Dia Nacional da Família: Pequeno Príncipe é pioneiro no acolhimento integral no período de hospitalização - Hospital Pequeno Príncipe

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Dia Nacional da Família: Pequeno Príncipe é pioneiro no acolhimento integral no período de hospitalização

Criado nos anos de 1980, o programa Família Participante garante a presença de um acompanhante com a criança e o adolescente durante toda a fase de internação
08/12/2019
A presença do acompanhante faz a diferença no tratamento.

Neste 8 de dezembro, Dia Nacional da Família, o Hospital Pequeno Príncipe reforça a importância dos laços afetivos e da participação de pais e responsáveis em todo o processo de tratamento e acompanhamento das crianças e adolescentes. Precursora de políticas públicas que valorizam esses vínculos, a instituição tornou-se referência no acolhimento integral no período de hospitalização.

Há mais de três décadas, o Pequeno Príncipe conta com o programa Família Participante. A iniciativa garante aos pacientes internados o direito de permanecer com um acompanhante ao seu lado durante toda a fase de internação. O Hospital oferece ainda a estrutura necessária para a permanência no ambiente hospitalar.

Além das quatro refeições diárias, há uma área exclusiva que foi revitalizada em 2017. Nesse espaço, o acompanhante pode fazer sua higiene pessoal, guardar seus pertences, descansar e receber orientações para uma participação positiva no processo de tratamento do garoto ou garota que acompanha.

O acolhimento integral é um dos diferenciais do Pequeno Príncipe.

A iniciativa, que em 2018 acolheu 15.556 familiares, nasceu no Hospital ainda nos anos de 1980. Só dez anos depois é que virou lei no Brasil, por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente. “Esse é o grande diferencial do Pequeno Príncipe: acolher mesmo a família, de forma digna e respeitosa. Há uma equipe preparada para esse atendimento”, observa a coordenadora do programa Família Participante e do Serviço de Psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, Angela de Leão Bley.

A diretora executiva do Hospital Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro, lembra que a iniciativa trouxe reflexos imediatos na assistência. “O Família Participante é um grande sonho realizado, que trouxe inúmeros benefícios. O tempo de internamento de nossas crianças reduziu consideravelmente com a presença do familiar. Os acompanhantes sentem-se agora mais acolhidos e valorizados. Isso é realmente muito importante para nossos meninos e meninas”, observa.

Os familiares recebem suporte emocional, afetivo e uma série de benefícios que garantem a sua permanência no Hospital.

Em 2018, o Família Participante distribuiu 3.638 kits de higiene e disponibilizou 27.851 banhos. O programa é destinado a pacientes encaminhados pelo SUS, mas é integralmente oferecido pelo Pequeno Príncipe. “A presença do familiar é de extrema importância, pois os pacientes se sentem mais seguros, amparados, confiantes e é fundamental para que tenham uma melhor resposta ao tratamento”, completa Angela de Leão Bley.

Outro destaque do Pequeno Príncipe é a Casa de Apoio. O espaço acolhe mães, pais ou responsáveis por pacientes atendidos pelo SUS, que residem fora de Curitiba. O local oferece seis quartos, totalizando 25 leitos, sala de convivência e multiatividades, além de banheiros, cozinha e área de lazer para as crianças. Em 2018, a estrutura acolheu 538 acompanhantes e beneficiou 471 pacientes, pré e pós-hospitalização.

A história de André

A história do paciente André Ribeiro da Cruz, 11 anos, evidencia a importância do programa Família Participante do Pequeno Príncipe. Morador de Bituruna, cidade do interior do Paraná, o garoto teve a sua vida transformada na instituição.

Erneli e André: acolhimento integral no Pequeno Príncipe fez a diferença no tratamento.

Aos 9 anos, o garoto até então considerado saudável, começou a ter dores nas pernas e repentinamente apresentou dificuldades para andar e respirar. Os médicos da região suspeitaram de um problema cardíaco, mas, por falta de equipamentos para a realização de exames, não foi possível fazer o diagnóstico.

O menino então foi encaminhado para o Pequeno Príncipe para fazer um ecocardiograma e o resultado demonstrou que André não poderia voltar para sua cidade. No mesmo dia ele foi internado e começou a fazer diversos exames.

Os médicos descobriram que ele tem uma cardiopatia congênita tardia, um quadro complexo que exigiu cirurgia, implante de marcapasso, diversos outros exames e uma internação relativamente prolongada, período em que a mãe, Erneli Gomes do Prado da Cruz, contou com o programa Família Participante. “Eu não tinha trazido nada além de um pijaminha para ele, documentos e R$ 50 no bolso, porque a gente não vinha pra internar”, comentou.

O acolhimento oferecido pelo Pequeno Príncipe fez a diferença. “Você quer tomar um banho, tem toalha limpinha. Tem escova de dente, xampu, sabonete. E há espaço para descansar, na medida do possível relaxar, se restabelecer, ficar forte para tudo que vai enfrentar no dia seguinte”, completou.

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