Pequeno Príncipe reforça a importância de vacinar crianças de 5 a 11 anos contra a COVID-19 - Hospital Pequeno Príncipe

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Pequeno Príncipe reforça a importância de vacinar crianças de 5 a 11 anos contra a COVID-19

O maior hospital exclusivamente pediátrico do Brasil registrou aumento de casos e maior gravidade no público infantil em 2021
21/12/2021
O anúncio da liberação do uso da vacina para crianças foi recebido com alívio pelo Pequeno Príncipe.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, na última quinta-feira, dia 16, o uso da vacina da farmacêutica Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. O Pequeno Príncipe, maior hospital exclusivamente pediátrico do país, recomenda que os pais e responsáveis levem as crianças para vacinar assim que a imunização para essa faixa etária começar.

“O anúncio é recebido com muito alívio; os casos de COVID-19 são frequentemente detectados nessa faixa de idade escolar e pré-escolar. Com isso, nós conseguimos aumentar nossa barreira de proteção”, explica a especialista em epidemiologia e coordenadora do Centro de Vacinas do Hospital Pequeno Príncipe, Heloisa Ilhe Garcia Giamberardino.

O Brasil já registrou mais de 1,5 mil óbitos entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. “A maior parte dessas mortes ocorre na população pediátrica com comorbidades, mas também temos casos em que não há nenhum fator de risco”, pontua a médica. Só em 2021, de janeiro a novembro, o Pequeno Príncipe atendeu 1.274 crianças e adolescentes com diagnóstico positivo para COVID-19, um aumento significativo considerando os 311 registrados no ano passado.

A médica reforça o papel da família em conscientizar as crianças sobre a aplicação da vacina contra a COVID-19.

Além disso, a gravidade dos casos também aumentou. Em 2020, a média mensal de internamentos foi de nove pacientes. Neste ano, a média ficou em 21 casos por mês. Do total de casos diagnosticados, 241 pacientes – quase 20% – necessitaram de internamento, sendo que 60 foram para a UTI. E 47% das crianças e adolescentes que internaram não tinham nenhuma comorbidade. O número de casos no público infantojuvenil passou a cair consideravelmente, sobretudo graças à vacinação dos adultos.

O imunizante que vai ser aplicado na faixa etária infantil é diferente da versão para adolescentes e adultos. As crianças de 5 a 11 anos receberão uma dosagem de 10 microgramas. Para quem tem 12 anos ou mais, a dose é de 30 microgramas.  “É muito importante que os pais se planejem e preparem as crianças: expliquem para elas porque elas precisam tomar a vacina e que isso vai ajudá-la a não correr o risco de ter a doença e sofrer com isso”, diz Heloísa.

A epidemiologista reforça também que, apesar do anúncio da vacinação, manter as medidas de cuidado já amplamente conhecidas é imprescindível. “Usar máscara, higienizar as mãos e evitar aglomerações são atitudes que ainda não podem ser deixadas de lado, apesar da queda no número de casos. E, tomar a segunda e a terceira dose, para quem já está apto a isso, também é fundamental. Esse público é responsável pela proteção de quem ainda não foi imunizado”, alerta a médica.

Recomendações

Apesar de ainda não ter previsão para o início da vacinação para o público infantil, a Anvisa já divulgou uma série de orientações para aplicar a vacina em crianças de 5 a 11 anos. Abaixo, confira algumas delas:

– As equipes de saúde vão passar por treinamento para aplicar o imunizante;

– As crianças devem ser vacinadas em ambiente específico destinado a elas e não podem receber outras vacinas, mesmo que pediátricas;

– Em comunidades isoladas, as crianças devem ser vacinadas, sempre que possível, em dias diferentes de adultos;

– Após a vacina, as crianças devem permanecer no local por pelo menos 20 minutos, para observação.

  • Confira também o vídeo preparado sobre esse assunto:

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