É papel de toda a sociedade transmitir segurança e confiança para os adolescentes - Hospital Pequeno Príncipe

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É papel de toda a sociedade transmitir segurança e confiança para os adolescentes

Nessa fase, os meninos e meninas passam por um processo de amadurecimento cerebral. Para isso, precisam estar amparados e ter a certeza de que podem ser ajudados diante de traumas e dificuldades
19/04/2017

Ainda durante a infância, as crianças são expostas a níveis de estresse muito elevados. Além disso, no mundo globalizado, recebem inúmeros estímulos ao mesmo tempo. O problema é que nem sempre os meninos e meninas estão preparados para lidar com essas situações. Isso porque, a capacidade de enfrentamento só aumenta com as experiências vividas e com a maturidade emocional adquirida com o tempo. Por isso, nessa fase, o papel dos pais ou cuidadores, escolas e de toda a sociedade é fundamental. As sensações de confiança e segurança são essenciais para que as crianças encarem futuros traumas e tenham a certeza de que podem ser ajudadas.

A resiliência conquistada na infância auxilia na formação de adolescentes com mais facilidade para se adaptar às mudanças características da idade. “A criança que recebeu orientações adequadas se transforma em um jovem que conhece suas competências e limitações, que sabe se proteger e diferenciar o que lhe serve do que não lhe serve”, explica a coordenadora do Setor de Psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, Ângela Bley.

Os adolescentes necessitam de regras, normas, limites, valores e princípios que norteiem suas condutas. “Dos 16 aos 21 anos, a região pré-frontal do cérebro está em processo de amadurecimento. Porém, isso não ocorre de forma homogênea. Logo, as possibilidades de conter impulsos, de refletir antes de agir e de fazer escolhas ainda estão sendo desenvolvidas”, destaca a neurologista pediátrica da instituição, Mara Lúcia Santos. Por isso, a presença e orientação dos pais ou cuidadores é tão importante.

Assumir uma condição de liberdade supervisionada e estabelecer limites saudáveis, nesse contexto, é imprescindível. “Os adolescentes precisam de proteção, pois ainda não se desenvolveram o suficiente para conseguirem tomar conta de si. Eles irão descobrir como lidar com as coisas pela experiência, mas precisam ser acompanhados de perto por seus pais”, afirma a psiquiatra do Hospital Maria Carolina Serafim.

Fique atento!
Diferenciar reações de adolescentes que podem ser consideradas normais de sinais de alerta para algo mais sério pode ser muito difícil. Porém. algumas atitudes indicam fatores de risco. Confira:
– Mudanças marcantes na personalidade ou nos hábitos
– Comportamento ansioso, agitado ou deprimido
– Piora no desempenho escolar
– Afastamento da família e dos amigos
– Perda de interesse em atividades que gostava
– Descuido com a aparência
– Perda ou ganho inusitado de peso
– Mudança no padrão comum de sono
– Comentários autodepreciativos persistentes
– Comentários negativos em relação ao futuro (desesperança)
– Disforia marcante (combinação de tristeza, irritabilidade e acessos de raiva)
– Comentários sobre morte, sobre pessoas que morreram e interesse por essa temática
– Doação de pertences que valorizava
– Expressão clara ou velada de querer morrer
Fonte:  livro “Crise Suicida”, do psiquiatra Neury José Botega

ATENÇÃO! Diante da observação desses sinais de alerta é fundamental procurar um profissional especializado com urgência. Além disso, também é possível entrar em contato pelo 141 com o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional e prevenção do suicídio – sob total sigilo, 24 horas por dia – por telefone, e-mail, chat e Skype.

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