Doença celíaca - Hospital Pequeno Príncipe

Doença celíaca

O que é?
A doença celíaca é uma doença autoimune que afeta o intestino delgado. Ocorre em pessoas geneticamente predispostas e é desencadeada pela ingestão de glúten.

O glúten é uma proteína presente em grãos, como o trigo, o centeio e a cevada. É importante ter cuidado também com a aveia, devido à possibilidade de contaminação cruzada com o glúten.

Em pacientes com diagnóstico de doença celíaca, o glúten causa uma resposta inflamatória, danificando as vilosidades do intestino delgado, o que prejudica a absorção de nutrientes. Essa inflamação e a má absorção de nutrientes podem desencadear diversos sintomas e complicações intestinais e extraintestinais (em outros órgãos e sistemas do corpo humano).

Quando acontece?
A doença celíaca é uma das doenças genéticas mais comuns. Acomete um a cada cem a 200 indivíduos da população geral. Existem grupos de risco para doença celíaca, ou seja, pessoas que têm um risco maior para o desenvolvimento da doença. São considerados grupos de risco: parentes de primeiro grau de pacientes com diagnóstico confirmado de doença celíaca (pai, mãe e irmãos); pacientes com diabete melito tipo 1; síndrome de Down; tireoidite autoimune, entre outros.

Causas

  • Predisposição genética associada à exposição ao glúten

Sintomas possíveis

  • Diarreia
  • Dor abdominal
  • Distensão abdominal
  • Perda de peso ou baixo ganho de peso
  • Baixa estatura
  • Atraso de puberdade
  • Diminuição da musculatura glútea
  • Constipação
  • Náusea e/ou vômito
  • Diminuição do apetite
  • Alteração no esmalte dos dentes
  • Anemia
  • Fraqueza
  • Redução da densidade óssea (osteopenia/osteoporose)
  • Dores articulares
  • Alterações neurológicas ou psiquiátricas
  • Dermatite herpetiforme (lesões avermelhadas com formação de pequenas bolhas que causam coceira)

Diagnóstico
O diagnóstico de doença celíaca é realizado por meio de uma anamnese (história clínica) e um exame físico adequados, associados à realização de exames de sangue (anticorpos para doença celíaca e exames de HLA quando necessários) e endoscopia digestiva alta com biópsias de intestino delgado.

Dica para os pais ou responsáveis: o glúten não deve ser retirado da dieta da criança até que o diagnóstico de doença celíaca seja realmente confirmado pela biópsia de intestino delgado. Pacientes que realizam os exames sem estar ingerindo glúten na dieta podem ter um diagnóstico falso negativo, ou seja, resultados negativos em pacientes que têm a doença.

Quando devo procurar o Hospital Pequeno Príncipe?
Se a criança apresenta sintomas característicos de doença celíaca (ver sintomas) ou é considerado paciente de algum grupo de risco, procure a equipe de gastroenterologia e endoscopia pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe. Esse serviço da instituição é altamente preparado para identificar a doença celíaca e realizar o acompanhamento adequado para melhorar a qualidade de vida do paciente.

Tratamento
Atualmente não existe cura para a doença celíaca. Quando o tratamento é realizado de forma adequada, crianças e adultos podem ter uma vida livre de sintomas. O tratamento, quando o diagnóstico é confirmado, baseia-se na retirada do glúten da dieta da criança e no acompanhamento clínico e nutricional do paciente. Quando o glúten é retirado adequadamente da dieta, há melhora da inflamação e da alteração intestinal, com resolução dos sintomas.

Dica para os pais ou responsáveis: no Brasil, é obrigatório constar no rótulo dos alimentos industrializados se há glúten na composição. Procure observar essa rotulagem, pois já existem muitos produtos sem glúten disponíveis no mercado.

Não se recomenda dieta isenta de glúten antes da confirmação diagnóstica feita por gastroenterologista pediátrico, já que isso pode comprometer a identificação da doença.

Diferencial do Pequeno Príncipe
O Serviço de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva do Hospital Pequeno Príncipe conta com uma equipe de especialistas com amplo conhecimento e experiência em enfermidades gastrointestinais pediátricas. A instituição disponibiliza atendimento profissional, ético, humanizado e qualificado, além de infraestrutura e equipamentos adequados para o público infantojuvenil.

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