Instituto de Pesquisa: 11 anos de atividades em prol de mais saúde e vida - Hospital Pequeno Príncipe

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Instituto de Pesquisa: 11 anos de atividades em prol de mais saúde e vida

Unidade de estudos científicos do Complexo Pequeno Príncipe desenvolve há mais de uma década projetos em busca de novos métodos de diagnóstico precoce e tratamentos mais assertivos
26/04/2017

O Complexo Pequeno Príncipe tem um forte compromisso com a saúde das crianças e dos adolescentes. Nessa jornada em prol da vida foi fundado o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, que nesta quarta-feira, dia 26, completa 11 anos em atividade – 12 de fundação. A unidade investiga doenças complexas da infância e busca, por meio de estudos científicos, novos métodos de diagnóstico precoce e formas de tratamento mais assertivas. Os resultados têm gerado impactos positivos na redução da mortalidade infantojuvenil.

O Instituto conta com equipamentos com tecnologia de ponta e uma equipe altamente capacitada para a realização de seus diversos projetos. São 15 pesquisadores envolvidos em 91 estudos, divididos em sete linhas de pesquisa. Só em 2016 foram registradas 43 publicações em importantes veículos científicos. E mais: a parceria com 31 instituições nacionais e internacionais contribuiu para o desenvolvimento de seus trabalhos.

Em mais de uma década de atividades, o Instituto de Pesquisa tem realizado importantes projetos. Como o 150 Mil Chances de Vida, que visa detectar em bebês uma mutação relacionada ao desenvolvimento de um câncer predominantemente pediátrico, o tumor de córtex adrenal, e diagnosticar casos de imunodeficiências primárias. Até o início do segundo semestre de 2017, serão feitos 150 mil testes genéticos com esse objetivo em cinco Estados brasileiros – Paraná, Acre, Rondônia, São Paulo e Rio de Janeiro – e 300 mil pessoas serão beneficiadas.

Os investimentos em estrutura para viabilização das pesquisas têm sido significativos, como a implantação do primeiro Biobanco do Paraná responsável pela coleta, armazenamento e gerenciamento de amostras de diversos materiais humanos. A análise de tecidos, sangue, RNA e DNA, entre outros, fornece informações imprescindíveis para o desenvolvimento de pesquisas em Oncologia, por exemplo. Há, ainda, a implantação o Laboratório Genômico, previsto para o segundo semestre de 2017, que permitirá a melhoria da intervenção médica e a aplicação de testes mais precisos, além do diagnóstico precoce e diferenciado.

“Em nossa história, temos tido muitas conquistas no campo dos estudos científicos e proporcionado mais esperança, saúde e qualidade de vida a milhares de meninos e meninas de todo o país. Isso, mesmo em um cenário marcado pela falta de incentivos à pesquisa”, ressalta a diretora-geral do Instituto, Ety Cristina Forte Carneiro. “Mas com o apoio de empresas e cidadãos, seguimos nessa jornada, que tem gerado impactos positivos na vida de crianças e adolescentes. Temos sim muitos motivos para comemorar”, completa.

Círculo virtuoso: assistência + ensino + pesquisa

O Complexo Pequeno Príncipe atua nas áreas de assistência, ensino e pesquisa, que funcionam de forma integrada e complementar. Um dos exemplos dos impactos positivos desse círculo virtuoso foi a mudança na vida do pequeno paciente Guilherme Leal Durigan Galeto, de 12 anos, primeiro brasileiro diagnosticado com uma doença rara descrita pela primeira vez em 2014.

Esse diagnóstico somente foi possível com os estudos de análise genômica e bioinformática do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, alinhados ao atendimento realizado pela equipe do Hospital Pequeno Príncipe. O tratamento do garoto foi modificado – com infusão de imunoglobulina a cada 21 dias e não 30, como era feita anteriormente – e os resultados foram muito positivos, com melhora na imunidade e na qualidade de vida.

“Se não fosse o empenho da médica e do pessoal do Instituto, não saberíamos o que seria. Ainda mais porque o caso do Guilherme é muito raro. Saber que temos tão perto essa tecnologia, do aparelho e das descobertas da pesquisa para novos tratamentos, é ótimo, pois podemos utilizá-la em prol do nosso filho”, afirma a mãe do garoto, Tatiane Leal Durigan Galeto.

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