Laurenice Carneiro: a profissional que encontrou no Pequeno Príncipe a chance de fazer faculdade

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Laurenice Carneiro: a profissional que encontrou no Pequeno Príncipe a chance de fazer faculdade

“O Pequeno Príncipe abriu muitas oportunidades, fez eu me sentir importante e isso é algo que vou levar sempre no meu coração.”
31/08/2020
Laurenice Carneiro
Após alguns anos atuando como servente de lavanderia, Laurenice Carneiro teve a oportunidade de estudar e tornar-se supervisora.

A profissional Laurenice Carneiro sonha alto. Aos 18 anos, mudou-se para Curitiba, pois sabia que algo bonito a aguardava. Alguns anos depois, Laura – como é conhecida pelos colegas – conheceu o Pequeno Príncipe. Encantou-se ao passar na frente da instituição e almejou um dia trabalhar nesse lugar. E isso se concretizou. Após alguns anos atuando como servente de lavanderia, a colaboradora teve a oportunidade de estudar e tornar-se supervisora. Hoje comemora 16 anos de muito amor e comprometimento com o Hospital.

De Ponta Grossa para Curitiba

“Vim uma vez para passear na capital e já me encantei. Minha cidade era muito pequena, eu só tinha contato com a família.  Acabei me mudando e coloquei na cabeça que ia estudar e ter uma nova vida. Não tinha experiência em nada, então comecei a trabalhar em uma panificadora, mas não me sentia realizada. Lembro que no retorno para casa, eu passava perto do Pequeno Príncipe e ficava imaginando como deveria ser legal trabalhar aqui. Comecei a mentalizar isso. Depois de casar, uma vizinha que estava há anos no Hospital disse que levaria meu currículo para uma vaga e deu certo. Uma semana depois, me chamaram. Queria trabalhar nos bastidores, mais escondida, e a vaga como servente de lavanderia se encaixou perfeitamente.”

Aceite os desafios e acredite em você

“Surgiu a oportunidade de fazer um curso técnico e, apesar das dificuldades que surgiram ao longo do caminho, não desisti. Quando completei uns dois meses de formada, fui promovida para supervisora da Lavanderia. Na época, eu era uma das poucas que tinha estudado no setor e isso fez diferença para a contratação. Eu não tinha experiência na área de gestão, mas tudo foi se encaixando. Amadureci e me desenvolvi muito. Fiquei na Lavanderia por uns nove anos, engravidei e, quando voltei de licença, minha gerente me aconselhou a fazer uma faculdade. Minha filha ainda era bebê, mas decidi agarrar novamente essa oportunidade. Se não fosse o Programa Valorizando Talentos do Hospital eu não conseguiria ter uma graduação. Me formei no curso de Gestão Hospitalar, que foi focado na área de hotelaria e aprendi muito. O que mais falaram no curso foi da higiene no Hospital e, por coincidência do destino, fui chamada para fazer a supervisão no setor de Higienização. Faz um ano que assumi a limpeza das áreas mais críticas, como UTIs e TMO. Agora, circulo muito mais e tenho mais contato com os pacientes e seus familiares. Chego no quarto e a mãe já quer conversar e desabafar. Comecei a observar mais o outro. Sem contar o aprendizado com o trabalho em equipe. Antes, eu era a única supervisora na Lavanderia, agora divido a função com outras quatro colegas e é muito positivo!”

Atitudes que fazem a diferença

“Em um dia frio e chuvoso, quando eu ainda era supervisora da Lavanderia, estava organizando as cobertas e edredons para entrega quando uma mãe bateu na porta, com a filha ao seu lado. Ela perguntou se a gente poderia lavar a calça da menina, que tinha feito xixi e que teria uma consulta dali meia hora. A paciente devia ter uns 9 anos e estava muito triste e com vergonha. A mãe falou que tinham vindo de longe e não poderiam perder a consulta por causa disso, mas que a menina disse que não iria ver o médico desse jeito. Então, pedi para que elas sentassem e aguardassem, que eu faria de tudo para lavar e dar tempo de serem atendidas pelo especialista. A paciente colocou um pijama do Hospital, enquanto eu entreguei a calça para ser lavada, secada e passada pela equipe. Passou uns 15 minutos e a roupa estava pronta e quentinha para ser usada. A menina me olhou com os olhos cheio de lágrimas e eu me emociono só de lembrar. Era algo tão pequeno que eu estava fazendo, mas representou tanto… Esses dias, a mãe e a paciente vieram ao Hospital para uma consulta e disseram que são muito gratas e lembram da minha atitude até hoje. Isso me marcou tanto! Percebi que, independentemente da função, o papel de cada um de nós é muito importante.”

“O Pequeno Príncipe abriu muitas oportunidades, fez eu me sentir importante e isso é algo que vou levar sempre no meu coração.”

Para sempre no coração

“Sinto muita gratidão pelo Hospital. É muito importante ter alguém que acredita em você e no seu potencial. Temos que ter alguém que nos impulsione e nos dê oportunidades. E eu tive muitas! Sempre quando vejo minha gerente, eu só agradeço. Se não fosse ela, eu estaria na mesma e não teria desenvolvido tanto. Como me vejo diferente! Sempre fui responsável e comprometida com meu trabalho. Dizem que sou muito exigente, mas não é isso. Eu só cumpro o que é importante. O Pequeno Príncipe abriu muitas oportunidades, fez eu me sentir importante e isso é algo que vou levar sempre no meu coração.”

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