Síndrome nefrótica em crianças: o que é?

Notícias

O que é síndrome nefrótica em crianças?

O inchaço é o principal sintoma, e o diagnóstico precoce é fundamental, pois favorece a recuperação
11/11/2025
síndrome nefrótica
A síndrome nefrótica é um distúrbio renal raro que pode afetar crianças. O principal sintoma é o inchaço, geralmente no rosto, barriga, pernas e braços. (Foto: Complexo Pequeno Príncipe/Wynitow Butenas)

A síndrome nefrótica é um distúrbio renal raro que pode afetar crianças e adolescentes. Ela é caracterizada pela perda excessiva de proteínas na urina, o que provoca a redução dos níveis de albumina no sangue — proteína essencial para o transporte de nutrientes, a manutenção da pressão osmótica e a recuperação muscular. Como consequência, ocorre o inchaço (edema), sintoma que costuma chamar atenção de pais e cuidadores.

Segundo a Fundação Nacional do Rim, a síndrome nefrótica é mais comum em crianças entre 1 e 4 anos de idade, mas pode acometer outras faixas etárias. Os baixos níveis de proteína no sangue fazem com que a água passe para outras partes do corpo, provocando inchaço principalmente no rosto, abdômen (barriga), pernas e braços.

De acordo com a nefrologista pediátrica Karen Previdi Olandoski, do Hospital Pequeno Príncipe, trata-se de uma condição grave e crônica, que requer acompanhamento constante com um especialista. “É uma doença microscópica, que acomete ambos os rins e não pode ser identificada por exames de imagem. O rim deixa de funcionar como uma barreira seletiva e passa a permitir a passagem de substâncias, principalmente proteínas, para a urina”, explica a médica.

O que causa síndrome nefrótica em crianças?

Em crianças, a síndrome nefrótica costuma surgir entre 1 e 4 anos de idade, e em grande parte dos casos não há uma causa definida.

Apesar de ser uma condição grave e que pode evoluir para uma doença renal crônica terminal em alguns casos, o tratamento é, na maioria das vezes, positivo. “Grande parte das crianças apresenta uma boa resposta e pode alcançar a cura espontânea na adolescência ou no início da vida adulta”, afirma a nefrologista.

Como identificar a síndrome nefrótica?

O principal sinal clínico é o inchaço, que pode surgir inicialmente ao redor dos olhos e pernas e evoluir para todo o corpo. Em alguns casos, o aumento do peso em crianças pode chegar a 40%, em decorrência da retenção de líquidos. Por tratar-se de um sintoma comum a outras doenças, como alergias, a identificação pode ser confundida em um primeiro momento.

O diagnóstico precoce é fundamental, pois quanto mais cedo a doença é identificada mais rapidamente o tratamento pode ser iniciado, o que favorece a recuperação e, muitas vezes, evita internamentos. A confirmação do quadro é feita principalmente por exames laboratoriais, que avaliam a presença de proteínas na urina e os níveis de albumina no sangue. Em crianças, geralmente não há necessidade de realizar biópsia renal, exceto em situações específicas, como quando ocorre dificuldade de resposta ao tratamento inicial.

Tratamento

O tratamento da síndrome nefrótica se baseia no uso de imunossupressores, especialmente corticoides, que ajudam a estabilizar a barreira do rim e a reduzir a perda de proteína pela urina. A resposta é geralmente eficaz, mas pode haver recaídas, especialmente após infecções virais, como gripes e resfriados.

Por esse motivo, a vacinação é uma parte essencial da prevenção. As crianças precisam ser imunizadas com a vacina contra a gripe anualmente e protegidas por meio de imunizantes específicos contra bactérias, como o pneumococo, que podem causar infecções graves nessa população. Dependendo do medicamento utilizado para o controle da doença, é necessário um cuidado ainda maior para evitar infecções.

Além disso, durante o uso de algumas medicações, pode ser preciso que a criança permaneça afastada temporariamente da escola. Entretanto, quando a doença está controlada, é possível levar uma vida normal, com boa qualidade e convivência social.

Serviço de Nefrologia

Serviço de Nefrologia do Hospital Pequeno Príncipe oferece todas as modalidades de tratamento para a doença renal crônica. Há 40 anos, a instituição realiza atendimento ambulatorial e hospitalar, além de contar com os serviços de hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal. Os pacientes também têm à disposição um ambulatório geral de nefrologia e ambulatórios especializados.

  • Confira, no vídeo a seguir, tudo o que você precisa saber sobre a síndrome nefrótica:

O Pequeno Príncipe é participante do Pacto Global desde 2019. E a iniciativa presente nesse conteúdo contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e Bem-Estar (ODS 3).

Acompanhe também as redes sociais do Hospital Pequeno Príncipe (FacebookInstagramLinkedInYouTube e TikTok) e fique por dentro de informações de qualidade!

+ Notícias

05/06/2026

Saúde Única: por que saúde humana, animal e ambiental estão conectadas?

No Complexo Pequeno Príncipe, essa visão orienta iniciativas que buscam promover saúde com compromisso com as futuras gerações
02/06/2026

18.ª Noite dos Chefs celebra solidariedade em prol da saúde infantojuvenil

O evento se consolidou como uma das mais tradicionais iniciativas beneficentes da instituição
01/06/2026

Cor da secreção nasal: o que pode indicar em crianças e adolescentes

Mudanças no aspecto do muco podem sinalizar desde irritações simples até infecções respiratórias
25/05/2026

Misoginia na adolescência: o papel da família e da educação na prevenção

O diálogo aberto e a educação emocional desde a infância promovem a construção de relações mais saudáveis, baseadas no respeito, na empatia e na igualdade de gênero
18/05/2026

Violência atinge principalmente a primeira infância 

Levantamento do Hospital Pequeno Príncipe aponta que maioria das crianças atendidas tem até 6 anos; saiba como agir e proteger
07/05/2026

Quando é indicada medicação para TDAH em crianças e adolescentes?

Principais opções, funcionamento e efeitos do medicamento
Ver mais