos efeitos dessa resistência  
20/11/2022

Dia Mundial da Criança chama atenção à defesa de direitos

Em sua trajetória centenária, o Hospital Pequeno Príncipe desenvolve uma série de iniciativas em favor da proteção integral de meninos e meninas  
Ver mais