Neurocirurgia pediátrica trata doenças do sistema nervoso

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Neurocirurgia pediátrica trata doenças do sistema nervoso ainda em desenvolvimento

O serviço do Hospital Pequeno Príncipe foi pioneiro na Região Sul do Brasil ao introduzir a microcirurgia endoscópica
01/11/2022
Neurocirurgia pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe
A neurocirurgia pediátrica é considerada de alta complexidade porque as estruturas nervosas estão em desenvolvimento

O Serviço de Neurocirurgia do Hospital Pequeno Príncipe tem mais de 50 anos e possui equipamentos que permitem maior precisão e garantem mais segurança aos pacientes durante os procedimentos cirúrgicos, como o aspirador ultrassônico e o microscópio cirúrgico. Além disso, foi pioneiro na Região Sul do Brasil ao introduzir a microcirurgia cerebral endoscópica.

A especialidade trata doenças que acometem o sistema nervoso – cérebro ou medula –, sejam elas congênitas ou adquiridas na infância. As enfermidades neurocirúrgicas que afetam uma criança ou adolescente são diferentes daquelas que causam danos em um adulto, além de variarem ao longo dos anos de vida.

“Na neurocirurgia, existem diversas doenças que podem acometer o sistema nervoso central, que é composto pelo encéfalo e medula espinal. Entre as doenças tratadas no Pequeno Príncipe estão cranioestenose, deformidades craniofaciais, doenças vasculares, traumatismos cranianos e vertebromedulares, tumores cerebrais e medulares, e epilepsia”, explica o médico responsável pelo serviço, Adriano Keijiro Maeda.

A equipe de neurocirurgia pediátrica do Pequeno Príncipe é formada por sete cirurgiões, que contam com apoio de cirurgiões plásticos, anestesistas, residentes, enfermeiros, técnicos de enfermagem e farmacêuticos. Além disso, a colaboração da neuropediatria, fonoaudiologia, nutrição, assistência social, psicologia, entre outros, torna o serviço multidisciplinar, oferecendo um tratamento individualizado para cada paciente.  

Em 2021, o serviço – que é habilitado e referenciado pelo Ministério da Saúde – realizou 807 atendimentos ambulatoriais e 660 procedimentos cirúrgicos, ou seja, média de 55 por mês.

Neurocirurgia pediátrica trata doenças do sistema nervoso ainda em desenvolvimento
A especialidade trata doenças que acometem o sistema nervoso – cérebro ou medula –, sejam elas congênitas ou adquiridas na infância.

Crianças não são adultos pequenos

A neurocirurgia pediátrica é considerada de alta complexidade porque as estruturas nervosas estão em desenvolvimento. Durante os primeiros anos de vida, o cérebro ganha elementos adicionais depois de atingir um determinado nível de amadurecimento e continua a crescer à medida que a criança aprende a andar e falar, por exemplo.

O cérebro de uma criança de 4 meses pesa, em média, 400 gramas. Com 4 anos, o aumento é de 800 gramas. Na vida adulta, depois do desenvolvimento completo, o órgão tem peso de 1.400 gramas. Essas e outras características, como a quantidade de sangue no corpo reduzida por causa da idade e a perda de calor, tornam o procedimento cirúrgico difícil, já que a equipe médica precisa lidar com particularidades que cada idade abrange.

“Em alguns casos, é preciso encerrar o procedimento por conta de instabilidade hemodinâmica, que é quando a pressão sanguínea fica baixa ou ausente. Por se tratarem de pacientes com poucos anos de vida, qualquer sangramento pode causar essa variabilidade. Nesses casos, levamos a criança para a Unidade de Terapia Intensiva e, depois de alguns dias, retomamos a cirurgia. Fazemos o procedimento em duas etapas e, às vezes, ultrapassamos 15 horas totais de cirurgia”, informa o médico Carlos Alberto Mattozo.

A neurocirurgia está sempre ligada à tecnologia, já que as técnicas estão em constante evolução e os equipamentos também. O Pequeno Príncipe possui ferramentas como o aspirador ultrassônico, que consiste em dissecar tecidos parenquimatosos e tumorais; o microscópio cirúrgico, que permite ao médico ter uma visão detalhada e ampla da área a ser tratada; e o neuronavegador, que possibilita ao cirurgião localizar e atuar em áreas profundas do cérebro com menor risco de lesões ao paciente.

O serviço do Hospital Pequeno Príncipe foi pioneiro na Região Sul do Brasil ao introduzir a microcirurgia endoscópica
Em 2021, o serviço realizou 807 atendimentos ambulatoriais e 660 procedimentos cirúrgicos.

