Dia dos Pais: “Eu fui o escolhido para doar a medula para meu próprio filho” - Hospital Pequeno Príncipe

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Dia dos Pais: “Eu fui o escolhido para doar a medula para meu próprio filho”

Conheça a história inspiradora de Claudio Roberto Pereira e de seu filho, Heitor Ribeiro Pereira. Nesta data, o Hospital Pequeno Príncipe reforça a importância da presença do pai para o desenvolvimento da criança
12/08/2018

“Não me via passar pela vida sem a paternidade, eu nasci para ser pai”. A revelação de Claudio Roberto Pereira evidencia a dedicação de quem passou as últimas semanas dividindo os seus dias entre o trabalho e as visitas frequentes ao filho, que estava internado no Hospital Pequeno Príncipe, em tratamento na Unidade de Transplante de Medula Óssea. A sua participação foi fundamental para a recuperação de Heitor Ribeiro Pereira, já que ele foi o doador da medula óssea para o menino.

“Quando o Heitor tinha de quatro para cinco anos, foi diagnosticado com leucemia linfoide aguda. A alternativa para ele era o transplante de medula e achamos que o irmão gêmeo seria o doador, mas eu fui o escolhido”, narra o pai, que conta ainda que toda a família fez exames e que a filha mais velha, de nove anos, também queria ser a doadora.

Pereira afirma que a boa nova foi carregada de emoção. “Eu falava para a minha esposa que faria todo o possível para o Heitor ficar bom. E graças a Deus, foi isso o que aconteceu. Foi a minha medula que deu certo. Claro que você nunca quer que seu filho passe por isso, mas ter uma medula compatível é um sonho realizado, por poder contribuir para a cura dele”, ressalta.

O transplante de medula óssea foi realizado no Pequeno Príncipe e nos mais de 40 dias de internamento, Heitor, hoje com cinco anos de idade, foi acompanhado de perto por sua mãe nesse período e recebeu visitas frequentes do pai. Na terça-feira, dia 7 de agosto, chegou o momento que há muito tempo era aguardado pela família: o garoto recebeu alta do Hospital e pode voltar para casa – de quebra, Pereira recebeu um presente antecipado de Dia dos Pais, que é lembrado neste domingo, dia 12. “Foi o melhor presente, ter a família inteira reunida”, diz.

A figura do “novo pai”
Histórias como a de Pereira e Heitor evidenciam a figura de um “novo pai”, que, segundo a coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, Ângela Bley, tem sido observada nos últimos tempos e com a qual a sociedade está se acostumando. “Antigamente, o pai trazia a autoridade para os filhos. Hoje, ele também faz isso, mas de uma forma mais doce. Ele tem um outro tipo de cuidar e de dar carinho”, pontua. A psicóloga completa que a presença do pai no dia a dia faz com que a criança se sinta mais segura e amparada. “O filho precisa se sentir amado. Isso é fundamental para que desenvolva a sua autoestima e sua capacidade de resiliência”, destaca.

Ângela lembra também que o pai entra na vida de um filho para ampliar o universo dele. “É o pai que desde o início mostra à criança, que até então era bastante ligada com a mãe, uma outra forma de cuidar e de se relacionar com o mundo. Assim, amplia o horizonte do filho e isso é muito positivo para o seu desenvolvimento”, conclui.

“Não tenho palavras para descrever como foi doar a medula para o meu filho. Foi muito gratificante poder ajudar, ser útil. Quando chega numa fase da doença em que não se pode fazer mais nada por seu filho, você se sente impotente. Claro que você nunca quer que seu filho passe por isso, mas ter uma medula compatível é um sonho realizado, por poder contribuir para a cura dele. Nesse caso, o Heitor precisou da medula. Mas se fosse um rim, um fígado, um pedaço do estômago, doaria também. O que tiver, você dá para um filho. Ele é a extensão da sua vida. Você vai embora, mas os seus filhos continuam.”
Claudio Roberto Pereira, pai do paciente Heitor Ribeiro Pereira. Ele foi o doador de medula óssea para o próprio filho, de cinco anos de idade.

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