Hospital apoia campanha que expõe crise da rede que atende ao SUS

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Pequeno Príncipe apoia campanha nacional que expõe crise da rede que atende ao SUS

A iniciativa é liderada pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), com apoio da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa)
18/04/2022
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No dia 19 de abril, o Pequeno Príncipe, maior hospital exclusivamente pediátrico do Brasil, realizou divulgações da campanha.

 

O Hospital Pequeno Príncipe apoia a campanha nacional “Chega de Silêncio – Gestores e Profissionais de saúde rompem o silêncio para expor a crise da maior rede hospitalar do SUS”. A iniciativa é liderada pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), em parceria com a Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa).

O movimento tem como objetivo apresentar o tamanho dos desafios que as instituições de saúde enfrentam na relação com o Sistema Único de Saúde (SUS), sem receber os recursos financeiros necessários para suprir os custos dos serviços prestados. A CMB destaca que se não houver políticas imediatas, consistentes, de subsistência para estes hospitais, dificilmente suas portas se manterão abertas e a desassistência da população é fatal.

Para que não ocorra a desassistência da população, as Santas Casas e hospitais filantrópicos requerem a alocação de recursos na ordem de R$ 17,2 bilhões, anualmente, em caráter de urgência, como única alternativa de assunção das obrigações trabalhistas decorrentes do projeto de lei 2564/20, assim como para a imprescindível adequação ao equilíbrio econômico e financeiro no relacionamento com o SUS.

A relação dos hospitais com o SUS é crescentemente deficitária e acumula um endividamento de mais de 20 bilhões, o que também provocou sucateamento das estruturas físicas e tecnológicas, cenário que foi agravado durante a pandemia de COVID-19. A aquisição de materiais e medicamentos com preços elevadíssimos, além da inflação, acarreta em enormes custos as instituições.

No Paraná, a Femipa reúne 71 Santas Casas e hospitais filantrópicos. Juntos ofertam ao SUS 11.899 leitos, sendo 1178 de UTI. Para se ter ideia da representatividade desse número, no estado, estão disponíveis ao SUS 13.725 leitos de internação e 2.205 leitos de UTI.

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O diretor-técnico do Hospital, Donizetti Dimer, em entrevista sobre o tema.

Ações realizadas pelo Pequeno Príncipe

No dia 19 de abril, o Pequeno Príncipe, maior hospital exclusivamente pediátrico do Brasil, realizou divulgações da campanha em suas diferentes redes sociais  – Facebook, Instagram, Twitter e LinkedIn  –, incentivou os profissionais a apoiarem a iniciativa por meio de comunicados internos, entrega de adesivos e instalação de faixas nas principais entradas da instituição. No “Dia D” da campanha, houve também o compartilhamento de informações por meio de porta-vozes do Pequeno Príncipe sobre a situação crítica que os hospitais filantrópicos vivem por meio da imprensa local  – as TVs, RIC e RPC, e o jornal Bem Paraná.

Confira alguns fatos sobre o cenário da saúde no Brasil:

  • No Brasil, Santas Casas e Hospitais filantrópicos disponibilizam 195 mil leitos, sendo 26 mil de UTI.
  • Para mais de 800 municípios, esse é o único serviço de saúde disponível.
  • Os filantrópicos são responsáveis por 70% dos procedimentos de alta complexidade por meio do SUS.
  • Santas Casas e Hospitais filantrópicos fazem 5 milhões de internações, 1,7 milhões de cirurgias e 280 milhões de atendimentos ao ano.
  • Desde 1994, a tabela teve, em média, 93,77% de reajuste, enquanto o gás de cozinha foi reajustado em 2.415,94%, o INPC foi 636,07% e o salário mínimo foi 1.597,79%.
  • O déficit financeiro decorrente dos atendimentos ao SUS é de R$ 10,9 bilhões por ano.
  • Nos últimos 6 anos, 315 hospitais filantrópicos fecharam as portas, reduzindo 7 mil leitos do SUS. Na pediatria, foram mais de 9 mil leitos fechados.
  • Entre 2010 e 2019, foram fechados 15.944 leitos pediátricos, sendo 13.800 deles disponibilizados ao SUS.
  • Mais de 3 milhões de pessoas, com vínculo direto e/ou indireto dependem economicamente dos filantrópicos.

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