Câncer infantil: apenas 8,8% das crianças têm diagnóstico precoce da doença - Hospital Pequeno Principe

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Câncer infantil: apenas 8,8% das crianças têm diagnóstico precoce da doença

Pioneiro no tratamento oncológico infantojuvenil no Paraná, Pequeno Príncipe realizou levantamento com seus pacientes entre 1998 e 2017. Neste Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, o Hospital reforça a importância do diagnóstico precoce
23/11/2021

“Meu filho sempre foi saudável, mas em um certo dia começou a sentir muita dor de cabeça e a ter vômitos. Levamos ao posto de saúde e, no primeiro momento, a suspeita era de COVID-19, o que não se confirmou”, conta a mãe de Julio Dessbesell Paese, de 12 anos, Liani Márcia Dessbesell. Entre os primeiros sinais de que algo não estava bem até o diagnóstico de câncer no sistema nervoso foram aproximadamente 20 dias.

O diagnóstico precoce faz toda a diferença no sucesso do tratamento do câncer infantojuvenil, primeira causa de morte entre crianças e adolescentes (de 0 a 19 anos) no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Se diagnosticado precocemente, cerca de 80% dos casos de câncer alcançam a cura. Por isso, no Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, lembrado neste 23 de novembro, o Hospital Pequeno Príncipe reforça a importância do diagnóstico precoce para salvar vidas.

Infelizmente, a grande maioria dos pacientes chega ao Pequeno Príncipe, que há mais de cinco décadas é referência no tratamento oncológico para crianças e adolescentes de todo o país, com a doença mais avançada. Um estudo feito pela instituição, que englobou dados de pacientes atendidos entre os anos de 1998 e 2017, mostrou que 57,6% deram entrada com câncer em nível já avançado. Apenas 8,8% chegaram com o primeiro estágio da doença, e 33,5%, com o segundo.

Julio foi encaminhado para o Pequeno Príncipe e teve o diagnóstico realizado de maneira precoce, fazendo parte dos 8,8% dos pacientes que descobrem a doença no primeiro estágio. A rapidez entre o primeiro atendimento e o resultado dos exames foi fundamental para o início do tratamento. “O câncer não espera. Se eu não tivesse sido encaminhada para o Pequeno Príncipe, não teríamos conseguido salvar ele, porque o diagnóstico é muito agressivo. Mas o meu filho está reagindo muito bem ao tratamento e melhorando a cada dia”, completa Liani.

Sobre o câncer infantojuvenil

A leucemia é o tipo mais comum de câncer em crianças, seguido de tumores do sistema nervoso central e linfomas. Os cânceres em crianças e adolescentes são considerados mais agressivos e se desenvolvem rapidamente. Por outro lado, os pacientes infantis respondem melhor ao tratamento e as chances de cura são maiores, se comparado com o público adulto.

Mas a dificuldade para fazer diagnóstico precoce e para chegar aos centros especializados de tratamento é a principal causa que leva à alta mortalidade por câncer infantil no Brasil. Enquanto a taxa nos Estados Unidos é de 22 mortes por milhão, no Brasil o índice fica em 43,4 por milhão, ou seja, praticamente o dobro. Os dados refletem a realidade até 2019 e constam em um levantamento sobre o panorama da oncologia pediátrica no Brasil feito pelo Instituto Desiderata com o apoio técnico de profissionais da Fundação do Câncer, do Instituto Nacional de Câncer e da Iniciativa Global da Organização Mundial da Saúde para o Câncer Infantil na América Latina e Caribe.

“Infelizmente, no Brasil, ainda existem poucos centros especializados no tratamento do câncer infantil. O Hospital Pequeno Príncipe é um desses centros e oferece tratamento completo, desde o diagnóstico até o transplante de medula óssea, nos casos em que há indicação. Também oferecemos uma estrutura completa de exames, incluindo os genéticos, que auxiliam imensamente na decisão de qual tratamento oferecer para cada criança”, explica a médica-chefe do Serviço de Hematologia e Oncologia, Flora Mitie Watanabe.

No Pequeno Príncipe, são atendidos cerca de cem novos casos de câncer infantil por ano, com predominância das leucemias, dos tumores do sistema nervoso central e dos tumores abdominais. “Diariamente fazemos cerca de 30 sessões de quimioterapia e 35 consultas”, afirma a médica. A taxa de sobrevida na instituição está em 74% e se aproxima do resultado nos centros internacionais.

Sinais de alerta

Muitas vezes, os sintomas do câncer podem ser confundidos com doenças comuns da infância. Por isso, é importante estar atento aos seguintes sinais:

O Serviço de Oncologia do Pequeno Príncipe

O grande diferencial do Serviço de Oncologia do Pequeno Príncipe está na sua estrutura de suporte. Como o Hospital disponibiliza atendimento em 32 especialidades médicas, a equipe de oncopediatras conta com especialistas nas mais diferentes áreas, 24 horas por dia, para compor o grupo de atenção aos pacientes. Somam-se às equipes médicas, os profissionais de enfermagem, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, farmacêuticos, psicólogos e assistentes sociais. A estrutura física da instituição também favorece o tratamento. O Hospital tem 68 leitos de UTI, um centro cirúrgico com nove salas que funcionam todos os dias da semana e equipamentos de última geração para realização de exames. O Serviço de Oncologia dispõe de uma área exclusiva para internamento com 21 leitos. Para aqueles pacientes que precisam receber medicação, mas não há necessidade ficarem internados, há um setor que funciona no conceito de hospital-dia. Nesse espaço, além das consultas, são realizadas as sessões de quimioterapia.

A instituição também disponibiliza uma cartilha para as famílias que estão enfrentando a doença. Clique aqui e faça o download gratuito do material.

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