Mitos e verdades: vacinação contra COVID-19 para crianças

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Mitos e verdades: vacinação contra COVID-19 para crianças

O Hospital Pequeno Príncipe esclarece as principais dúvidas sobre o assunto e reforça que a imunização é segura e fundamental para proteger a saúde de todos
25/01/2022
mitos e verdades vacinação COVID-19
Hospital preparou mitos e verdades sobre a vacinação contra a COVID-19.

O Pequeno Príncipe é a favor da imunização para crianças, que é completamente segura e altamente eficaz, por inúmeros motivos. Desde o início da pandemia, o Brasil registrou mais de 300 óbitos na faixa etária de 5 a 11 anos, tornando a COVID-19 a doença infectocontagiosa que mais leva ao óbito crianças e adolescentes no país entre as doenças preveníveis. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, o Hospital preparou mitos e verdades sobre a vacinação contra a COVID-19.

“Além de proteger a criança contra a COVID-19 – a partir dos 5 anos, os meninos e meninas apresentam uma melhor resposta imunogênica [produção de anticorpos] –, a vacinação também tem um efeito na saúde mental, à medida que, estando protegidas, as crianças poderão retomar as suas atividades normais, a sua convivência social, com mais segurança”, destaca a coordenadora do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Giamberardino

Ela também lembra que a vacinação é um direito das crianças e dos adolescentes, assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Vacinar é um ato de amor ao seu filho, ao filho dos outros e de toda a sociedade, porque não recebemos vacinas apenas para a proteção individual, mas também para a proteção coletiva. Devemos sempre temer a doença e não a vacina”, enfatiza a médica.

Veja os mitos e verdades sobre a vacinação contra a COVID-19.

1- A vacina contra a COVID-19 para crianças é segura?

VERDADE. Diversos estudos comprovam a segurança e a eficácia das vacinas em crianças. O imunizante da Pfizer, que começa a ser aplicado nas crianças brasileiras, foi aprovado pelas agências reguladoras dos Estados Unidos e da Europa, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é um órgão extremamente sério e competente no Brasil. A vacina foi testada em milhares de crianças, comprovando sua segurança e eficácia. Nos países em que a vacinação de crianças já está acontecendo, como os Estados Unidos, não há relatos de casos adversos de preocupação. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) também recomendam a imunização. Na semana passada, a vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, também recebeu aprovação da Anvisa para ser utilizada em crianças na faixa etária entre 6 e 17 anos de idade. Esse imunizante possui também um excelente perfil de segurança, além de ser produzido com tecnologia já muito bem estabelecida, sendo uma excelente opção para contribuir no quantitativo de doses necessárias para serem disponibilizadas às crianças.

2- É melhor meu filho ser imunizado contra a COVID-19 pegando a doença do que tomando a vacina?

MITO. Ao contrair a doença natural, a produção de anticorpos ocorre, mas por tempo limitado e indefinido, além de expor a criança a uma série de complicações, como a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que afeta vários órgãos e sistemas do corpo, podendo levar a óbito. No Brasil, mais de 300 crianças de 5 a 11 anos já morreram por contrair a doença. A vacinação, segundo os especialistas, ajuda a evitar que as crianças adoeçam gravemente, mesmo que contraiam a doença. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou nota na qual diz que nenhuma outra doença imunoprevenível matou tantas crianças e adolescentes em 2021 quanto a COVID-19.

3- A vacina contra a COVID-19 altera o DNA das crianças?

MITO. Existem muitas fake news circulando a respeito da vacinação, e uma dessas falsas notícias é que a vacina altera o DNA da criança. Essa informação não tem base científica. A vacina da Pfizer possui uma plataforma de RNA que é uma substância que circula no citoplasma da célula. Nosso código genético, ou seja, nosso DNA, localiza-se nos núcleos das células, portanto tal informação não possui nenhuma plausibilidade biológica, e nenhuma vacina tem esse poder.

4- A vacina contra a COVID-19 para crianças dá reação?

DEPENDE. Assim como nos adultos e também como nas demais vacinas do Programa Nacional de Imunização (PNI), algumas crianças podem ter reações, e outras não. Geralmente, as reações mais comuns nas crianças ao receberem uma vacina são febre baixa e dor no local da aplicação, mas apresentam curta duração.

5- A vacina contra a COVID-19 dá problema no coração das crianças?

MITO. As crianças que são infectadas pelo coronavírus possuem de 10 a 17 vezes mais chances de desenvolver uma miocardite do que as que tomam a vacina. O risco de ocorrência de miocardite em crianças na faixa etária entre 5 e 12 anos é, em média, de um caso para um milhão de doses. Mesmo que venham a desenvolver essa complicação em função do imunizante, ela se apresenta de forma muito mais branda e com uma evolução melhor do que a causada pelo vírus, sem sequelas e autolimitada.

6- Com a vacina, meu filho pode deixar de usar máscara e álcool em gel e de manter distanciamento social?

MITO. Mesmo vacinados, adultos e crianças precisam continuar usando máscara, fazendo a higienização correta e frequente das mãos, utilizando álcool em gel e mantendo distanciamento, especialmente neste momento da pandemia, em que a variante ômicron está predominando no cenário pandêmico. A variante ômicron tem uma transmissibilidade muito elevada, o que aumenta as chances de contaminação se os cuidados não forem mantidos e associados à vacinação.

7- A criança não deve receber outra vacina no mesmo dia em que for imunizada contra COVID-19?

VERDADE. Neste primeiro momento, a recomendação do Ministério da Saúde é manter o intervalo de 15 dias entre as vacinas do Programa Nacional de Imunizações (PNI), apenas como uma medida de cautela e de melhor avaliação de eventuais eventos adversos.  Em criança que apresentou COVID-19, o intervalo recomendado é de 30 dias para vacinação após o fim da quarentena.

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