Otites: tratamento inadequado pode acarretar complicações futuras

Notícias

Otites: tratamento inadequado pode acarretar complicações futuras

Os cuidados com a doença durante a temporada de frio são essenciais, alerta especialista do Hospital Pequeno Príncipe
24/08/2022
otites
As otites são infecções e inflamações da região do ouvido e acometem, em sua maioria, lactentes e crianças em idade pré-escolar.

Com o inverno, aulas escolares e flexibilização em relação à COVID-19, as otites também voltam a atingir os alunos mais novos com maior frequência. Dados da Pfizer mostram que mais de 80% das crianças terão esse problema ao menos uma vez nos primeiros anos de vida. Por isso, o Hospital Pequeno Príncipe reforça a importância de cuidados para prevenir uma das infecções mais comuns entre os pequenos.

A otite acomete, em sua maioria, lactentes e crianças em idade pré-escolar, pois ainda possuem a tuba auditiva – canal por onde a infecção sobe da rinofaringe até o ouvido médio – muito curta, horizontalizada e larga. Com o desenvolvimento ao longo dos anos, a tuba auditiva começa a se tornar mais oblíqua, estreita e longa, o que dificulta o acometimento pela doença.

“Condições como o resfriado, por exemplo, tendem a comprometer as vias aéreas superiores, e é nessa condição que a secreção que está situada na rinofaringe sobe pela tuba auditiva e alcança o ouvido médio. Ali, esses germes se proliferam e acarretam a otite média aguda. Na maioria dos casos a infecção é viral, podendo ser também bacteriana”, explica o médico e chefe do Serviço de Otorrinolaringologia do Pequeno Príncipe, Lauro João Lobo Alcântara.

Caso a criança apresente febre, irritabilidade ou comprometimento do estado geral, deve-se procurar um pediatra, preferencialmente aquele que já conheça o paciente. “O primeiro sinal de uma infecção é o aumento da temperatura corporal. Caso o comportamento da criança também apresente alguma mudança significativa, é aconselhado a procura por um médico, preferencialmente um pediatra, que é a referência para este acompanhamento”, orienta o especialista.

Tratamento assertivo

Como a maioria dos casos de otite média aguda é viral, é de boa conduta evitar o uso de antibióticos, pois esses não agem sobre os vírus. Para o especialista do Pequeno Príncipe, essa crença acerca do uso do antibiótico tem caráter negativo, porque é baseada em opiniões que não se confirmam na realidade médica. Ele complementa que o falso argumento utilizado era de que, caso o medicamento não fosse prescrito, complicações iriam surgir, como otomastoidite, que seria a fistulização atrás da orelha, meningite e demais situações extras e intracranianas.

“A Holanda, por exemplo, após inúmeros trabalhos direcionados a essa área, passou a praticamente não prescrever antibióticos em otite média aguda, salvo em raras exceções. Eles verificaram, pelas pesquisas, que isso não modificou a quantidade de complicações. E isso nós comprovamos também com a nossa experiência no Pequeno Príncipe, onde recebemos muitas crianças que, mesmo com antibióticos, apresentam complicações comuns das otites”, completa o médico.

Caso a criança não apresente febre e mais mudanças comportamentais, mas mesmo assim registre alguma queixa, o especialista aponta o uso de analgésicos como alternativa, junto com a realização de lavagem nasal com soro fisiológico, ao notar a presença de secreção.

Se houver persistência ou recorrência dos sintomas das otites, é importante procurar um otorrinolaringologista pediátrico para coordenar uma investigação do caso. “Uma criança que tem otite frequentemente deve procurar uma causa para essas recidivas. Adenoides e biofilme bacteriano são algumas possibilidades, então essas infecções saem do quadro agudo e ficam crônicas, sendo ideal buscar um especialista para prosseguir com os diagnósticos corretos”, reafirma.

Prevenção e cuidados no combate às otites

  • Realizar a lavagem nasal com soro fisiológico diariamente, sempre que houver secreção, com o auxílio de uma seringa.
  • Evitar contato com alergênicos, como animais com muito pelo, cobertas e roupas de lã e bichos de pelúcia.
  • Fazer uso de capas protetoras em colchões e travesseiros.

Serviço de Otorrinolaringologia

O Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Pequeno Príncipe é referência em todo o país pela complexidade dos casos tratados. Além de consultas ambulatoriais, os profissionais realizam desde cirurgias de amígdalas e adenoides até implantes cocleares, cirurgias de laringe e base de crânio. A equipe está em constante aprendizado, com o uso de técnicas modernas e menos invasivas, em busca de uma recuperação mais rápida e, sempre que possível, da alta hospitalar precoce.

Acompanhe também as redes sociais do Hospital Pequeno Príncipe (FacebookInstagram, LinkedIn, X, YouTube e TikTok) e fique por dentro de informações de qualidade!

+ Notícias

10/08/2026

Entenda os riscos do vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês

Vacinação e medidas preventivas são fundamentais para reduzir o perigo de formas graves da doença na infância
05/08/2026

Infância além das telas: por que o equilíbrio é essencial para o desenvolvimento?

Especialistas esclarecem como o uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode afetar o desenvolvimento e apontam atitudes para fortalecer os vínculos
04/08/2026

Uso excessivo de telas causa TDAH em crianças?

As tecnologias digitais em excesso ou sem supervisão afetam diretamente funções cognitivas, como atenção, memória, raciocínio e capacidade de interação interpessoal
03/08/2026

Corrida e Caminhada Pequeno Príncipe 2026 reúne mais de 5 mil inscritos

Em sua décima edição, o evento bateu recordes de participação e colecionou histórias de superação, solidariedade e celebração da vida
27/07/2026

Quando o ronco em crianças é preocupante?

O diagnóstico precoce permite identificar a causa do problema e iniciar o tratamento mais adequado
21/07/2026

Queda de cabelo também pode afetar crianças: saiba como agir

Embora seja motivo de preocupação em pais e cuidadores, a queda de cabelo infantil pode ser revertida e é menos alarmante do que parece
Ver mais