Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias: diagnóstico precoce é fundamental - Hospital Pequeno Príncipe

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Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias: diagnóstico precoce é fundamental

Celebrada de 22 a 29 de abril, a data é importante para reforçar a necessidade de prevenção em tempos de pandemia
22/04/2020

A importância do diagnóstico precoce é o alerta necessário nesta Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias, celebrada entre 22 e 29 de abril. Em tempos de pandemia do coronavírus, fase em que manter a boa imunidade faz toda a diferença no combate à COVID-19, o tema exige ainda mais a atenção de toda sociedade.

Não é possível afirmar que pacientes diagnosticados com imunodeficiências primárias estão mais suscetíveis ao coronavírus, mas é fato que algumas dessas doenças comprometem a defesa do organismo contra qualquer tipo de vírus. Por isso, nesse momento, o cuidado é fundamental.

De origem genética, as imunodeficiências primárias são um grupo de doenças congênitas, bem diferentes umas das outras, que têm em comum o fato de afetarem o funcionamento do sistema imunológico. Elas atingem uma criança para cada oito mil nascidas vivas.

A médica e pesquisadora Carolina Prando: diagnóstico precoce salva vidas.

Estima-se que existam mais de 400 tipos dessas doenças. Por conta da complexidade, o papel da família, da escola e de toda sociedade é essencial para o sucesso do cuidado desses pacientes. “Por se tratar de um grupo de doenças crônicas, o papel da família, da escola e da sociedade é extremamente importante. Para algumas imunodeficiências primárias, o transplante de medula óssea e, mais recentemente, a terapia gênica podem levar à cura. Para todas as demais formas de IDP não há tratamento que promova a cura, por isso,  os cuidados e medicamentos específicos devem ser usados pela vida toda”, ressalta a médica imunologista do Hospital Pequeno Príncipe e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, Carolina Prando.


Apoio psicológico
O diagnóstico de uma imunodeficiência primária exige um suporte emocional da família. Por conta disso, se necessário, é feito também o encaminhamento para o Serviço de Psicologia do Hospital Pequeno Príncipe. “O acompanhamento dos casos com IDP, por meio de encaminhamentos pela equipe médica ou de enfermagem, ocorre quando esses profissionais percebem que algo está desequilibrado na vida dos pacientes ou familiares e, por conta disso, solicitam a avaliação da psicologia. A partir daí a psicologia vai avaliar como essa família está lidando com o diagnóstico, com a doença e com o tratamento e quais estratégias de enfrentamento está lançando mão para o cuidado da criança”, explica o psicólogo da instituição, Bruno Jardini Mader. O profissional lembra ainda que o psicólogo também será responsável por orientações para a adaptação ao tratamento de doenças crônicas, além de oferecer suporte emocional.

Fique atento!

É importante ficar alerta se a criança ou o adolescente apresentar dois ou mais destes sinais:

Quatro ou mais otites (infecções de ouvido) em um ano.

Duas ou mais sinusites em um ano.

Dois ou mais meses com antibiótico com pouco efeito.

Duas ou mais pneumonias em um ano.

Atraso no crescimento ou ganho de peso.

Abcessos de repetição de pele ou órgãos.

Estomatites de repetição ou sapinho na boca por mais de dois meses.

Necessidade de antibiótico intravenoso para tratar infecções.

Duas ou mais infecções graves, incluindo septicemia.

Histórico de infecções de repetição ou diagnóstico de IDP na família.

*Fonte: Fundação Jeffrey Modell

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