Instituto de Pesquisa realiza seminário de neurociências - Hospital Pequeno Príncipe

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Instituto de Pesquisa realiza seminário de neurociências

Evento reúne pós-graduandos da Faculdades Pequeno Príncipe e alunos de iniciação científica do Instituto
19/12/2013

Imagem 004O Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe realiza durante esta quinta-feira, dia 19, o “IV Seminário Pesquisas em Neurociência Aplicada à Saúde Mental”. O evento reúne pós-graduandos da Faculdades Pequeno Príncipe e alunos de iniciação científica do Instituto no Auditório César Pernetta, do Hospital.

A coordenação do seminário é da pesquisadora Dr.a Mara Lúcia Cordeiro, diretora de Relações Institucionais do Instituto Pelé Pequeno Príncipe. A programação contemplou apresentações e palestras de 12 profissionais, passando por temas como: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Pedagogia na Pesquisa Científica, Métodos Diagnósticos em Saúde Mental, Pesquisa Científica em Psicologia e Neuropsicologia.

“Caminhos das Pesquisas em Neurociências”
O evento começou com a palestra “Caminhos das Pesquisas em Neurociências”, ministrada pela Dr.a Mara Cordeiro. Segundo a pesquisadora, a realização de pesquisas aumenta as credenciais profissionais, leva a um maior aprofundamento da área escolhida para atuar, e melhora o pensamento crítico e analítico.

Para fazer um bom projeto de pesquisa é necessário optar por um tópico interessante, de preferência pelo qual o pesquisador seja apaixonado. Da mesma forma, o trabalho precisar gerar um aprendizado e produzir resultados satisfatórios.

Os primeiros passos de um projeto são a definição do orientador e da questão a ser respondida com a pesquisa. Igualmente importante é saber se há bibliografia sobre o tema, e ter a certeza da viabilidade do projeto. “Bons projetos são interessantes, educacionais e produtivos. Por isso é fundamental focar no desenvolvimento da pesquisa e na identificação de lacunas no conhecimento”, afirmou.

Neurociências
De acordo com a neurocientista, há alguns desafios na área. Entre os quais: desenvolver ferramentas e conceitos para descobrir propriedades e circuitos inerentes à função cerebral; construir um programa de pesquisa que integre diferentes níveis de análise; e estabelecer mecanismos da doença nos níveis moleculares e celulares.

“Neurociência é algo empolgante, interdisciplinar, com potencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com doenças mentais e neurológicas”, defende.

Ainda sobre o tema, a pesquisadora citou algumas das descobertas no século 20, como o Experimento de Loewi (1920) e a descoberta de antipsicóticos por Henri Laborit (1950) e Jean Delay e Pierre Deniker (1952).

Para finalizar, resumiu sua pesquisa de doutorado sobre a utilização do Lítio como medicação para estabilizar o humor de pessoas com transtorno bipolar, e citou a descoberta dos efeitos estabilizadores do humor com o uso daquele elemento por volta de 1950.

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