Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita: investimentos em centros e profissionais da saúde especializados é o grande desafio do Brasil - Hospital Pequeno Príncipe

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Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita: investimentos em centros e profissionais da saúde especializados é o grande desafio do Brasil

Neste 12 de junho, o Hospital Pequeno Príncipe, que é referência em cardiologia pediátrica, reforça também a necessidade do diagnóstico precoce para a prevenção dessas doenças
12/06/2018


Cerca de 10% dos bebês nascem com algum problema cardíaco no Brasil. Deste total, em torno de 2% apresentam doenças muito graves, que com o diagnóstico precoce podem – efetivamente – receber o atendimento mais adequado.

Neste 12 de junho, Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita, o Hospital Pequeno Príncipe ressalta a importância da mobilização de toda sociedade para essa questão. “As cardiopatias ainda são as alterações congênitas mais frequentes e exigem muita atenção”, ressalta a cardiologista pediátrica da instituição, Cristiane Binotto.

As cardiopatias congênitas são a terceira maior causa de morte de bebês antes do 30.º dia de vida, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde. As doenças correspondem a cerca de 10% das causas dos óbitos infantis e representam ainda de 20% a 40% das mortes decorrentes de má-formações. Estima-se que nasçam cerca de 30 mil crianças cardiopatas todos os anos no país.

Referência nacional em cardiologia pediátrica há mais de seis décadas, o Pequeno Príncipe recebe pacientes de todo o Brasil. “Para esse ano, o grande desafio nesta data é o investimento em centros e profissionais especializados, que possam assegurar o atendimento e tratamento necessários para crianças de todos os estados brasileiros”, comenta a médica.

A cardiologista pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe, Cristiane Binotto, lembra que é possível fazer a correção definitiva na maior parte dos casos de cardiopatias congênitas.

Diagnóstico
Além do diagnóstico precoce, garantido por um bom acompanhamento pré-natal e no período neonatal, é imprescindível o bom monitoramento de um pediatra. “O profissional precisa investigar o histórico familiar, entender melhor a situação em torno de cada caso. Além disso, a demanda de pacientes é muito maior que o número de leitos e de locais preparados para tratar desses bebês”, avalia Cristiane Binotto.

Aos 13 dias de vida, Flávia Aparecida Pondan, 32 anos, que vive em Ponta Grossa (PR), começou no Hospital Pequeno Príncipe o tratamento para uma cardiopatia congênita. “Minha mãe conta que, apesar de toda a preocupação, sentiu desde o primeiro atendimento muita confiança nos médicos e no Hospital”, relata. Aos 6 anos, ela fez a cirurgia de correção com sucesso. “Fiz o acompanhamento até os 17 e sou muito grata a Deus por ter providenciado meu  encaminhamento para este lugar, que é tão comprometido com a saúde das crianças’, completa.

Muitas cardiopatias congênitas, se identificadas precocemente, têm cura. “Na grande maioria dos casos, é possível fazer a correção definitiva”, orienta a médica.

  • Confira, no vídeo a seguir, tudo o que você precisa saber sobre as cardiopatias congênitas:

Fique atento
Observe sinais que podem indicar uma cardiopatia congênita:

Em bebês:

  • Pontas dos dedos e/ou língua roxa;
  • Transpiração e cansaço excessivos durante as mamadas;
  • Respiração acelerada, enquanto descansa;
  • Dificuldade em ganhar peso; e
  • Irritação frequente e choro sem consolo.

Em crianças:

  • Cansaço excessivo durante a prática de atividades físicas e a dificuldade de acompanhar o ritmo de outros garotos e garotas;
  • Crescimento e ganho de peso de forma não adequada;
  • Infecções pulmonares repetitivas, lábios roxos e pele mais pálida quando brinca muito;
  • Coração com ritmo acelerado; e
  • Desmaio.

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