Pequeno Príncipe promove lives com temas pertinentes à saude infantojuvenil - Complexo Pequeno Príncipe

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Pequeno Príncipe promove lives com temas pertinentes à saude infantojuvenil

A primeira transmissão, em julho, trouxe à tona o assunto “Retorno às Aulas e Pandemia – Quais as Perspectivas em Meio ao Cenário Atual?”. Projeto prevê transmissões a cada duas semanas, no Instagram da instituição, sempre às quartas-feiras, às 17h

A preparação da volta às aulas é um dos desafios em tempos de pandemia. Foto: Pedro Ribas/ANPR

Reforçando seu compromisso com a saúde infantojuvenil, o Hospital Pequeno Príncipe promove uma série de lives com temas relacionados à saúde infantojuvenil. O projeto vai ao ar a cada 14 dias, no perfil do Hospital no Instagram, sempre às quartas-feiras, às 17 horas. 

A primeira transmissão ocorreu no dia 15 de julho e  contou com a participação do vice-diretor técnico do Hospital, o infectologista pediátrico Victor Horácio de Souza Costa Júnior, que esclareceu dúvidas importantes em torno do tema “Retorno às Aulas e Pandemia – Quais as Perspectivas em Meio ao Cenário Atual?”. Também já participaram a médica imunologista pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, Carolina Prando, que abordou o tema “Seu Filho tem Infecções de Repetição?”; e o gastroenterologista pediátrico Mário Vieira, que falou  sobre “Alergias Alimentares”.

Retorno depende de segurança

Victor Horácio, que faz parte do grupo responsável pela elaboração do modelo de retomada das escolas no Paraná, diz que ainda não é possível estabelecer uma data, pois tal decisão depende de muitas análises. “Só vamos conseguir na hora em que tivermos um perfil epidemiológico aceito para que as crianças voltem em segurança. Uma segurança que envolve não só o filho, mas também os professores, os funcionários e os próprios pais. Em alguns países, o retorno às escolas foi traumático. Na França, por exemplo, com uma semana de aula, foi observado que 70 escolas já estavam com muitos novos casos. As crianças tiveram que voltar para casa”, observou.

O vice-diretor técnico do Pequeno Príncipe reforça que o retorno às aulas só será possível no momento em que houver um controle mais efetivo dos casos de COVID-19 no Brasil. A partir de um determinado quadro de estabilidade, é que vai ser identificado o perfil epidemiológico das diferentes regiões para analisar a viabilidade de cada local. “O ideal é ter o controle epidemiológico, principalmente dois ciclos antes do retorno. Alguns países fazem monitoramento do retorno a partir de 28 dias antes do retorno, no qual definimos como ‘um ciclo’ de 14 dias. No primeiro ciclo, eles observaram que teve uma queda na incidência de casos; no segundo ciclo, a baixa continuou, e as crianças voltaram para a escola. Como estamos ainda no topo da nossa, temos de observar a experiência de alguns países que deram certo. Na Alemanha, o retorno foi gradativo e não se deu ao mesmo tempo. Na Grécia, voltaram os alunos do ensino médio e na sequência as crianças mais novas. Outros países fizeram retorno com dias alternados. Mas, para chegarmos a esses testes, precisamos passar por uma fase que ainda não passamos, a queda do número de casos”, reiterou.

O vice-diretor técnico do Hospital Pequeno Príncipe, o médico infectologista pediátrico Victor Horácio de Souza Costa Júnior, foi o convidado especial da primeira live.

Segurança

O retorno da educação infantil é um dos pontos mais preocupantes.

Neste momento, completa Victor Horácio de Souza Costa Júnior, a situação da educação infantil é uma das mais preocupantes. “Como você mantém o distanciamento entre crianças de 3 e 4 anos de idade? Por isso, as escolas neste período estão já pensando nos ambientes para receber esses alunos com segurança. Alguns locais, como os de recreação, podem ser vistos como espaços para realização de atividades escolares, até mesmo para fracionar turmas. Aí, temos as recomendações básicas, como uso de álcool em gel, retirad ade bebedouros, uso de EPIs pelos funcionários, etc. Tudo isso, a escola pode fazer. Mas os pais precisam ter noção de que a proteção da saúde do filho depende muito do comportamento deles em casa também e não só da condição em que a escola vai receber a criança. Temos situações de pais fazendo festinha em casa, festa junina com os amigos. Não é hora disso!”, comentou.

Victor Horácio diz que o Paraná tem um modelo muito enfático para o retorno às aulas. “As próprias secretarias de Educação e de Saúde têm trabalhado com o Comitê de Saúde Escolar da Sociedade Paranaense de Pediatria, com um protocolo que possa ser passado para as escolas, a fim de que o retorno não seja traumático. Não é um retorno de férias! É o retorno de uma quarentena. Então, como essa criança vai voltar? Como está o psiquismo? Como a escola vai receber essa criança? Será que é um ano para retomada de conteúdos ou para reforçar o que a criança aprendeu até aqui? Teremos de ter uma parceria muito grande entre escola, governo e pais. Nenhuma medida de segurança vai adiantar se no período em que a criança estiver em casa não houver os cuidados necessários. É muito fácil colocar a culpa na escola e não estar fazendo a sua parte em casa”, finalizou.

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