Confira como são feitos os procedimentos que o Serviço de Neurocirurgia do Hospital Pequeno Príncipe trata:

– Epilepsia:

É uma doença cerebral caracterizada pela presença de crises convulsivas não provocadas, recorrentes, em um intervalo de, no mínimo, 24 horas. As epilepsias podem estar associadas a diferentes problemas que afetam o sistema nervoso central e podem ser classificadas em dois tipos: generalizadas e focais. As primeiras abrangem todo o cérebro, e as focais atingem uma região específica.

“Cerca de 30% dos pacientes com epilepsia não conseguem controlar as crises com remédio, e é aí que entra a neurocirurgia. Dentro dos tipos de procedimentos, temos dois principais: as cirurgias ressectivas, que fazemos quando a epilepsia é bem localizada e não abrange uma área eloquente do cérebro; e as cirurgias paliativas, que ajudam na qualidade de vida do paciente”, realça a médica Tatiana Von Hertwig Fernandes de Oliveira.

– Tumores cerebrais e medulares:

Os tumores cerebrais e medulares são mutações celulares, ou seja, são células que se transformam em um tecido anormal e começam a multiplicar-se de maneira descontrolada, criando uma massa tumoral. Eles podem ser tratados com cirurgia, radiação e/ou quimioterapia.

“No Hospital atendemos muitos casos de crianças pequenas, de 6 meses, 1 ano, que chegam com tumores malignos e de grande volume. São procedimentos complexos porque a retirada da massa tumoral é difícil, demandam tecnologia e retaguarda das equipes”, frisa o médico Carlos Alberto Mattozo.

A neurocirurgia consegue ressecar grande parte dos tumores cerebrais infantis, e a recuperação, apesar de longa, é positiva, já que as crianças têm maior capacidade de adaptação às mudanças.

– Cranioestenose:

É caracterizada pelo fechamento prematuro de uma ou mais suturas cranianas, levando a quadros de deformidades, compressão cerebral e alterações de comportamento. A cranioestenose é uma doença congênita e pode ter causa hereditária, intrauterina ou infecciosa.

“O tratamento é cirúrgico e deve priorizar o procedimento entre 4 e 6 meses de idade, pois o crânio ainda não se calcificou. Na neurocirurgia pediátrica, realizamos cortes paralelos e reabrimos a sutura para corrigir a deformidade. Como as outras doenças que afetam o desenvolvimento cerebral, é considerada uma cirurgia de alta complexidade”, detalha Adriano Keijiro Maeda.

– Hidrocefalia:

É a doença mais frequente entre os problemas relacionados ao sistema nervoso central e se trata de uma situação causada pelo acúmulo de líquido nos ventrículos cerebrais, chamado de liquor ou líquido cefalorraquidiano (LCR). A hidrocefalia pode ser causada por malformações cerebrais, como a mielomeningocele, ou pela presença de tumores cerebrais, além de infecções como meningites e após hemorragias cerebrais em bebês.

“O acúmulo de líquido aumenta a pressão intracraniana, trazendo prejuízos no desenvolvimento ou, em casos mais graves, causando coma. O tratamento é cirúrgico, e utilizamos um aparelho que faz a drenagem do líquido dos ventrículos dilatados até o abdome, onde é absorvido. Também pode ser aplicada a técnica de neuroendoscopia, que se baseia na abertura do assoalho do terceiro ventrículo, restabelecendo a drenagem normal do liquor dentro do cérebro”, esclarece Maeda.

– Neurocirurgia endovascular

É uma subespecialidade da neurocirurgia que realiza o tratamento das doenças circulatórias utilizando cateteres e guias, que são manipulados a distância com auxílio de computadores, com o objetivo de minimizar o trauma cirúrgico, evitando grandes incisões e cicatrizes.

O procedimento, que é executado por dentro dos vasos, pode ser realizado no centro cirúrgico ou na sala de hemodinâmica e, geralmente, é feito por pequenas incisões, na virilha ou no membro superior, sob anestesia geral. As doenças que podem ser tratadas pela neurocirurgia endovascular são obstrutivas ou deformidades dos vasos sanguíneos, além de tumores de grande vascularização e doenças venosas.

Serviço de Neurocirurgia do Hospital Pequeno Príncipe
A equipe de neurocirurgia pediátrica do Pequeno Príncipe é formada por sete cirurgiões, que contam com apoio de cirurgiões plásticos, anestesistas, residentes, enfermeiros, técnicos de enfermagem e farmacêuticos.

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