Janeiro Branco: a importância de cuidar da saúde mental desde a infância - Hospital Pequeno Principe

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Janeiro Branco: a importância de cuidar da saúde mental desde a infância

Sempre prezando pela saúde integral, o Hospital Pequeno Príncipe apoia a campanha, que, em 2022, tem como tema “o mundo pede saúde mental”
14/01/2022
A oportunidade de falar ou expressar ludicamente os sentimentos e emoções ajuda a criança a entender, assimilar e elaborar psiquicamente o que está vivendo.

 

Cuidar da saúde mental é um tema cada vez mais recorrente entre adultos, entretanto dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que muitos casos de transtornos mentais se iniciam até os 14 anos. Reconhecer e tratar esses quadros ainda na infância tende a melhorar as condições de reação e recuperação. Sempre preocupado em cuidar da saúde integral e, consequentemente, dos adultos que as crianças e adolescentes irão tornar-se, o Hospital Pequeno Príncipe apoia o Janeiro Branco, campanha que coloca os temas de saúde mental em máxima evidência.

A saúde mental pode ser entendida, segundo a OMS, como um estado de bem-estar emocional e psicológico mediante o qual o indivíduo é capaz de fazer uso de suas habilidades emocionais e cognitivas, desenvolver suas funções sociais e responder às solicitações da vida cotidiana. “Com a pandemia da COVID-19, necessidade de isolamento social, fechamento das escolas e outras instituições de convívio social, e retorno às atividades com restrições e risco constante, tem sido imprescindível falar sobre as consequências de tantas mudanças para nossas crianças e adolescentes”, aponta a psicóloga Angelita Wisnieski da Silva, do Hospital Pequeno Príncipe.

A psicóloga Angelita Wisnieski da Silva, do Hospital Pequeno Príncipe, explica como trabalhar a saúde mental desde a infância. (foto feita antes da pandemia)

A especialista lembra que as crianças são reflexo das relações e do ambiente em que vivem. Portanto, o primeiro cuidado a se adotar em favor da saúde mental dos meninos e meninas é a promoção de um ambiente familiar e social seguro. “Podemos começar falando com a criança sobre as vivências e dificuldades da família, com honestidade e em uma linguagem compatível com a capacidade de compreensão. Ao observar comportamentos e atitudes diferentes nos pequenos, os adultos devem falar a respeito e se dispor a ouvir o que a criança está sentindo. Com paciência e atenção, os adultos podem ajudar a nomear sentimentos e emoções”, esclarece a psicóloga.

Veja como ajudar as crianças a cuidarem da saúde mental
A infância é um treino para a vida adulta, então tudo o que é praticado nessa fase e se torna um hábito vai ser familiar e tende a ser adotado no futuro!

– Permitir e validar a expressão de sentimentos e emoções, mesmo que negativos, com acolhimento e tranquilidade.
– Promover tempo para reflexão sobre sentimentos e emoções.
– Evitar a rotulação da criança com supostos diagnósticos.
– Ser honesto, a fim de promover vínculos de confiança com a criança.
– Valorizar as qualidades, aprendizados, superações, ajudando-a a construir sua autoestima.
– Valorizar sentimentos positivos da criança consigo, com os outros e com a vida.
– Mostrar que é importante reconhecer, aceitar e respeitar suas próprias qualidades e limites, assim como os dos outros.
– Ajudar no exercício da gratidão, lembrando a criança de agradecer.

A busca por profissional especializado em saúde mental pode ser necessária quando o problema está além do que a família pode manejar.

– Promover tempo para lazer em família e respeitar o momento no qual a criança indica que quer estar sozinha em suas atividades.
– Promover e incentivar práticas que propiciem relaxamento e reflexão, como expressões artísticas, meditação, ioga ou o brincar imaginativo.
– Promover a ideia de pertencimento, de fazer parte de uma família, uma comunidade. Isso pode amenizar a sensação de desamparo vivenciada em diferentes fases da vida.
– Evitar sobrecarga de atividades, responsabilidades e cobranças sobre a criança.
– Limitar o tempo de uso de telas, pois as crianças ainda estão construindo sua capacidade de autorregulação e precisam de ajuda externa.
– Ensinar a preservar a intimidade e evitar a exposição excessiva nas redes sociais.
– Observar quem são as pessoas com quem a criança tem vínculos significativos, promover esses encontros e respeitar espaços de conversa.
– Admitir quando precisar de ajuda e procurar auxílio profissional de psicólogo ou psiquiatra infantil quando perceber que algo está além do que a família consegue manejar.

A saúde mental também faz parte do cuidado do Pequeno Príncipe

O Serviço de Psicologia do Hospital presta apoio psicológico a pacientes e seus familiares nas questões referentes ao adoecimento, tratamento e hospitalização. (foto feita antes da pandemia)

No Pequeno Príncipe, as crianças internadas são tratadas a partir de um olhar integral para a saúde, ou seja, todas as equipes são compostas por profissionais formados e capacitados em diferentes áreas de conhecimento, para que as diversas necessidades da criança sejam percebidas e atendidas. “Cada um que cuida ou passa pela criança e lhe oferece algum cuidado ou oportunidade nova promove saúde mental. Essas chamadas oportunidades podem ser desde experiências positivas, como a cura ou controle da doença, uma conversa franca e acolhedora frente a um procedimento dolorido, até uma atividade cultural, um aprendizado novo”, explica a psicóloga.

O Serviço de Psicologia do Hospital presta apoio psicológico a pacientes e seus familiares nas questões referentes ao adoecimento, tratamento e hospitalização, com o acompanhamento centrado nas individualidades de cada criança ou adolescente. “Damos às crianças e aos adolescentes o espaço de escuta, ajudando a nomear o que estão sentindo. A oportunidade de falar ou expressar ludicamente os sentimentos e emoções ajuda a criança a entender, assimilar e elaborar psiquicamente o que está vivendo. Essa elaboração reduz a chance de que a experiência de adoecimento e hospitalização seja marcada de forma traumática”, finaliza Angelita.

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