Cultura de doação: saiba qual é o impacto para a área da saúde

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Saiba qual é o impacto das doações para a saúde infantojuvenil

Num país com dimensões continentais, Pequeno Príncipe é o único hospital pediátrico a oferecer atendimento de alta complexidade em 35 especialidades pelo SUS
20/10/2022
cultura de doação
A cultura de doação é essencial tanto para manutenção das atividades de assistência e pesquisa como também para a humanização e a equidade no atendimento.

O grande desafio das instituições de saúde brasileiras que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a sustentabilidade financeira. Com um atendimento de pelo menos 60% destinados ao SUS, o Hospital Pequeno Príncipe, maior exclusivamente pediátrico do país, tem menos de 30% do seu orçamento composto por recursos provenientes do governo. Historicamente, o déficit ficava em R$ 31 milhões na assistência e, em 2021, saltou para R$ 52 milhões, um aumento de aproximadamente 70%, devido à pandemia do coronavírus. Por isso, neste Dia Nacional da Filantropia, a instituição ressalta a importância da cultura de doação para gerar mais oportunidades de vida e saúde a milhares de crianças e adolescentes.

O Hospital Pequeno Príncipe disponibiliza 35 especialidades médicas e realiza atendimentos de casos de média e alta complexidade que exigem diagnósticos, cirurgias e tratamentos de ponta. No segundo ano de pandemia, a instituição só não fechou no vermelho em decorrência das doações.

“Esse é o único hospital exclusivamente pediátrico do Brasil com essa abrangência de especialidades e que atende pelo SUS. O Brasil precisaria de pelo menos 20 unidades como o Pequeno Príncipe espalhadas pelo país para atender com dignidade todos os nossos meninos e meninas”, defende o diretor-técnico do Hospital, Donizetti Dimer Giamberardino Filho. Por conta desse cenário, e mesmo com as restrições impostas pela pandemia do coronavírus, em 2021, foram realizados cerca de 200 mil atendimentos e 14,7 mil cirurgias. E de todos os internamentos, que somaram 15,8 mil no último ano, 6% eram de pacientes de outros estados.

Receber crianças de todas as partes do Brasil exige uma ampla estrutura. “Casa de Apoio, refeições, suporte da assistência social com orientação sobre como conseguir as autorizações que o sistema exige e até mesmo apoio psicológico para enfrentar tantas mudanças são custos que não são cobertos pelo SUS, mas são fundamentais para a realidade dessas famílias”, enfatiza a diretora-executiva do Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro.

Importância da cultura de doação

O Hospital Pequeno Príncipe reforça a importância de fortalecer a cultura de doação no Brasil e convida a sociedade e empresas socialmente responsáveis a engajar-se nessa mobilização. Apesar de, em 2020, o Brasil ter subido 14 posições no Ranking Global de Solidariedade, em relação aos dados de 2018 – ocupando o 54.º lugar –, o número de doações, em todas as suas formas, encolheu nos últimos cinco anos no território nacional.

Enquanto, em 2015, 77% da população havia feito algum tipo de doação, em 2020, o percentual ficou em 66%. Quando se considera apenas a doação em dinheiro, a proporção caiu de 52% para 41%, segundo a pesquisa Doação Brasil 2020, promovida pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS).

Os recursos contribuem não só para a manutenção das atividades do Hospital como também garantem a humanização e a equidade no atendimento. Os valores ajudam ainda na capacitação dos profissionais e no investimento em pesquisa, tecnologia e inovação. “Mais do que atendimento em saúde, garantimos direitos, e direitos não são privilégios. Trabalhamos para oferecer dignidade, saúde e vida aos meninos e meninas de todo o Brasil”, conclui Ety.

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