Diagnóstico precoce é essencial para a cura do câncer em crianças e adolescentes - Complexo Pequeno Príncipe

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Diagnóstico precoce é essencial para a cura do câncer em crianças e adolescentes

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, oncologista do Pequeno Príncipe reforça a importância de se notar os sinais iniciais da doença

Imagem 005O diagnóstico precoce é muito importante para o tratamento e o caminho que leva à cura de diversas enfermidades. E quando se fala sobre casos de câncer que acometem pacientes que fazem parte do público infantojuvenil, ele é essencial. No Dia Mundial de Combate ao Câncer – lembrado nesta terça-feira, dia 8 –, esse é o alerta feito pela médica responsável pelo Serviço de Oncologia e Hematologia do Hospital Pequeno Príncipe, Flora Mitie Watanabe.

“O câncer se manifesta de forma diferente nos adultos e em crianças e adolescentes. Os meninos e meninas respondem de forma melhor ao tratamento com quimioterapia. Por isso é importante que o diagnóstico seja feito de forma precoce e a doença não seja descoberta tardiamente. Em alguns casos com o câncer já na fase de metástase”, destaca a médica.

O câncer é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são registrados no país cerca de 12 mil novos casos por ano. No Paraná, são 630. Para que a detecção em estágio inicial seja possível, deve-se ficar atento a sintomas como anemia; manchas roxas; nódulos; aumento de volume nas pernas, coxas e barriga, e dor de cabeça que não cessa. “Pediatras precisam prestar atenção a isso. E os pais devem levar seus filhos ao médico ao perceberem esses sinais”, salienta Flora.

Serviço pioneiro
O Serviço de Oncologia e Hematologia do Hospital Pequeno Príncipe completou 45 anos em 2013. Atualmente, é o maior serviço do Paraná – de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde – e um dos mais importantes do Brasil. Nele são atendidos pacientes de zero a 18 anos com câncer e outras enfermidades do sangue.

Cerca de 80% dos atendimentos são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em média, são 130 novos casos por ano. A maior concentração (80%) está na faixa etária entre zero e nove anos. Aproximadamente 35% dos pacientes em tratamento são de Curitiba e grande parte deles (65%) vem de outros municípios brasileiros.

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