Pequeno Príncipe: uma história construída por mãos voluntárias - Hospital Pequeno Príncipe

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Pequeno Príncipe: uma história construída por mãos voluntárias

O trabalho de muito amor foi essencial para o desenvolvimento e consolidação do maior hospital exclusivamente pediátrico do Brasil
29/09/2016

Pessoas engajadas, dedicadas e que abrem mão dos próprios interesses em prol das necessidades do próximo. Assim são os milhares de voluntários que fizeram e fazem parte do Hospital Pequeno Príncipe desde a sua criação. O trabalho, marcado por muito amor, foi fundamental para o desenvolvimento e consolidação da quase centenária instituição.

cap-3Tudo começou em 1919, quando um grupo de mulheres da sociedade curitibana se reuniu para viabilizar o atendimento em saúde à população pobre da cidade, primordialmente as crianças. Diante das dificuldades financeiras enfrentadas, em 1966, a artista plástica e ceramista Ety Gonçalves Forte  foi convidada para se tornar presidente voluntária da mantenedora do Pequeno Príncipe – Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro. Cargo esse que exerce há 50 anos.

dsc06109Na época, Ety chegou a bater de porta em porta pedindo comida aos pacientes que estavam internados e lavou, até mesmo, o chão da instituição. Com ousadia, humanização, humildade e amor às crianças, a voluntária consolidou o Hospital como uma referência em pediatria no Brasil. Desde então, seu trabalho continua dando frutos e faz a diferença na rotina dos meninos e meninas em tratamento no Pequeno Príncipe.

Confira alguns momentos emocionantes que marcaram o Setor de Voluntariado da instituição:
Sempre presente na história do Hospital, a ação voluntária na instituição tem 96 anos, mas o Setor de Voluntariado foi sistematizado há 29 anos. “Durante todo esse tempo, só tenho a certeza de que nem um dia é igual ao outro. No Pequeno Príncipe, temos sempre novas histórias”, conta a coordenadora do setor, Rita Lous.

Certo dia, um mágico visitou a instituição e recebeu um pedido especial de uma paciente em tratamento de câncer.

– Tio, faz uma mágica para eu ganhar cabelo?
O voluntário ficou sem resposta. Mas continuou com a sua rotina de ir ao Hospital e fazer as pessoas sorrirem. Dois anos depois, reencontrou a menina. Dessa vez, a aparência dela estava diferente.

– Tio, eu quero te agradecer. Sua mágica deu certo, veja só, agora eu tenho cabelos.dsc_0272
Outra história marcante é a de Isabelli Pereira, paciente do Pequeno Príncipe desde 2011. Quando recebeu alta da quimioterapia, a menina foi ao Setor de Voluntariado e deixou um recado.

– Agora que estou ficando boa, vim ajudar também.
Ela estava vestindo um jaleco amarelo, uniforme que identifica os voluntários da instituição.

escovodromo-25Além dessas, diversas outras atitudes em prol da vida marcaram a história do Hospital, como a presença inédita de dentistas que se dispuseram a atender crianças da oncologia e da cardiologia que sofrem com a baixa imunidade. A ação se estruturou e se tornou o que é hoje o Serviço de Odontologia do Pequeno Príncipe.
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No ano passado, outro momento ganhou destaque. A campanha + Vida: Juntos Somos + reuniu cerca de 500 voluntários nas ruas para arrecadar recursos e divulgar a causa da saúde infantojuvenil. Por conta do sucesso, a ação será repetida este ano, nos dias 6,7 e 8 de outubro.

2016-06-11-photo-00003571-650x488Nesse inverno, mais uma vez o Hospital foi alvo do carinho da população, que doou aproximadamente cinco toneladas de roupas e cobertores para acompanhantes de pacientes da instituição que foram surpreendidos com o frio.

Por essas e outras razões, a história do Pequeno Príncipe é escrita diariamente por mãos voluntárias. A frase que um dia inspirou a presidente da mantenedora do Hospital, Ety Forte, continua ecoando pelos corredores da instituição. “O verdadeiro revolucionário é movido por grande sentimento de amor.” – Che Guevara.

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