É necessário transmitir segurança para as crianças e os adolescentes no retorno às aulas - Hospital Pequeno Príncipe

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É necessário transmitir segurança para as crianças e os adolescentes no retorno às aulas

Manter um diálogo transparente com a garotada e com a escola é essencial para que o período seja encarado com tranquilidade
03/02/2017
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Crianças do Centro de Educação Infantil do Hospital Pequeno Príncipe, dedicado aos filhos de colaboradores da instituição.

O retorno às aulas, adaptar-se a novos professores e colegas, além de ser inserido em uma rotina diferente, pode gerar aflições e ansiedade nas crianças e nos adolescentes. Para que o período seja encarado com mais tranquilidade, é necessário que os pais e cuidadores mantenham um diálogo transparente com os jovens e também com a instituição de ensino.

A família tem o papel de transmitir segurança. “Diante das mudanças, é muito importante que os pais e cuidadores preparem a criança ou o adolescente para esse momento. Eles devem acolhê-los, mas não incentivar o drama”, aponta a coordenadora do Setor de Psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, Ângela Bley.

Uma dica, de acordo com a psicóloga, é proporcionar momentos de socialização. “Se a escola for nova, é legal que os meninos e meninas conheçam o ambiente antes, por exemplo. Se for a mesma, marcar ou incentivar encontros com os amigos durante o período de férias e até aos fins de semana também é uma boa estratégia”, explica.

Mesmo assim, nos primeiros dias a recusa é considerada normal. “É importante que os pais e cuidadores se coloquem no lugar da criança. É comum que ela não queira ir à escola. Apesar disso, é preciso deixar claro que tudo vai ficar bem, que você vai voltar para buscá-la”, destaca a profissional.

A orientação é para que os pais e cuidadores também estejam sempre atentos à filosofia da instituição de ensino e ao comportamento dos garotos e garotas. “Uma regressão no começo pode até ser natural, mas é necessário observar como serão as atitudes dessa criança ou desse adolescente, e, é claro, incentivar o diálogo em casa”, afirma Ângela Bley.

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