Imunidade em crianças: como garantir

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Como garantir uma boa imunidade às crianças

Vacinação é o primeiro passo para a proteção contra vírus e bactérias, aliada à alimentação e hábitos saudáveis
25/02/2022
imunidade
Para evitar as infecções, o ideal é treinar essas células de defesa, e isso acontece primeiro pela vacinação.

Manter e fortalecer a imunidade de crianças e adolescentes tornou-se uma das principais preocupações das famílias após o isolamento social. A volta às aulas e às atividades sociais pode ser sinônimo de resfriados, gripes e viroses. Para proteger as crianças desses vírus e bactérias uma medida é fundamental: estar com o calendário vacinal em dia.

O médico infectologista Victor Horácio de Souza Costa Junior, do Hospital Pequeno Príncipe, explica que o nosso sistema imunológico funciona como um sistema de defesa, emitindo sinais de alerta ao sermos agredidos por vírus e bactérias, complexos autoimunes e células neoplásicas. Para evitar as infecções, o ideal é treinar essas células de defesa, e isso acontece primeiro pela vacinação. Estar com a vacinação em dia pode ajudar, inclusive, a diferenciar a COVID-19 de outras infecções.

Com a vacinação em ordem, outros pontos importantes complementam a orientação dos especialistas e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para que o sistema imunológico das crianças esteja em pleno funcionamento. São eles:

  • Consumir água. A hidratação adequada contribui para o bom funcionamento do corpo.
  • Praticar atividade física, mesmo que tenha pouco espaço em casa.
  • Garantir horas adequadas de sono: um corpo cansado fica mais suscetível a doenças.
  • Manter uma rotina alimentar regular, com horários preestabelecidos.
  • Evitar alimentos que contenham excesso de sódio, açúcar e gordura.

Imunidade e alimentação

Sabemos da importância da alimentação saudável, mas nem sempre associamos a boa escolha de alimentos à imunidade em crianças. A regra básica para fortalecer a saúde em geral é: menos alimentos ultraprocessados e mais alimentos naturais. Isso significa maior quantidade e variedade de vitaminas e minerais, elementos fundamentais para o bom funcionamento do sistema imunológico, destaca a nutricionista Maria Emília Suplicy de Albuquerque, do Hospital Pequeno Príncipe.

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À medida que a criança cresce, a dica é seguir a pirâmide de alimentos.

Desde bebê, como alimentação complementar ao leite materno, que já é repleto de fatores imunes, a dieta de frutas, verduras, legumes frescos e carnes magras é carregada de nutrientes. À medida que a criança cresce, a dica é seguir a pirâmide de alimentos, que indica a quantidade adequada a ser ingerida para cada grupo alimentar.

A base da pirâmide é formada por carboidratos, preferencialmente os integrais. Na sequência estão as frutas, verduras e legumes, que se preparados sem excesso de gordura podem ser consumidos livremente. Logo acima está o grupo dos lácteos e carnes, sempre com preferência a versões com menos gordura. No topo da pirâmide estão as gorduras e açúcares (muitos deles em alimentos ultraprocessados). Maria Emília ressalta que “hoje, na alimentação das crianças e jovens, percebe-se uma inversão nos andares dessa pirâmide, aumentando as chances de doenças como diabetes, hipertensão e obesidade”.

A SBP alerta que a deficiência de ingestão, absorção ou aproveitamento de nutrientes adequados contribui para a deficiência do sistema imunológico, com aumento de risco para doenças ou agravamento das patologias já existentes. Entre os alimentos essenciais para a manutenção e fortalecimento da imunidade estão:

  • leite materno: é importantíssimo continuar a amamentação. Na impossibilidade do leite materno, utilizar uma fórmula infantil própria para a idade;
  • leite e derivados para crianças maiores e adolescentes: proteína, vitamina A, cálcio, fósforo, vitamina B2;
  • carnes (bovina, suína, aves etc.): proteína, ferro, zinco, selênio, vitamina B12, complexo B, vitamina A;
  • peixes frescos (atum, sardinha): proteína, ômega 3, vitamina D, cálcio;
  • ovos: proteína, vitamina E, vitamina D;
  • oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas): selênio, magnésio, vitamina E;
  • hortaliças (verduras e legumes): complexo B, vitamina C, vitamina E, vitamina A, magnésio, folato;
  • frutas: vitaminas A e C, minerais, fibras;
  • leguminosas (feijão, soja, lentilha, grão de bico): proteína vegetal, ferro;
  • óleos de soja e canola e azeite: energia, ômega 3, vitamina E.

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