Cristiane Binotto: a médica que foi aluna da primeira turma de residência em Cardiologia do Hospital

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Cristiane Binotto: a médica que foi aluna da primeira turma de residência em Cardiologia do Hospital

“O Pequeno Príncipe é uma grande família, que vai crescendo, criando teias, mas não larga ninguém!”
22/06/2020
Cristiane Binotto, que também já foi paciente do Pequeno Príncipe, está há 36 anos presente na história da instituição como profissional.

A médica Cristiane Binotto, que também já foi paciente do Pequeno Príncipe, está há 36 anos presente na história da instituição como profissional. A cardiologista pediátrica fez parte da primeira turma de residência em Cardiologia do maior hospital pediátrico do país e se dedica diariamente em prol da saúde de milhares de crianças e adolescentes.

De paciente a cardiologista pediátrica

“A minha chegada ao Hospital Pequeno Príncipe foi com 11 anos de idade, quando fui paciente. Eu tive um quadro de meningite e fiquei internada por 10 dias. O atendimento foi muito bom e, desde então, fiz acompanhamento aqui. Meu médico era muito querido e me acompanhou durante toda a infância. Desde pequena, eu dizia que seria médica e minha mãe me perguntava o motivo de eu querer Medicina, de onde tirei essa ideia. Eu sempre gostei muito de criança, mas falava que não faria Cardiologia e nem Pediatria. Até que no terceiro ano da faculdade, fiz uma prova para Pediatria, porque uma amiga minha queria fazer, e passei. Acabei fazendo para ver como era, me apaixonei e não larguei mais.”

Aluna da primeira turma de residência em cardiologia do Pequeno Príncipe

“Aqui no Pequeno Príncipe, profissionalmente, eu iniciei como acadêmica, fazia muito plantão. Estou na instituição desde o meu quarto ano da faculdade, desde 1984. Eu sempre dizia que aqui era minha segunda casa, mas na verdade era a primeira, porque eu passava mais tempo aqui do que na minha casa. Eu conhecia todo mundo e sempre gostei muito da maneira como é realizado o atendimento às crianças. E isso, com o fato de termos todas essas especialidades no Hospital, fez com que eu quisesse fazer minha residência no Pequeno Príncipe. Quando me formei, em 1987, era muito difícil para a mulher fazer cirurgia cardíaca, então acabei indo para a cardiologia clínica e cardiologia fetal. Ao terminar minha residência em Pediatria, fiz um ano de Terapia Intensiva e uma colega me falou ‘vamos fazer cardiologia?’ e eu disse ‘vamos, mas só se você for’. E aí fizemos a residência, na primeira turma de Cardiologia do Hospital Pequeno Príncipe. Quando terminei essa etapa, resolvi continuar na instituição e estou aqui até hoje.”

Cada vida, uma história

“Os residentes sempre brincam comigo, porque conto várias histórias de pacientes desde que nasceram e todo o seu acompanhamento. Tenho muitos pacientes que estão comigo desde o período fetal, e que hoje estão adultos e eu continuo acompanhando. Às vezes, eles chegam aqui para fazer exames e eu conto para eles suas histórias e tudo o que já passaram, e os residentes falam ‘como você sabe de tudo isso, como você lembra?’. Eu falo que cada vida é uma história, temos todo um acompanhamento com essas crianças. Vivemos a vida delas, convivemos bastante e vemos muitas coisas bonitas. É muito legal acompanhar isso. Tenho pacientes que já cresceram, engravidaram e estão trazendo os filhos para eu atender. Uma característica aqui do Pequeno Príncipe é que as crianças não querem ir embora. Em nosso ambulatório, recebemos visitas de pacientes de 30, 40 anos, porque eles não nos abandonam. Eles vão para a cardiologia adulta porque precisam ir, mas eles veem ao menos uma vez por ano nos visitar.”

Alegria em ensinar

“Eu também sou professora e é muito bacana compartilhar conhecimento e ver o crescimento e as histórias legais que temos na Cardiologia. Temos residentes que se formam aqui e continuam em nossa equipe. Acompanhamos todo o progresso dos alunos que viram residentes e médicos e que vem discutir casos clínicos com a gente. Muitos vem de muito longe só para estudar Cardiologia no Pequeno Príncipe.”

“O Pequeno Príncipe é uma grande família, que vai crescendo, criando teias, mas não larga ninguém!”

Um centenário de memórias

“O centenário foi de muita emoção, lembrei de toda a minha trajetória. Na época da faculdade, eu cheguei a ver uma palestra do Dr. César Pernetta e, são tantas histórias, que passa um livro em nossa cabeça, com tudo o que vivemos. Na minha época de residência, não existia o Túnel do Tempo. Os prédios do César Pernetta e do Pequeno Príncipe eram separados. No Pronto Atendimento, quando uma criança precisava ser entubada, precisávamos ligar na UTI para que o médico que estivesse lá descesse com todos os materiais. Então, fizemos dois carrinhos de emergência. Um ficava na Praça do Bibinha e o outro na emergência. A gente tinha que andar muito pelo Hospital, mas também era muito divertido. Era tudo muito diferente de hoje. São tantas histórias legais. É bacana ver também que o pessoal que um dia me ensinou continua atuando aqui até hoje. Professores com quem eu aprendi, hoje trabalho e dou aula. O Pequeno Príncipe é uma grande família, que vai crescendo, criando teias, mas não larga ninguém.”

É tempo de aprender

“Essa pandemia veio para nos mostrar que existem muitas opções e que a família é muito importante. Tem muitas pessoas aprendendo a conviver em casa, a dar mais valor. É tempo de renovação. Estamos aprendendo a dar aulas on-line, a ensinar à distância. Já tiveram várias pandemias ao longo da história, mas essa serviu para trazer o aprendizado e reflexão a cada um. Aprender a conviver consigo mesmo. E é importante lembrar que também é um momento muito importante para as pessoas cuidarem de sua saúde, da saúde das crianças, principalmente das vacinações, e cuidar da alimentação também.”

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