Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe

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Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe atende de forma integral crianças e adolescentes com deficiência

A unidade conta com laboratório de marcha, parque adaptado e sala de realidade virtual
18/01/2023
Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe
O Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe atende pacientes com vários tipos de deficiência.

 

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), 240 milhões de crianças têm algum tipo de deficiência no mundo. O Hospital, que é referência na assistência em saúde à população infantojuvenil, também conta, desde 2022, com o Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe. Pacientes com vários tipos de deficiência física, visual, auditiva, múltiplas e doenças raras, são assistidas na unidade.

O atendimento integral e multiprofissional faz parte da essência do Pequeno Príncipe e contribui para a recuperação dos pacientes, adesão aos tratamentos, participação e preparação da família para continuar os cuidados em casa. Isso também contribui para inclusão e qualidade de vida das crianças e adolescentes.

Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe
Os exercícios de reabilitação contribuem para que as funções do corpo tenham o máximo aproveitamento.

Reabilitação física e fonoaudiológica

Os pacientes atendidos na unidade precisam de exercícios de reabilitação que contribuam para que eles exerçam as funções do corpo com máximo aproveitamento. O processo é fundamental para a qualidade de vida, autonomia e independência dos meninos e meninas. Entre as atividades desenvolvidas estão a fisioterapia de solo, aquática e com realidade virtual e terapia ocupacional.

Para a reabilitação, o atendimento conta com uma equipe transdisciplinar. “As crianças e adolescentes precisam de inúmeros profissionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, entre outros, além da participação da família, que é parte essencial do processo de reabilitação. Toda assistência oferecida é para proporcionar mais qualidade de vida a eles”, conta a psicóloga e gerente do Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe, Patricia Bertolini Izidorio.

Apoio ao tratamento domiciliar

Muitos pacientes atendidos na unidade precisam do trabalho de reabilitação durante muito tempo. No entanto, alguns podem dar continuidade ao processo em casa. O paciente recebe acompanhamento da equipe multiprofissional que atua para que as crianças e adolescentes alcancem autonomia, na medida do que é possível. “Nós trabalhamos a autonomia dos pacientes, para que eles aprendam desde pequenos a terem a sua independência e a executarem suas atividades. Por isso, a família é fundamental em todo esse processo, pois passa a maior parte do tempo com eles, auxiliando, cuidando e percebendo os avanços”, explica a psicóloga.

Além disso, a manutenção do tratamento domiciliar conta com o suporte da unidade, que realiza a entrega mensal de kits de materiais médicos, como sonda, soro, luva e equipo, e kit de alimento para as famílias em situação de vulnerabilidade social.

Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe
O espaço promove eventos e a integração entre familiares e pacientes.

Saúde mental, convivência e inclusão social

Na unidade, o cuidado se estende aos familiares dos pacientes, que recebem atendimento psicológico e apoio para reabilitarem seus filhos. No espaço, eles participam de grupos de apoio com outros pais e de palestras e encontros sobre os mais diversos assuntos de interesse individual e coletivo. A família também é parte ativa na tomada de decisão sobre o tratamento dos filhos, que é feita em conjunto com a equipe multidisciplinar.

Em parceria com a Universidade Livre do Esporte, pacientes do Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe praticam esportes adaptados, como esgrima e tênis em cadeira de rodas. As práticas de atividades físicas auxiliam no desenvolvimento de saúde física e mental.

A inclusão social também envolve as escolas frequentadas pelos pacientes, pois o Centro oferece orientação e palestras nas instituições sobre o trabalho realizado e as deficiências atendidas. Além disso, o espaço promove eventos abertos à comunidade e sorteios mensais de ingressos de atrações culturais para as famílias.

Laboratório de Marcha
O Laboratório de Marcha realiza a avaliação computadorizada do caminhar do paciente.

Estrutura do Centro de Convivência e Reabilitação Pequeno Príncipe

O espaço conta com ampla estrutura para o atendimento a crianças e adolescentes com salas de atendimento equipadas, sala de fisioterapia e piscina.

  • Laboratório de Marcha

O espaço realiza a avaliação computadorizada da marcha (o caminhar) do paciente. Essa análise é feita por meio da filmagem da pessoa, com a utilização de marcadores reflexivos anatômicos, que são adesivos colados em pontos específicos do corpo. Sua função é fornecer parâmetros biodinâmicos que gerem a interpretação, o diagnóstico e os dados mensurados e personalizados para a intervenção da equipe médica com o objetivo de proporcionar conduta terapêutica assertiva.

  • Parque adaptado

As crianças e os adolescentes atendidos podem realizar atividades no parque adaptado, que conta com diversos equipamentos para as brincadeiras, além do skate. O espaço é utilizado na reabilitação dos pacientes e é aberto à comunidade, por meio de agendamento. Os brinquedos estimulam todos os sentidos e potencializa o livre brincar.

  • Sala de Realidade Virtual

Usando a tecnologia a favor da reabilitação e da adesão ao tratamento, a sala de realidade virtual utiliza um software que projeta na parede e no piso diversos exercícios, com objetivo terapêutico. Um sensor registra todos os movimentos e fornece o relatório da evolução dos pacientes.

Sala realidade virtual
A sala de realidade virtual utiliza um software que projeta na parede e no piso diversos exercícios.

 

Encaminhamento

Os atendimentos são realizados por encaminhamento. Para mais informações entre em contato por meio:

O Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe é viabilizado por meio de doações de empresas e pessoas através de projetos de incentivo fiscal. É possível doar parte do Imposto de Renda para projetos aprovados por lei, como a do Fundo da Infância e Adolescência (FIA).

Programa de Apoio, Proteção e Assistência às Crianças e Adolescentes com Mielomeningocele (Programa Appam)

Criado em 1992, o Programa Appam teve como fundadores pais, médicos, assistentes sociais e outras pessoas envolvidas com o tratamento de mielomeningocele. O principal objetivo era desenvolver trabalhos integrados de reabilitação para promover qualidade de vida às crianças e adolescentes com a doença. Após um período de transição, foi incorporada à Associação de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro – mantenedora do Pequeno Príncipe – e atualmente passou por uma reestruturação e foi ampliada para uma unidade, o Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe, com sede em São José dos Pinhais.

Mira Meu Muro
Os 600 metros quadrados, aproximadamente, de parede ganharam cores e imagens

Projeto Mira Meu Muro

O Centro de Convivência e Reabilitação Pequeno Príncipe conta com a exibição permanente de murais artísticos pintados, nas áreas internas e externas da unidade, pelos artistas André Mendes e Tom+Amor. Os 600 metros quadrados, aproximadamente, de parede ganharam cores e imagens.

Além dos muros, o projeto também conta com um jardim diversos, com plantas frutíferas, ervas, hortaliças e flores. Como forma de promover acessibilidade às pessoas com cadeira de rodas, um caminho de pó de rochas foi traçado pensando na mobilidade e interação dos pacientes com as plantas. O projeto, do paisagista biodiverso Mago Jardineiro, tem como objetivo promover a participação de toda a comunidade – colaboradores, pacientes e acompanhantes – do Centro no cuidado e cultivo do jardim.

Mira Meu Muro foi viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, Ministério do Turismo e conta com patrocínio de Adami, Brother International Corporation do Brasil, Frameport, Artely Móveis, Merco,Arotubi, Nipponflex e Boulos e tem o Complexo Pequeno Príncipe, especialmente o Centro de Reabilitação e Convivência Pequeno Príncipe, como instituição beneficiada.

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